CPLP Celebra 30 Anos de Cooperação e Promoção da Língua Portuguesa

Lisboa, 19 de Julho de 2026 – A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) assinala os 30 anos da sua criação, reafirmando o papel de principal organização de concertação política e cooperação entre os países lusófonos. Fundada a 17 de Julho de 1996, em Lisboa, a CPLP reúne atualmente nove Estados-membros: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, representando cerca de 300 milhões de cidadãos distribuídos por quatro continentes. Ao longo de três décadas, a organização consolidou-se como um espaço de diálogo político e diplomático, promovendo posições comuns em matérias de interesse internacional, a prevenção e mediação de conflitos e o reforço da paz, da democracia e da estabilidade no espaço lusófono. Entre os principais resultados alcançados destacam-se o reforço da cooperação nas áreas da educação, saúde, ciência, defesa, justiça, agricultura, ambiente e administração pública, bem como a promoção da língua portuguesa no mundo. Nos últimos anos, a entrada em vigor do Acordo de Mobilidade da CPLP constituiu um dos marcos mais relevantes da organização, ao facilitar a circulação de cidadãos entre os Estados aderentes. A CPLP tem igualmente desempenhado um papel importante no acompanhamento de processos eleitorais, no fortalecimento das instituições democráticas e na cooperação técnica entre os seus membros, além de afirmar a língua portuguesa como um instrumento de aproximação cultural, económica e diplomática. Apesar dos progressos alcançados, a comunidade continua a enfrentar desafios relacionados com a plena implementação da mobilidade, o aprofundamento da integração económica, a redução das desigualdades entre os países membros e a resposta conjunta a questões como as alterações climáticas, a segurança marítima e o combate ao terrorismo. Três décadas após a sua fundação, a CPLP mantém como missão fortalecer a cooperação entre os povos de língua portuguesa e afirmar a lusofonia como um espaço de paz, desenvolvimento e solidariedade.
Presidenciais em São Tomé arrancam com baixa participação e ambiente tranquilo

S. Tomé 19 de Julho de 2026 – Mais de 142 mil eleitores são chamados este domingo a escolher o próximo Presidente de São Tomé e Príncipe. As primeiras horas de votação ficam marcadas pela fraca afluência às urnas, num processo que decorre de forma tranquila, apesar de dois bloqueios registados a sul da capital. O atual Presidente, Carlos Vila Nova, disputa a reeleição tendo Nito d’Abreu como principal adversário. Mais de 142 mil eleitores votam este domingo nas eleições presidenciais de São Tomé e Príncipe, num ato eleitoral acompanhado por várias missões internacionais e que decorre, até ao momento, sem incidentes de maior. Quatro candidatos disputam a Presidência da República. O atual Chefe de Estado, Carlos Vila Nova, procura renovar o mandato e enfrenta como principal adversário Nito d’Abreu. Eugénio Tiny e Miques João completam a lista de candidatos, embora concorram sem apoio partidário e tenham realizado campanhas de reduzida expressão. Segundo o presidente da Comissão Eleitoral Nacional (CEN), Jeudiger do Nascimento, as primeiras duas horas de votação foram marcadas por uma fraca afluência às urnas. A maioria das assembleias de voto abriu dentro do horário previsto, apesar de alguns atrasos pontuais provocados pela substituição de membros das mesas de voto. A manhã ficou ainda marcada por dois bloqueios no sul do país. No Ilhéu das Rolas e na Praia de Messias Alves não foi permitida a entrada das urnas, impedindo o início da votação nesses locais. Em outras assembleias, o processo também sofreu atrasos, não por dificuldades logísticas, mas porque alguns eleitores permaneciam junto às urnas sem exercer o direito de voto. Perante este cenário, Jeudiger do Nascimento apelou à participação dos cidadãos, sublinhando que “agora o povo é o juiz” e defendendo que o voto é a melhor forma de os eleitores expressarem o seu descontentamento. Ao todo, estão instaladas 358 assembleias de voto, das quais 287 em São Tomé e Príncipe e as restantes na diáspora, incluindo 32 em Portugal e outras distribuídas por quatro países africanos. O recenseamento eleitoral automático contabiliza 142.191 eleitores, dos quais 121.670 residem no arquipélago e 20.521 vivem no estrangeiro. O processo eleitoral é acompanhado por observadores da União Europeia, União Africana, Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), G-7+ e da Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP). As urnas encerram às 18h00 locais. Caso nenhum dos candidatos alcance a maioria absoluta dos votos, a eleição será decidida numa segunda volta entre os dois candidatos mais votados.