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Editor: Celso Soares | Director : Paulo A. Monteiro

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Presidenciais em São Tomé arrancam com baixa participação e ambiente tranquilo

S. Tomé 19 de Julho de 2026 – Mais de 142 mil eleitores são chamados este domingo a escolher o próximo Presidente de São Tomé e Príncipe. As primeiras horas de votação ficam marcadas pela fraca afluência às urnas, num processo que decorre de forma tranquila, apesar de dois bloqueios registados a sul da capital. O atual Presidente, Carlos Vila Nova, disputa a reeleição tendo Nito d’Abreu como principal adversário.

Mais de 142 mil eleitores votam este domingo nas eleições presidenciais de São Tomé e Príncipe, num ato eleitoral acompanhado por várias missões internacionais e que decorre, até ao momento, sem incidentes de maior.

Quatro candidatos disputam a Presidência da República. O atual Chefe de Estado, Carlos Vila Nova, procura renovar o mandato e enfrenta como principal adversário Nito d’Abreu. Eugénio Tiny e Miques João completam a lista de candidatos, embora concorram sem apoio partidário e tenham realizado campanhas de reduzida expressão.

Segundo o presidente da Comissão Eleitoral Nacional (CEN), Jeudiger do Nascimento, as primeiras duas horas de votação foram marcadas por uma fraca afluência às urnas. A maioria das assembleias de voto abriu dentro do horário previsto, apesar de alguns atrasos pontuais provocados pela substituição de membros das mesas de voto.

A manhã ficou ainda marcada por dois bloqueios no sul do país. No Ilhéu das Rolas e na Praia de Messias Alves não foi permitida a entrada das urnas, impedindo o início da votação nesses locais. Em outras assembleias, o processo também sofreu atrasos, não por dificuldades logísticas, mas porque alguns eleitores permaneciam junto às urnas sem exercer o direito de voto.

Perante este cenário, Jeudiger do Nascimento apelou à participação dos cidadãos, sublinhando que “agora o povo é o juiz” e defendendo que o voto é a melhor forma de os eleitores expressarem o seu descontentamento.

Ao todo, estão instaladas 358 assembleias de voto, das quais 287 em São Tomé e Príncipe e as restantes na diáspora, incluindo 32 em Portugal e outras distribuídas por quatro países africanos. O recenseamento eleitoral automático contabiliza 142.191 eleitores, dos quais 121.670 residem no arquipélago e 20.521 vivem no estrangeiro.

O processo eleitoral é acompanhado por observadores da União Europeia, União Africana, Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), G-7+ e da Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP).

As urnas encerram às 18h00 locais. Caso nenhum dos candidatos alcance a maioria absoluta dos votos, a eleição será decidida numa segunda volta entre os dois candidatos mais votados.

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