Carlos Vila Nova reeleito Presidente de São Tomé e Príncipe à primeira volta com 55,94% dos votos

São Tomé, 20 de Julho de 2026 – Carlos Vila Nova foi reeleito no passado domingo Presidente da República Democrática de São Tomé e Príncipe, à primeira volta das eleições presidenciais, ao obter 55,94% dos votos, segundo os resultados preliminares divulgados pela Comissão Eleitoral Nacional (CEN). Mais de 142 mil eleitores foram chamados às urnas para escolher o Chefe de Estado para os próximos cinco anos, num escrutínio que decorreu num ambiente de elevada tensão e crispação política, mas sem o registo de incidentes de maior que comprometessem a votação. De acordo com os dados provisórios da CEN, o principal adversário de Carlos Vila Nova, Nito d’Abreu, candidato oficial da Ação Democrática Independente (ADI), obteve 41,42% dos votos. Os restantes candidatos registaram resultados mais modestos: Eugénio Tiny alcançou 1,97% e Miques João reuniu 1,58% da preferência do eleitorado. A eleição ficou marcada por uma configuração política pouco habitual. Apesar de ser um histórico dirigente da ADI e de ter sido eleito Presidente em 2021 com o apoio do partido, Carlos Vila Nova concorreu desta vez sem o respaldo oficial da formação política. A sua candidatura foi sustentada por uma ampla plataforma da oposição, integrando o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), o Movimento Basta, a União para Democracia e Desenvolvimento (UDD), o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM), o Partido de Convergência Democrática (PCD) e o Partido Nossa Terra, contando ainda com o apoio de uma ala dissidente da própria ADI. Por sua vez, Nito d’Abreu, líder parlamentar da ADI, foi o candidato oficial do partido, apoiado pelo setor leal ao antigo primeiro-ministro Patrice Trovoada. A disputa eleitoral decorreu num contexto de forte polarização política, na sequência da demissão do Governo liderado por Patrice Trovoada, em Janeiro de 2025, por decisão do Presidente Carlos Vila Nova, um episódio que aprofundou as divisões no seio da ADI e redefiniu o panorama político são-tomense. Apesar da intensidade da campanha eleitoral e do clima de confrontação política entre as principais forças, o processo de votação decorreu de forma pacífica, sem registo de incidentes graves, permitindo que os eleitores exercessem o seu direito de voto em todo o território nacional. Biografia de Carlos Vila Nova Carlos Manuel Vila Nova nasceu a 27 de Julho de 1959, na cidade de Neves, distrito de Lembá, em São Tomé e Príncipe. Formado em Engenharia de Telecomunicações em Portugal, desenvolveu uma carreira ligada ao setor empresarial antes de ingressar na vida política. Membro da Ação Democrática Independente (ADI), exerceu funções governativas como ministro das Obras Públicas, Infraestruturas, Recursos Naturais e Ambiente, entre 2010 e 2012, durante um Governo liderado por Patrice Trovoada. Em 2021 foi eleito Presidente da República, sucedendo a Evaristo Carvalho, após vencer a segunda volta das eleições presidenciais. Ao longo do seu primeiro mandato, Carlos Vila Nova procurou afirmar-se como uma figura de estabilidade institucional, embora o relacionamento com o Governo e, posteriormente, com a própria direção da ADI tenha conhecido momentos de crescente tensão política, culminando na demissão do Executivo de Patrice Trovoada em janeiro de 2025 e na rutura com a liderança do partido. Com a vitória agora alcançada à primeira volta, Carlos Vila Nova assegura um segundo mandato consecutivo na Presidência da República, reforçando a sua legitimidade política num contexto marcado pela recomposição das alianças partidárias e pelos desafios económicos e institucionais que o país enfrenta.
