JORNADAS TÉCNICAS DA IMPRENSA REGIONAL DEBATERAM DESAFIOS DO JORNALISMO NO CENJOR EM LISBOA

Lisboa, 8 de Maio de 2026 – A Associação Portuguesa de Imprensa realizou a segunda sessão de mais uma edição das Jornadas Técnicas da Imprensa Regional, desta vez no Cenjor, em Lisboa, reunindo profissionais da comunicação social, especialistas e responsáveis do setor para debater os principais desafios e oportunidades do jornalismo contemporâneo. A sessão teve início com a abertura oficial, conduzida por Cláudia Maia, que destacou a importância da formação contínua e da adaptação da imprensa regional às novas exigências do mercado mediático. O primeiro painel foi dedicado ao tema “Formação em Jornalismo: Competências para um Setor em Transformação”, contando com a intervenção de Miguel Crespo. Durante a sua apresentação, o responsável refletiu sobre a evolução das competências exigidas aos profissionais dos media, num contexto marcado pela digitalização, pela rapidez da informação e pela multiplicidade de plataformas. A inteligência artificial esteve em destaque ao longo das jornadas. Carlos Eugénio abordou a relação entre inteligência artificial e direitos de autor, um dos temas mais debatidos atualmente pelas empresas de comunicação social e produtores de conteúdos jornalísticos. Já Ana Santos Gomes apresentou a conferência “Inteligência Artificial nas Redações: Qual é o limite?”, centrada nos desafios éticos, operacionais e editoriais associados à utilização destas tecnologias nas redações. Outro dos momentos relevantes do encontro foi a intervenção de Luís Amorim, com a conferência “Imprensa em Mudança: Sustentabilidade e Modelos de Negócio”. O especialista trouxe ao debate perspetivas sobre transformação digital, diversificação de receitas e adaptação empresarial no setor da comunicação social. Após a pausa para almoço, os trabalhos foram retomados com a participação de Marcelo Zilberberg, que apresentou soluções de distribuição e automação de conteúdos, especialmente direcionadas para redes sociais e newsletters. O responsável demonstrou como a inteligência artificial pode contribuir para potenciar a eficiência editorial, aumentar o alcance das notícias e impulsionar o crescimento de audiências. A escolha do Cenjor como espaço anfitrião reforçou a ligação das Jornadas Técnicas à formação contínua e à valorização profissional dos jornalistas e equipas de media, num local de referência para o setor da comunicação social em Portugal.
SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE PORTUGAL UNEM-SE PARA REVITALIZAR PATRIMÓNIO HISTÓRICO DAS ROÇAS

S. Tomé, 14 Maio de 2026 – Num esforço conjunto para preservar o património histórico e impulsionar o turismo sustentável, São Tomé e Príncipe pretende recuperar as emblemáticas roças coloniais com o auxílio de Portugal. A cooperação entre os dois países foi formalizada através de um plano de ação para o período 2026-2028, assinado em São Tomé pelo secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços de Portugal, Pedro Machado. Durante a cerimónia, Pedro Machado destacou a importância da valorização do património arquitetónico santomense como motor de desenvolvimento económico e turístico. “Vamos recuperar alguns dos imóveis históricos de São Tomé, nomeadamente as roças, transformando-as em sítios não só de visitação turística, mas não só. Também poderemos criar, nomeadamente, novos hotéis”, afirmou o governante português. Entre os projetos prioritários está a recuperação da histórica Roça Diogo Vaz, que poderá tornar-se a primeira infraestrutura a beneficiar da parceria público-privada estabelecida entre São Tomé e Príncipe e Portugal. A intervenção pretende transformar a antiga roça num polo turístico e cultural, preservando a sua memória histórica e criando novas oportunidades de investimento e emprego. A ministra do Ambiente, Juventude e Turismo Sustentável de São Tomé e Príncipe, Nilda da Mata, saudou a cooperação com Portugal e demonstrou confiança na concretização das iniciativas previstas. “O momento é de agir, de realizar. Já tivemos, já temos muitos documentos orientadores, estratégias, planos de ação, mas eu sinceramente acredito que este será diferente”, declarou. As autoridades dos dois países defendem que a recuperação das roças poderá reforçar a atratividade turística do arquipélago e promover o desenvolvimento sustentável. São Tomé e Príncipe tem vindo a afirmar-se internacionalmente pela qualidade dos seus produtos e experiências culturais, desde o café ao chocolate, passando pelo óleo de palma e pela riqueza da gastronomia local. Com esta parceria, São Tomé e Príncipe procura não apenas preservar parte importante da sua história colonial, mas também transformar esse património num fator de crescimento económico e valorização cultural para as próximas gerações.