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Editor: Celso Soares | Director : Paulo A. Monteiro

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Eleições em São Tomé e Príncipe mobilizam mais de 146 mil eleitores

São Tomé, 27 de Setembro de 2026 — Mais de 146 mil são-tomenses são chamados este domingo às urnas para participar nas eleições legislativas, autárquicas e regionais em São Tomé e Príncipe. As assembleias de voto abriram às 07h00 locais (08h00 em Lisboa), dando início a um processo eleitoral que determinará a composição da Assembleia Nacional e dos órgãos locais e regionais. No último dia da campanha eleitoral, o Presidente da República, Carlos Vila Nova, apelou à participação dos cidadãos e pediu aos partidos políticos que respeitem a vontade expressa nas urnas. O chefe de Estado defendeu uma participação elevada, depois de as eleições presidenciais de Julho terem registado uma abstenção de 58,81%. O apelo foi igualmente feito pelo presidente da Comissão Eleitoral Nacional (CEN), Jeudiger Lima do Nascimento, que lembrou que “o voto de cada são-tomense conta para definir o futuro do país”. A CEN indicou que procurou assegurar as condições logísticas e eleitorais necessárias para a realização da votação. Sete forças políticas vão a votos Nas eleições legislativas concorrem sete forças políticas. Entre os partidos com representação parlamentar estão a Ação Democrática Independente (ADI), o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), a coligação Movimento de Cidadãos Independentes/Partido de Unidade Nacional (MCI-PUN) e o Movimento Basta. Participam também o Partido de Convergência Democrática (PCD), o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM) e o recém-criado Movimento Político Nossa Terra, que não têm representação parlamentar. Nas legislativas estão em disputa os 55 lugares da Assembleia Nacional. O número de eleitores inscritos ultrapassa os 146 mil, representando um aumento de quase quatro mil relativamente ao recenseamento utilizado nas eleições presidenciais de 19 de Julho. Nas presidenciais de julho, Carlos Vila Nova foi reeleito à primeira volta. O processo eleitoral registou, contudo, uma elevada taxa de abstenção, num contexto que levou as autoridades eleitorais e responsáveis políticos a reforçarem os apelos à participação nas eleições deste domingo. Observadores internacionais acompanham votação O ato eleitoral é acompanhado por várias missões internacionais de observação, incluindo representantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), da União Europeia (UE), do Parlamento Europeu, da União Africana, dos países do G7+, da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) e da Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP). A missão de observação da CPLP é chefiada pelo antigo primeiro-ministro da Guiné Equatorial Vicente Ehate Tomi. A missão de observação eleitoral da União Europeia é novamente liderada pelo eurodeputado português Sérgio Humberto. Já a delegação do Parlamento Europeu, que participa neste ato eleitoral pela primeira vez, é liderada pela eurodeputada portuguesa Ana Catarina Mendes e integra também a eurodeputada Catarina Martins. Votação decorre em todo o país Com a abertura das assembleias de voto às 07h00, os eleitores começaram a exercer o direito de voto para escolher os seus representantes parlamentares e locais. Nas primeiras horas da manhã, a imprensa registou uma afluência ainda reduzida em alguns locais de votação na capital, embora o processo tenha arrancado dentro do horário previsto. As eleições deste domingo encerram um ciclo eleitoral iniciado em julho com as presidenciais e constituem um novo momento de escolha dos representantes políticos de São Tomé e Príncipe, num processo acompanhado por observadores nacionais e internacionais.

São Tomé e Príncipe presente no Dia do Município de Vila de Rei com apresentação do Tchiloli

Vila de Rei, 19 de Setembro de 2026 — São Tomé e Príncipe esteve presente nas celebrações do Dia do Município de Vila de Rei, numa iniciativa que levou a Portugal uma das mais emblemáticas expressões do património cultural são-tomense: “A Tragédia do Marquês de Mântua e do Imperador Carloto Magno”, universalmente conhecida como Tchiloli. Apresentada por extraordinários artistas são-tomenses, a manifestação teatral, que atravessa gerações, constitui uma das mais singulares expressões da identidade cultural de São Tomé e Príncipe. A apresentação proporcionou aos habitantes de Vila de Rei, os Vilarenses, um momento de conhecimento, partilha e celebração da cultura são-tomense, contribuindo para aproximar culturas e fortalecer os laços de amizade entre São Tomé e Príncipe e Portugal. Segundo a Embaixada de São Tomé e Príncipe em Portugal, a iniciativa permitiu aos presentes conhecer mais de perto uma tradição cultural que permanece viva através das gerações e que representa uma importante dimensão da história, da memória e da identidade do povo são-tomense. A Embaixada de São Tomé e Príncipe em Portugal expressou o seu agradecimento ao Presidente da Câmara Municipal de Vila de Rei e a toda a equipa camarária “pela forma tão acolhedora e generosa com que receberam esta iniciativa e pela disponibilidade demonstrada para celebrar, connosco, a riqueza da cultura são-tomense”. No comunicado, a representação diplomática destacou ainda a importância de levar o Tchiloli para além das ilhas de São Tomé e Príncipe, sublinhando o seu papel enquanto instrumento de preservação e divulgação da identidade cultural do país. “Levar o Tchiloli para além das nossas ilhas é também levar connosco uma parte da nossa história, da nossa memória e da nossa identidade. É criar pontes através da cultura e celebrar aquilo que nos une”, afirmou a Embaixada. A participação de São Tomé e Príncipe nas celebrações do Dia do Município de Vila de Rei reforça, assim, o papel da cultura como espaço de encontro entre povos como instrumento de aproximação entre São Tomé e Príncipe e Portugal.

Sindicato quer novo presidente da AIMA com experiência em migrações

Sindicato quer novo presidente da AIMA com experiência em migrações Lisboa 27 de Setembro de 2026 .A saída de Pedro Portugal Gaspar da presidência da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) abre um novo processo para a liderança de uma das estruturas mais importantes na área das migrações em Portugal. Perante a mudança, o Sindicato dos Técnicos de Migração (STM) defende que o sucessor tenha experiência concreta no setor. Pedro Portugal Gaspar liderava a AIMA desde o verão de 2024, depois de ter sido escolhido pelo Governo de Luís Montenegro. Na altura, deixou a direção-geral do Consumidor para assumir a presidência da agência. A sua saída acontece num período em que a AIMA continua a enfrentar desafios relacionados com a resposta aos processos de imigração e regularização, depois de anos marcados por um elevado número de pendências. Sindicato quer conhecimento especializado Para o STM, a liderança da AIMA deve ter em conta a especificidade da missão da agência. O sindicato considera fundamental que o novo presidente conheça a área das migrações e seja capaz de definir uma estratégia para a estrutura, «o STM exige a nomeação urgente de uma liderança com experiência na área das migrações», sublinha o sindicato. Além da experiência do futuro presidente, o sindicato reivindica o reforço das equipas técnicas e a valorização da carreira dos técnicos de migração, defendendo maior estabilidade e capacidade de resposta dos serviços. A posição surge num momento em que a AIMA procura consolidar a resposta aos milhares de processos que continuam a exigir intervenção dos serviços. A sucessão de Pedro Portugal Gaspar volta, por isso, a colocar em discussão quem deverá assumir a liderança da agência. A experiência na área das migrações é apontada pelo STM como um critério central, a par do reforço das equipas e da capacidade de resposta. Cabe agora ao Governo definir os critérios e nomear o novo presidente de uma estrutura com um papel central nas políticas de imigração, integração e asilo em Portugal.

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