“Eleições’26: São Tomé e Príncipe vive jornada democrática marcada pelo civismo e acompanhamento internacional”

S. Tomé 20 de Julho de 2026 – As eleições presidenciais de 2026 em São Tomé e Príncipe arrancaram este domingo sob um ambiente de tranquilidade geral, embora as primeiras horas da votação tenham sido marcadas por fraca afluência às urnas e pela ocorrência de duas barricadas no Sul do país, situação que levou a Comissão Eleitoral Nacional (CEN) a anunciar a anulação da votação nas zonas afetadas. Segundo dados preliminares divulgados pela CEN, o processo eleitoral decorreu normalmente na maior parte do território nacional, com destaque para o distrito de Lembá e a Região Autónoma do Príncipe, onde a participação dos eleitores atingiu cerca de 50% ainda durante o período da tarde. A Comissão considerou os números “encorajadores”, apesar da afluência mais reduzida registada em vários centros de voto na ilha de São Tomé. No Sul do país, as autoridades reportaram a instalação de duas barricadas que impediram o acesso normal de eleitores a determinadas assembleias de voto. Face à situação, a CEN anunciou a anulação da votação nas áreas afetadas, garantindo que serão adotados os mecanismos legais necessários para assegurar o exercício do direito de voto nessas localidades. A missão de observação eleitoral da União Europeia afirmou que as primeiras horas do dia de voto decorreram “sem incidentes”, destacando a organização das mesas, a presença dos delegados de candidatura e o comportamento cívico dos eleitores. A missão acrescentou que continuará a acompanhar todas as fases do processo até ao apuramento final. Também a União Africana acompanha as eleições, através de uma missão chefiada pelo antigo Presidente moçambicano Filipe Nyusi, que sublinhou a importância do escrutínio para o fortalecimento das instituições democráticas santomenses e para a consolidação da estabilidade política no país. Ao longo do dia, a CEN viu-se igualmente obrigada a responder a rumores e informações falsas que circularam nas redes sociais. A Comissão desmentiu boatos sobre alegadas restrições à divulgação de resultados e assegurou que os jornalistas poderão transmitir os resultados em tempo real, nos termos da legislação eleitoral. Numa outra frente, a instituição confirmou que o seu site oficial foi alvo de uma tentativa de invasão informática, mas garantiu que os sistemas de segurança funcionaram adequadamente e que os dados eleitorais permanecem protegidos, “sem qualquer suspeita” de comprometimento ou manipulação. Entre os eleitores ouvidos à saída das urnas, predominou a ideia de que o voto representa um “ato cívico” fundamental para o futuro do país. Muitos apelaram ao próximo Presidente para que governe com sentido de responsabilidade, promova o diálogo político e responda às principais preocupações da população, incluindo emprego, saúde, educação e desenvolvimento económico. Com o encerramento gradual das assembleias de voto, São Tomé e Príncipe entra agora na fase de contagem e apuramento dos resultados, num processo acompanhado por observadores nacionais e internacionais e que deverá determinar quem ocupará a Presidência da República nos próximos anos.
CPLP Celebra 30 Anos de Cooperação e Promoção da Língua Portuguesa

Lisboa, 19 de Julho de 2026 – A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) assinala os 30 anos da sua criação, reafirmando o papel de principal organização de concertação política e cooperação entre os países lusófonos. Fundada a 17 de Julho de 1996, em Lisboa, a CPLP reúne atualmente nove Estados-membros: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, representando cerca de 300 milhões de cidadãos distribuídos por quatro continentes. Ao longo de três décadas, a organização consolidou-se como um espaço de diálogo político e diplomático, promovendo posições comuns em matérias de interesse internacional, a prevenção e mediação de conflitos e o reforço da paz, da democracia e da estabilidade no espaço lusófono. Entre os principais resultados alcançados destacam-se o reforço da cooperação nas áreas da educação, saúde, ciência, defesa, justiça, agricultura, ambiente e administração pública, bem como a promoção da língua portuguesa no mundo. Nos últimos anos, a entrada em vigor do Acordo de Mobilidade da CPLP constituiu um dos marcos mais relevantes da organização, ao facilitar a circulação de cidadãos entre os Estados aderentes. A CPLP tem igualmente desempenhado um papel importante no acompanhamento de processos eleitorais, no fortalecimento das instituições democráticas e na cooperação técnica entre os seus membros, além de afirmar a língua portuguesa como um instrumento de aproximação cultural, económica e diplomática. Apesar dos progressos alcançados, a comunidade continua a enfrentar desafios relacionados com a plena implementação da mobilidade, o aprofundamento da integração económica, a redução das desigualdades entre os países membros e a resposta conjunta a questões como as alterações climáticas, a segurança marítima e o combate ao terrorismo. Três décadas após a sua fundação, a CPLP mantém como missão fortalecer a cooperação entre os povos de língua portuguesa e afirmar a lusofonia como um espaço de paz, desenvolvimento e solidariedade.
