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Editor: Celso Soares | Director : Paulo A. Monteiro

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Ministro da Saúde esclarece doentes da Junta Médica em sessão realizada na Embaixada de São Tomé e Príncipe em Portugal

Lisboa, 22 de Julho de 2026 – O Ministro da Saúde de São Tomé e Príncipe, Celso Matos, presidiu, esta sexta-feira, 18 de Julho, a uma sessão de esclarecimentos com os doentes da Junta Médica e respetivos acompanhantes, realizada na Embaixada da República Democrática de São Tomé e Príncipe em Portugal. A reunião, que decorreu durante cerca de três horas e meia, registou uma expressiva participação dos doentes e familiares, num ambiente marcado pelo diálogo aberto, transparente e construtivo. De acordo com a Embaixada, conforme previamente acordado, a sessão apenas foi encerrada depois de todas as questões colocadas pelos participantes terem sido devidamente esclarecidas. Entre os principais assuntos abordados esteve a situação dos apoios financeiros aos doentes em tratamento em Portugal. O Ministro da Saúde esclareceu que a última transferência efetuada pelo Governo corresponde à tranche de 26 de Dezembro de 2025, assegurando que o Executivo está a desenvolver todos os esforços para que uma nova transferência possa ser realizada com a maior brevidade possível. No decorrer do encontro, ficou igualmente acordado que a próxima reunião entre os representantes dos doentes da Junta Médica e o Setor Social da Embaixada terá lugar no próximo 3 de Outubro de 2026, às 10h00, nas instalações da missão diplomática, dando continuidade ao diálogo institucional e ao acompanhamento das preocupações apresentadas pelos utentes. A Embaixada aproveitou a ocasião para agradecer ao Ministro da Saúde que, encontrando-se em trânsito por Lisboa, aceitou presidir à sessão de esclarecimentos e responder, com total transparência, às questões colocadas pelos participantes, incluindo os esclarecimentos relativos aos factos associados ao vídeo difamatório que recentemente circulou nas redes sociais. Num comunicado divulgado após o encontro, a Embaixada manifestou ainda reconhecimento pela postura cívica, sentido de responsabilidade e espírito de colaboração demonstrados pelos doentes, acompanhantes e demais participantes, sublinhando que o diálogo permanente constitui um instrumento essencial para reforçar a confiança e encontrar soluções para os desafios enfrentados pelos cidadãos são-tomenses em tratamento médico no exterior. A iniciativa insere-se no esforço conjunto do Ministério da Saúde e da Embaixada da República Democrática de São Tomé e Príncipe em Portugal para assegurar uma comunicação regular e transparente com os doentes da Junta Médica, promovendo um acompanhamento mais próximo das suas necessidades e preocupações.

Embaixada de São Tomé e Príncipe procura antigos alunos do professor Fernando Aniceto

Lisboa, 22 de Julho de 2026 – A Embaixada da República Democrática de São Tomé e Príncipe em Portugal lançou um apelo para localizar antigos alunos do engenheiro Fernando Aniceto, um dos primeiros professores cooperantes portugueses a chegar ao país após a Independência. Fernando Aniceto desembarcou em São Tomé e Príncipe a 11 de Janeiro de 1976, integrando o grupo de cooperantes portugueses que ajudaram a consolidar o sistema de ensino nos primeiros anos da jovem nação. Ao longo da sua missão, lecionou Matemática e Física-Química no Liceu Nacional e Desenho na Escola Patrice Lumumba, deixando uma marca na formação de muitos jovens são-tomenses. Cinquenta anos depois, o antigo professor mantém uma forte ligação afetiva ao arquipélago. Recebido esta semana na Embaixada de São Tomé e Príncipe em Portugal, Fernando Aniceto recordou com emoção os anos vividos no país e manifestou um desejo muito especial: voltar a encontrar os seus antigos alunos. A Embaixada associou-se a esta iniciativa e apela a todos os que tenham sido alunos do engenheiro Fernando Aniceto, ou que conheçam alguém que tenha frequentado as suas aulas, para entrarem em contacto com os seus serviços. O objetivo é promover um reencontro entre o professor e aqueles que ajudou a formar, num momento que promete ser marcado pela partilha de histórias, memórias e emoções, evocando um período decisivo da história de São Tomé e Príncipe e o contributo dos primeiros cooperantes para a construção do sistema nacional de educação. A Embaixada manifesta desde já total disponibilidade para servir de ponte entre Fernando Aniceto e os seus antigos alunos, na esperança de que este reencontro possa celebrar os laços de amizade e gratidão que perduram meio século depois.

Morreu Luís Represas, voz maior da música portuguesa e símbolo da solidariedade com Timor-Leste

Lisboa, 22 de Julho de 2026 – O cantor e compositor Luís Represas, uma das figuras mais marcantes da música portuguesa contemporânea, morreu esta quarta-feira, aos 69 anos, vítima de cancro. A notícia foi confirmada pelo seu agente e pela editora Sons em Trânsito, deixando o país de luto pela perda de um artista cuja obra marcou gerações. Fundador e vocalista dos Trovante, banda criada em 1976, Luís Represas ajudou a renovar a música portuguesa, tornando-se uma referência incontornável da cultura nacional. Após a dissolução do grupo, em 1992, construiu uma carreira a solo igualmente notável. O álbum “Represas”, gravado em Havana, marcou uma nova etapa artística e deu origem a um dos duetos mais emblemáticos da música portuguesa: “Feiticeira”, interpretado ao lado do lendário cantor e compositor cubano Pablo Milanés. A colaboração entre os dois artistas tornou-se um marco da aproximação cultural entre Portugal e Cuba e permanece uma das canções mais acarinhadas do repertório de Luís Represas. Para além da música, Luís Represas distinguiu-se pelo seu compromisso cívico, mantendo uma ligação muito especial à luta pela autodeterminação de Timor-Leste durante os anos da ocupação indonésia. Numa época em que o povo timorense procurava afirmar o seu direito à liberdade, o artista colocou a sua voz ao serviço dessa causa, contribuindo para despertar consciências em Portugal e no mundo. Dessa ligação nasceu “Timor”, uma das canções mais emblemáticas dos Trovante e um verdadeiro hino de solidariedade para com o povo timorense. O tema tornou-se um símbolo da resistência e da esperança, sendo recordado como uma das expressões culturais portuguesas mais marcantes em defesa da independência de Timor-Leste. O reconhecimento desse compromisso prolongou-se para além da independência, mantendo Luís Represas uma relação de amizade e proximidade com o país e os seus líderes. Ao longo de cinco décadas de carreira, Luís Represas conquistou um lugar ímpar na história da música portuguesa, não apenas pela qualidade da sua obra, mas também pela forma como utilizou a arte para defender valores de liberdade, solidariedade e dignidade humana. Com a sua morte desaparece uma das vozes mais reconhecidas da música portuguesa. Fica, porém, um legado intemporal de canções que continuarão a emocionar sucessivas gerações e a recordar que a música pode ser também um instrumento de memória, justiça e esperança.

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