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Editor: Celso Soares | Director : Paulo A. Monteiro

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Caldas da Rainha veste-se de verde, vermelho e amarelo para celebrar a Independência da Guiné-Bissau

Caldas da Rainha 26 de Setembro de 2026 – A EXPOESTE recebeu as comemorações do 53.º aniversário da independência, numa jornada de união, integração, cultura e homenagem às raízes guineenses. Caldas da Rainha foi o ponto de encontro da comunidade guineense em Portugal para assinalar o 53.º aniversário da Independência da Guiné-Bissau. A cidade acolheu uma celebração que juntou representantes diplomáticos, autoridades locais e membros da diáspora, num ambiente marcado pelo apelo à união, pela valorização da cultura e pelo reconhecimento do contributo das comunidades migrantes para o desenvolvimento local. Entre as principais figuras presentes esteve o Embaixador da Guiné-Bissau em Portugal, Dr. Artur Silva, acompanhado pela Dra. Josefina Kosta, Cônsul da Guiné-Bissau no Algarve. O Município das Caldas da Rainha esteve representado pela Dra. Conceição Duarte, Vereadora da Cultura, em representação da Presidência da Câmara Municipal. Integração como motor do desenvolvimento Na sua intervenção, Conceição Duarte destacou a importância de continuar a tornar as Caldas da Rainha um território aberto, acolhedor e capaz de atrair e fixar população. A responsável municipal salientou particularmente o contributo das comunidades migrantes para o rejuvenescimento do território, considerando a hospitalidade e o acolhimento como fatores relevantes para a dinâmica demográfica, social e económica do concelho. A evolução das Caldas da Rainha, segundo a vereadora, encontra expressão no crescimento das infraestruturas, na criação e expansão de novos comércios e serviços e na existência de equipamentos públicos de qualidade acessíveis à comunidade. A presença da comunidade guineense nas comemorações assumiu, neste contexto, um significado que ultrapassou a celebração de uma data histórica. Foi também uma oportunidade para reafirmar a importância da integração e do diálogo entre diferentes culturas. Embaixador elogia organização O Embaixador Artur Silva manifestou a sua satisfação pelo sucesso das comemorações e deixou palavras de reconhecimento à organização do evento. O diplomata destacou particularmente o trabalho desenvolvido pelo Dr. Augusto Mansoa, Presidente da Plataforma das Associações Guineenses na Diáspora, elogiando a sua dedicação e o empenho de toda a equipa responsável pela realização da iniciativa. A celebração serviu igualmente para evidenciar o papel da diáspora guineense enquanto elo de ligação entre Portugal e a Guiné-Bissau, preservando tradições e promovendo a cultura e os valores da comunidade junto das novas gerações. Munas emociona público com homenagem à música guineense A componente cultural foi um dos momentos mais marcantes da jornada. A jovem cantora Maimuna, conhecida artisticamente como Munas, subiu ao palco e protagonizou uma atuação que rapidamente conquistou o público. Representante de uma nova geração de talentos da comunidade guineense, Munas interpretou temas emblemáticos ligados às históricas bandas Caça Cobra e Os Super Mama Djumbo, revisitando parte importante da memória musical da Guiné-Bissau. A atuação acabou por se transformar num dos momentos mais emotivos da celebração, unindo diferentes gerações através da música e das memórias partilhadas. No final da apresentação, Munas recebeu o tradicional “pano di terra”, gesto de elevado significado na cultura guineense e expressão de respeito, reconhecimento e consideração. Uma ponte entre gerações e culturas Entre discursos, música e tradição, as comemorações do 53.º aniversário da Independência da Guiné-Bissau nas Caldas da Rainha deixaram uma mensagem transversal: a identidade cultural pode ser preservada e celebrada ao mesmo tempo que se constroem novas formas de integração e convivência. A EXPOESTE tornou-se, assim, durante a celebração, num espaço de encontro entre a memória histórica da Guiné-Bissau, a realidade da sua diáspora e o futuro de uma comunidade que continua a afirmar a sua identidade em Portugal. Mais do que assinalar uma data histórica, a iniciativa constituiu um momento de aproximação entre povos, culturas e gerações, reforçando os laços entre a Guiné-Bissau e Portugal e o papel da comunidade guineense na vida social e económica das Caldas da Rainha.

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