Presidenciais em São Tomé arrancam com baixa participação e ambiente tranquilo

S. Tomé 19 de Julho de 2026 – Mais de 142 mil eleitores são chamados este domingo a escolher o próximo Presidente de São Tomé e Príncipe. As primeiras horas de votação ficam marcadas pela fraca afluência às urnas, num processo que decorre de forma tranquila, apesar de dois bloqueios registados a sul da capital. O atual Presidente, Carlos Vila Nova, disputa a reeleição tendo Nito d’Abreu como principal adversário. Mais de 142 mil eleitores votam este domingo nas eleições presidenciais de São Tomé e Príncipe, num ato eleitoral acompanhado por várias missões internacionais e que decorre, até ao momento, sem incidentes de maior. Quatro candidatos disputam a Presidência da República. O atual Chefe de Estado, Carlos Vila Nova, procura renovar o mandato e enfrenta como principal adversário Nito d’Abreu. Eugénio Tiny e Miques João completam a lista de candidatos, embora concorram sem apoio partidário e tenham realizado campanhas de reduzida expressão. Segundo o presidente da Comissão Eleitoral Nacional (CEN), Jeudiger do Nascimento, as primeiras duas horas de votação foram marcadas por uma fraca afluência às urnas. A maioria das assembleias de voto abriu dentro do horário previsto, apesar de alguns atrasos pontuais provocados pela substituição de membros das mesas de voto. A manhã ficou ainda marcada por dois bloqueios no sul do país. No Ilhéu das Rolas e na Praia de Messias Alves não foi permitida a entrada das urnas, impedindo o início da votação nesses locais. Em outras assembleias, o processo também sofreu atrasos, não por dificuldades logísticas, mas porque alguns eleitores permaneciam junto às urnas sem exercer o direito de voto. Perante este cenário, Jeudiger do Nascimento apelou à participação dos cidadãos, sublinhando que “agora o povo é o juiz” e defendendo que o voto é a melhor forma de os eleitores expressarem o seu descontentamento. Ao todo, estão instaladas 358 assembleias de voto, das quais 287 em São Tomé e Príncipe e as restantes na diáspora, incluindo 32 em Portugal e outras distribuídas por quatro países africanos. O recenseamento eleitoral automático contabiliza 142.191 eleitores, dos quais 121.670 residem no arquipélago e 20.521 vivem no estrangeiro. O processo eleitoral é acompanhado por observadores da União Europeia, União Africana, Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), G-7+ e da Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP). As urnas encerram às 18h00 locais. Caso nenhum dos candidatos alcance a maioria absoluta dos votos, a eleição será decidida numa segunda volta entre os dois candidatos mais votados.
