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Editor: Celso Soares | Director : Paulo A. Monteiro

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TEATRO COMO INSTRUMENTO DE MUDANÇA SOCIAL EM SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE

Lisboa 10 de Março de 2026 – Em São Tomé e Príncipe, o teatro tem assumido um papel que vai além da expressão artística, funcionando como meio de educação informal e de comunicação direta com as comunidades. Esta é a visão citada pela luso.eu jornal das comunidades, do professor universitário e dramaturgo Pedro Sequeira de Carvalho, presidente da companhia teatral DEMOS, que utiliza a dramaturgia como forma de intervenção cívica e reflexão sobre problemas sociais. Segundo o autor, o teatro possui grande aceitação entre a população são-tomense e é frequentemente utilizado por instituições públicas e organizações não governamentais para transmitir mensagens de sensibilização. A capacidade de alcançar diferentes públicos ao mesmo tempo torna a arte cénica, na sua perspetiva, uma ferramenta eficaz de consciencialização coletiva e de promoção de mudanças sociais. Ao longo do seu percurso, Pedro Sequeira de Carvalho tem desenvolvido peças que abordam temas como desigualdade, violência doméstica, pobreza, alcoolismo, gravidez na adolescência e igualdade de género. O dramaturgo afirma que esses temas surgem da própria realidade social do país e representam uma forma de exercício de cidadania ativa, através da escrita e da representação teatral. O trabalho da companhia DEMOS tem conquistado maior adesão do público, com iniciativas como apresentações regulares de teatro que atraem famílias e novos espectadores. O autor destaca também o impacto das peças junto das comunidades, relatado por espectadores que afirmam ter alterado comportamentos após assistirem aos espetáculos. Apesar dos avanços, o dramaturgo alerta para a fragilidade estrutural do setor cultural no país. As artes cénicas enfrentam falta de financiamento, ausência de políticas públicas consistentes, escassez de espaços de apresentação e poucos incentivos à produção artística. Ainda assim, Pedro Sequeira de Carvalho mantém a convicção de que o teatro pode tornar-se uma poderosa ferramenta de transformação social, capaz de estimular pensamento crítico e contribuir para a construção de uma sociedade mais consciente.

BRASILEIROS DEIXAM DE PODER PEDIR VISTOS PARA PORTUGAL PELOS CORREIOS

Lisboa, 10 de Março de 2026 – A Embaixada de Portugal em Brasília anunciou mudanças no processo de solicitação de vistos para cidadãos brasileiros que desejam estudar ou trabalhar em Portugal. A partir de abril, os pedidos deixarão de poder ser enviados pelos Correios e passarão a ser realizados exclusivamente de forma presencial. De acordo com um comunicado divulgado na segunda-feira, 2 de Março, a nova regra entra em vigor no dia 7 de abril de 2026. A partir dessa data, as solicitações de vistos terão de ser feitas presencialmente através da VFS Global, empresa responsável por prestar serviços administrativos ao Governo português no processo de receção de pedidos. Segundo a embaixada, todos os pedidos de vistos enviados pelos Correios após 17 de Abril de 2026 serão devolvidos, deixando definitivamente de ser aceites por via postal. O novo modelo prevê que as vagas para atendimento presencial sejam abertas semanalmente a partir de 17 de Abril, permitindo que os requerentes escolham o dia e o horário mais convenientes para comparecer a um dos Centros de Pedidos de Vistos da VFS Global. Os atendimentos serão realizados em centros localizados em várias cidades brasileiras, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Belém do Pará, Fortaleza, Recife, Curitiba e Porto Alegre. Segundo a representação diplomática portuguesa, a mudança “pretende tornar o processo mais eficiente e seguro”. O sistema permitirá que os brasileiros tenham “um atendimento personalizado, com verificação imediata da conformidade dos seus documentos”. A embaixada acrescenta ainda que o novo modelo inclui tecnologias digitais de validação de identidade. “O inovador mecanismo de reconhecimento facial permite a verificação imediata da conformidade dos documentos e garante um processamento mais seguro, oferecendo meios digitais de acompanhamento ao requerente e transparência na evolução de cada pedido”, refere o comunicado. A alteração surge num contexto de elevada procura por vistos para Portugal por parte de cidadãos brasileiros, especialmente para fins de estudo e trabalho.

ANTÓNIO JOSÉ SEGURO TOMA POSSE COMO PRESIDENTE DE PORTUGAL

Lisboa, 9 de Março de 2026 – Chefes de Estado de vários países lusófonos marcaram presença em Lisboa para assistir à tomada de posse do novo Presidente da República Portuguesa, António José Seguro, numa cerimónia solene realizada no Palácio de São Bento, que reuniu líderes internacionais e destacou a importância das relações entre Portugal e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Portugal viveu um momento marcante da sua vida política com a tomada de posse de António José Seguro como 21.º Presidente da República, numa sessão solene realizada na Assembleia da República, em Lisboa, perante deputados, membros do Governo e diversas individualidades nacionais e estrangeiras. A cerimónia contou com a presença de vários chefes de Estado, incluindo o Presidente de Angola, João Lourenço; o Presidente de Cabo Verde, José Maria Neves; o Presidente de Moçambique, Daniel Chapo; o Presidente de São Tomé e Príncipe, Carlos Vila Nova; e o Presidente de Timor-Leste, José Ramos‑Horta, que também participa na cerimónia na qualidade de presidente em exercício da CPLP. Entre as altas individualidades estrangeiras presentes esteve ainda o Rei de Espanha, Filipe VI de Espanha, cuja presença sublinhou a dimensão internacional do evento e a proximidade institucional entre os dois países ibéricos. Durante o seu discurso de investidura, António José Seguro destacou o papel de Portugal na promoção da democracia, da cooperação internacional e do reforço das relações com os países da lusofonia, defendendo uma maior aproximação política, económica e cultural no espaço da CPLP. Após o juramento sobre a Constituição da República Portuguesa, a cerimónia incluiu honras militares e uma salva de 21 tiros de artilharia, seguindo-se um programa institucional que incluiu encontros protocolares e um almoço oferecido pelo novo chefe de Estado às delegações estrangeiras presentes. A presença de vários líderes da lusofonia em Lisboa foi interpretada por observadores diplomáticos como um sinal da relevância da cooperação entre os países que partilham a língua portuguesa, num momento em que Portugal inicia um novo ciclo político com a presidência de António José Seguro.

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