CABO VERDE FAZ HISTÓRIA E EMPATA COM A ESPANHA NA ESTREIA EM MUNDIAIS DE FUTEBOL

Atlanta, 15 de Junho 2026 -A seleção de Cabo Verde escreveu uma página memorável da sua história futebolística ao conquistar um empate sem golos frente à Espanha, campeã europeia e uma das principais candidatas ao título mundial, na sua estreia absoluta em Campeonatos do Mundo. O encontro, referente à primeira jornada do Grupo H, foi disputado esta segunda-feira, em Atlanta, nos EUA, perante milhares de adeptos que testemunharam um momento histórico para o futebol cabo-verdiano. Num duelo em que o favoritismo recaía claramente sobre os espanhóis, campeões mundiais em 2010. Os “Tubarões Azuis” demonstraram organização, disciplina tática e enorme espírito de sacrifício para travar o poderio ofensivo da seleção espanhola. A equipa orientada por Bubista resistiu às investidas de uma Espanha fiel ao seu tradicional futebol de posse de bola e circulação rápida, conseguindo manter a baliza inviolada durante os 90 minutos. O grande destaque da partida foi o guarda-redes Vozinha, veterano de 40 anos que protagonizou uma exibição de excelência. O guardião cabo-verdiano realizou sete defesas decisivas, sendo a mais impressionante aos 40 minutos, quando desviou com o rosto um remate perigoso de Ferrán Torres, fazendo a bola embater na barra e evitando o golo espanhol. No final da partida, emocionado e em lágrimas, Vozinha celebrou um dos momentos mais marcantes da sua carreira. A sua atuação valeu-lhe o reconhecimento da FIFA, que o distinguiu como Melhor Jogador em Campo, tornando-se uma das figuras da jornada inaugural do torneio. O empate representa não apenas o primeiro ponto conquistado por Cabo Verde em fases finais de Campeonatos do Mundo, mas também uma demonstração da evolução do futebol nacional, capaz de competir de igual para igual com algumas das maiores potências mundiais. Após este resultado histórico, os cabo-verdianos voltam a entrar em campo no próximo dia 21 de Junho, frente ao Uruguai, antes de encerrarem a fase de grupos a 27 de Junho, diante da Arábia Saudita. Com a confiança reforçada e o orgulho de uma nação inteira, Cabo Verde mantém vivo o sonho de continuar a surpreender no maior palco do futebol mundial. Foto de Nelson Nunes
WILDER CÔA ESTREIA-SE COM MAIS DE 100 PARTICIAPANTES E REGRESSA EM 2027

Primeira edição do novo festival dedicado ao turismo e fotografia de natureza confirmou expectativas e afirma o Grande Vale do Côa como destino de referência para os amantes da natureza. Sabugal, 15 de Junho de 2026 – A primeira edição do novo festival WILDER CÔA, organizado pela Rewilding Portugal, reuniu mais de 100 participantes ao longo de três dias de atividades dedicadas ao turismo de natureza, fotografia de vida selvagem e conservação da natureza. A forte adesão levou a organização a confirmar desde já uma segunda edição, marcada para 1 a 3 de Outubro de 2027. O festival, efetuado no Cró Hotel, no Sabugal, e na zona envolvente, começou na noite de 9 de Junho com duas atividades esgotadas: uma sessão de moth trapping (monitorização e identificação de borboletas noturnas) orientada por Fernando Romão e uma saída de fotografia noturna liderada por João Cosme. Fotografia, conservação e turismo de natureza em debate Após a abertura oficial, Fernando Teixeira, Diretor de Comunicação e Enterprise da Rewilding Portugal, apresentou a estratégia de marketing territorial por detrás da Rede Côa Selvagem, destacando o trabalho desenvolvido para posicionar o Grande Vale do Côa como destino de referência para o turismo de natureza. O programa prosseguiu com mesas-redondas sobre a Rede Côa Selvagem, interioridade, fotografia de natureza, conservação e turismo, contando com diversos especialistas e nomes de referência. Entre os vários momentos do programa destacou-se o debate sobre a Rede Côa Selvagem e os desafios da interioridade, que contou com a participação de Anabela Martins, Andrea Carneiro, Tiago Alves e Elsa Gavinho. Os participantes tiveram ainda oportunidade de conhecer melhor o projeto da revista Primitiva, apresentado por Luís Octávio Costa e Fábio Alves, uma nova publicação dedicada às viagens e ao território que se vai evidenciando no mercado pela diferença e pela capacidade de ousar. A tarde prosseguiu com debates dedicados ao papel da fotografia de natureza ao serviço da conservação, da sensibilização e da denúncia ambiental, contando com a participação de Luís Quinta, Albano Soares e Ricardo Lourenço. Um dos momentos mais aguardados do evento foi a intervenção do fotógrafo espanhol Francisco Márquez, da Unicorn Films, convidado internacional desta primeira edição, que partilhou a sua experiência profissional e alguns dos projetos que o tornaram uma referência internacional na fotografia de natureza. A última mesa-redonda do dia centrou-se na relação entre turismo de natureza, birdwatching e fotografia de vida selvagem, analisando as oportunidades e os desafios que estes segmentos enfrentam na região. O painel contou com as intervenções de Mário Cunha, João Ministro e Luís Coelho. Saídas de campo e entrega de prémios – Renato Lainho é o Fotógrafo Rewilding do Ano No último dia do festival, os participantes tiveram oportunidade de explorar o território através de duas saídas de campo. Uma das atividades levou os participantes até à área rewilding do Vale Carapito, em Vilar Maior, numa visita guiada por Fernando Romão. Em simultâneo, decorreu uma saída fotográfica à área rewilding do Paul de Toirões, orientada por João Cosme. Estas experiências permitiram dar a conhecer alguns dos projetos de restauro ecológico em curso na região e demonstrar o potencial do território para o turismo de natureza e a fotografia de vida selvagem. O encerramento do WILDER CÔA ficou marcado pela cerimónia de entrega de prémios da 6.ª edição do Rewilding Photo Contest. O vencedor da edição foi Renato Lainho, distinguido com o título de Fotógrafo Rewilding do Ano. O encerramento do WILDER CÔA ficou marcado pela cerimónia de entrega de prémios da 6.ª edição do Rewilding Photo Contest. O vencedor da edição foi Renato Lainho, distinguido com o título de Fotógrafo Rewilding do Ano. Os restantes vencedores foram: Jovem Fotógrafo – 1.º Francisco Jambas; 2.º Pedro Rosa; 3.º Marco Rocha Rios Livres – 1.º Henrique Afonso; 2.º Pedro Lemos; 3.º Miguel Nascimento Paisagens Naturais – 1.º Ricardo Lourenço; 2.º Miguel Nascimento; 3.º José Rosado Fauna – 1.º Marco Neves; 2.º Tiago Duarte; 3.º Gonçalo Ferreira Flora e Fungos – 1.º Hugo Amador; 2.º Jorge Costa; 3.º Nuno Moreira As fotografias premiadas e finalistas estiveram expostas ao longo do evento, contribuindo para valorizar o talento dos participantes e reforçar a ligação entre fotografia e conservação da natureza, e assim ficarão nos próximos meses no Cró Hotel. Fotos de Cláudio Noy