Jardins do Bombarda promovem dois dias de celebração da cultura de São Tomé e Príncipe

Lisboa 17 de Julho de 2026 – O Pinhal dos Jardins do Bombarda – Centro Cultural e Comunitário, em Lisboa, recebe, nos dias 17 e 18 de julho, a iniciativa “Leve-leve… Viagem à Cultura da Comunidade de São Tomé e Príncipe em Lisboa”, uma programação promovida pelo Largo Residências e pela Associação Cultural Ilhéu Portátil, dedicada à valorização da cultura, da língua e da identidade santomenses. Ao longo de dois dias, o público poderá participar gratuitamente num conjunto de atividades que cruzam teatro, literatura, dança e momentos de reflexão, num convite ao encontro entre comunidades e à celebração das ligações históricas e culturais entre São Tomé e Príncipe e Lisboa. A programação tem início na sexta-feira, 17 de Julho, às 21h00, com a apresentação da peça “1001 Noites e a Irmã Santomense”, pelo Teatro O Bando. Com dramaturgia e encenação de Miguel Jesus, o espetáculo conta com a participação da atriz santomense Adozia Cristo, uma das figuras mais reconhecidas da cultura do arquipélago, conhecida pela criação da emblemática personagem “Saco de Boxe”, que marcou gerações de espectadores em São Tomé e Príncipe. No sábado, 18 de Julho, a programação começa às 15h00, com a apresentação do livro infantil “Maria Cheiro da Minha Mãe”, da autora Isabel Mota, publicado em crioulo forro, português e numa língua imaginada. Uma hora depois, às 16h00, será lançado o livro “Ator Atriz Artista”, da autoria do encenador João Brites. Às 17h30, realiza-se uma roda de conversa dedicada ao crioulo forro, reunindo Adozia Cristo, Miguel Jesus, Isabel Mota e outros convidados. O encontro pretende promover o diálogo em torno da preservação e divulgação da língua, da criação artística e dos desafios colocados ao património cultural santomense perante o risco de desaparecimento de algumas das suas manifestações. A dança assume o protagonismo às 19h00, com a estreia de “Casa Dentro do Corpo”, solo interpretado pelo bailarino santomense Abdulay Bragança Dias, criado a partir de um desafio lançado pelo coreógrafo Rafael Alvarez. O programa encerra às 21h00 com uma segunda apresentação de “1001 Noites e a Irmã Santomense”. A iniciativa pretende proporcionar um espaço de partilha e conhecimento, dando visibilidade à comunidade santomense residente em Lisboa e promovendo o diálogo intercultural através das artes, da literatura e da língua. Os Jardins do Bombarda afirmam-se como um centro cultural e comunitário dinamizado pelo Largo Residências, em parceria com várias organizações socioculturais residentes. Parte da sua atividade é apoiada pela Direção-Geral das Artes e pela Câmara Municipal de Lisboa, contribuindo para a promoção da diversidade cultural e da participação comunitária na cidade.
Funchal acolhe pela primeira vez as celebrações do 51.º Aniversário da Independência de São Tomé e Príncipe

Funchal, Madeira 12 de Julho de 2026 – A cidade do Funchal acolheu, pela primeira vez, o ato central das comemorações do 51.º Aniversário da Independência da República Democrática de São Tomé e Príncipe, assinalando um momento histórico para a comunidade são-tomense residente no Arquipélago da Madeira e reforçando os laços de cooperação entre os dois territórios. As celebrações ficaram marcadas pela divulgação dos cartazes oficiais do evento e por um conjunto de iniciativas de carácter institucional, económico, desportivo e social. “A Madeira quer transformar a relação de proximidade que mantém com São Tomé e Príncipe numa parceria económica mais intensa, capaz de mobilizar investimento, aproximar empresas e criar novas oportunidades de cooperação entre os dois arquipélagos” foi a principal mensagem deixada pelo Secretário Regional da Economia, José Manuel Rodrigues, na sessão solene evocativa do 51.