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Editor: Celso Soares | Director : Paulo A. Monteiro

Magazine Santomensidade

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EXPOSIÇÃO “DESENHAR O LUGAR – PERCURSOS DE PERMANÊNCIA E TRÂNSITO” NO INSTITUTO CAMÕES

Lisboa 13 de Janeiro de 2026 – O Instituto Camões, I.P., em Lisboa, acolhe a partir de 15 de janeiro a exposição “Desenhar o Lugar – Percursos de Permanência e Trânsito”, do artista são-tomense Emerson Quinda, uma das vozes mais promissoras da nova geração das artes plásticas de São Tomé e Príncipe. A mostra estará patente até 27 de fevereiro de 2026, com entrada livre, de segunda a sexta-feira, das 9h30 às 13h30 e das 14h30 às 18h30. A inauguração acontece no dia 15 de janeiro, às 18 horas, no espaço do Instituto Camões, situado na Avenida da Liberdade, nº 270, em Lisboa. Com apenas 26 anos, Emerson Quinda tem vindo a afirmar-se no panorama artístico contemporâneo através de uma linguagem visual marcada pela criação de um universo mítico, onde o real e o imaginário se cruzam. O seu trabalho reflete sobre territórios físicos e simbólicos, explorando ideias de permanência, deslocação e identidade, temas que dialogam diretamente com experiências de trânsito cultural e geográfico. Quinda iniciou os seus estudos artísticos em 2018 e, desde então, participou em diversas exposições coletivas, tanto em São Tomé e Príncipe como no exterior, destacando-se a sua participação numa residência artística em Lisboa, experiência que contribuiu para o amadurecimento da sua prática artística. A exposição conta com curadoria de João Serrão e Ricardo Barbosa Vicente, que propõem um percurso expositivo atento às tensões entre lugar, memória e movimento, convidando o público a uma leitura sensível e contemporânea da obra do jovem artista. “Desenhar o Lugar – Percursos de Permanência e Trânsito” afirma-se, assim, como uma oportunidade única para conhecer o trabalho de um artista emergente da lusofonia, num diálogo aberto entre culturas, territórios e imaginários.

BAILARINO SANTOMENSE ABDULAY BRAGANÇA DIAS REALIZA ESTÁGIO ARTÍSTICO EM PORTUGAL

Lisboa 13 Janeiro de 2026 – O bailarino e coreógrafo santomense Abdulay Bragança Dias encontra-se em Portugal para um importante período de formação e intercâmbio artístico. Natural de São Tomé e Príncipe, o artista vai permanecer em Lisboa durante sete meses, entre Fevereiro e Julho, para integrar o PACAP 9 – Programa Avançado de Criação em Artes Performativas, promovido pelo Fórum Dança, com curadoria do coreógrafo brasileiro Marcelo Evelin. A vinda e permanência de Abdulay em Portugal conta com o apoio da BODYBUILDERS, dirigida pelo coreógrafo português Rafael Alvarez, da Fundação Calouste Gulbenkian e da associação Ilhéu Portátil, liderada por Isabel Mota, também natural de São Tomé e Príncipe. Estes apoios tornaram possível uma oportunidade considerada única, tendo em conta a escassez de estruturas e de formação especializada em dança contemporânea no arquipélago africano. Antes mesmo do início do curso, Abdulay Bragança Dias irá colaborar como assistente no espetáculo “MONO-NO-AWARE”, da BODYBUILDERS, nas duas últimas apresentações da obra, em Faro e Lisboa, com apoio adicional da Largo Residências / Jardins do Bombarda. Durante a sua estadia, o artista participará ainda em diversas atividades da BODYBUILDERS, orientando aulas e partilhando as suas experiências e linguagens de dança com diferentes públicos. A ligação entre Rafael Alvarez e São Tomé e Príncipe remonta aos anos de 2014 e 2015, período em que o coreógrafo português iniciou um trabalho profundo de intercâmbio artístico com a ilha, culminando na fundação da ANKA | Companhia de Dança Inclusiva de São Tomé e Príncipe. Foi nesse contexto que nasceu uma relação de amizade, partilha e visão artística comum com Isabel Mota, hoje responsável pela associação Ilhéu Portátil, que desempenhou um papel central na viabilização da candidatura de Abdulay ao PACAP. O Fórum Dança atribuiu ao artista uma bolsa destinada a criadores dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), reconhecendo o valor do seu percurso e o impacto social da sua prática artística. Nascido em 1992, Abdulay Bragança Dias é bailarino e artista performativo com mais de uma década de atuação nas áreas da dança urbana e contemporânea. Destaca-se pelo seu forte compromisso comunitário, social e coletivo, sendo atualmente coreógrafo da ANKA, a única estrutura em São Tomé próxima da dança contemporânea, que trabalha com bailarinos com deficiência. O artista acredita profundamente na dança como ferramenta de transformação cultural e desconstrução de preconceitos. Ao longo da sua carreira, participou em residências artísticas internacionais, projetos audiovisuais — como o videoclipe “Dia Xi Má Kua Buaru”, dos Calema —, festivais internacionais e iniciativas sociais de dança voltadas para jovens em situação de vulnerabilidade. Foi vencedor da Competição de Dança Moche Dance, em 2016, e atua também como professor de danças tradicionais, urbanas e contemporâneas. Apesar de possuir formação académica em Engenharia de Telecomunicações e Informática, Abdulay tem investido fortemente na sua formação artística, com residências, cursos intensivos e experiências multidisciplinares que reforçam o seu perfil híbrido entre arte, tecnologia e intervenção social. Este período de residência e formação em Lisboa representa um marco decisivo no percurso do artista. Segundo Abdulay, o PACAP surge como uma oportunidade para aprofundar a sua pesquisa coreográfica, dialogar com novas práticas e discursos artísticos e fortalecer os seus métodos de criação e ensino. “Sonho, um dia, formar uma companhia de dança contemporânea em São Tomé e Príncipe, um país onde os apoios estatais à cultura ainda são escassos e onde a dança permanece à margem. Acredito que esta experiência será um ponto de partida para levar novas aprendizagens e contactos de volta ao meu país, com o compromisso de fazer crescer a dança e a cultura junto de todas as pessoas”, afirma o artista. A experiência em Portugal reforça não apenas o percurso individual de Abdulay Bragança Dias, mas também o potencial transformador da cooperação artística internacional, abrindo caminhos para o fortalecimento da dança contemporânea e inclusiva em São Tomé e Príncipe.

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