º aniversário da Independência da República Democrática de São Tomé e Príncipe. Um dos momentos de maior destaque foi a inauguração do Consulado de São Tomé e Príncipe na Madeira, que assinalou igualmente o início das funções do Dr. Pedro Paixão como o primeiro Cônsul Honorário de São Tomé e Príncipe no Arquipélago da Madeira. A nomeação representa um passo importante no fortalecimento das relações bilaterais, tendo como principais objetivos a defesa dos interesses estratégico-económicos de São Tomé e Príncipe e a promoção do país junto das instituições, empresários e da comunidade madeirense. No âmbito das comemorações, realizou-se também a Conferência sobre as Potencialidades de Negócios e Investimentos Madeira – São Tomé e Príncipe, que marcou o arranque oficial das atividades alusivas ao aniversário da independência nacional. O encontro reuniu representantes institucionais, empresários e convidados para debater oportunidades de cooperação económica e de investimento entre a Madeira e São Tomé e Príncipe, país que conquistou a sua independência de Portugal em 12 de Julho de 1975. O programa incluiu ainda um torneio de futebol, que contribuiu para o ambiente de confraternização e celebração vivido no Funchal. No encontro, a equipa representativa de São Tomé e Príncipe perdeu por a diferença mínima com seleção Resto do Mundo, composta por jovens residentes na Ilha da Madeira. Com resultado de 6–5, o jogo marcado pelo equilíbrio e grande espírito desportivo. Paralelamente às atividades comemorativas, o Embaixador de São Tomé e Príncipe, Esterline Gonçalves Género, efetuou uma visita ao Estabelecimento Prisional do Funchal, onde se encontram detidos vários cidadãos são-tomenses condenados por diferentes crimes. Durante a visita, o diplomata procurou inteirar-se das condições em que os reclusos cumprem as suas penas e prestar apoio institucional. De acordo com as informações disponibilizadas, uma parte significativa dos cidadãos são-tomenses detidos no Funchal cumpre pena por crimes relacionados com violência doméstica. As celebrações do 51.º Aniversário da Independência de São Tomé e Príncipe na Madeira representam um marco inédito na história da diáspora são-tomense na região, reforçando a proximidade entre os dois arquipélagos e promovendo novas oportunidades de cooperação nos domínios diplomático, económico, cultural e social. Fotos: Gov. Regional da Madeira / Embaixada de São Tomé e Príncipe
Embaixador Esterline Gonçalves Género apresenta cartas credenciais ao Presidente do Brasil

Brasília, 8 de Julho de 2026 – O Embaixador Esterline Gonçalves Género apresentou, no dia 8 de Julho de 2026, as Cartas Credenciais ao Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, passando oficialmente a exercer funções como Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República Democrática de São Tomé e Príncipe junto do Estado brasileiro. A cerimónia decorreu no Palácio Itamaraty, em Brasília, marcando um novo capítulo no fortalecimento das relações diplomáticas entre São Tomé e Príncipe e o Brasil, países que mantêm históricos laços de amizade, cooperação e proximidade no espaço da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). À margem da cerimónia oficial, o novo chefe da missão diplomática santomense desenvolveu uma intensa agenda de trabalho no Ministério das Relações Exteriores do Brasil, com o objetivo de reforçar os mecanismos de cooperação bilateral e aprofundar o diálogo institucional entre os dois Estados. Durante a visita, o Embaixador Esterline Gonçalves Género reuniu-se com o Diretor da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), entidade responsável pela coordenação dos projetos de cooperação técnica internacional do Brasil, tendo abordado áreas de interesse comum e novas oportunidades de parceria entre os dois países. O diplomata manteve igualmente encontros com o Diretor do Departamento Consular, com o Secretário de África e Oriente Médio e com a Diretora-Geral do Instituto Rio Branco, instituição responsável pela formação da carreira diplomática brasileira. As reuniões permitiram analisar temas relacionados com a cooperação diplomática, a mobilidade consular, a capacitação de quadros e o fortalecimento das relações político-diplomáticas. No âmbito da sua agenda em Brasília, Esterline Gonçalves Género reuniu-se ainda com os embaixadores dos Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) acreditados junto da República Federativa do Brasil, num encontro dedicado ao reforço da concertação diplomática e à promoção de iniciativas de interesse comum no espaço lusófono. A apresentação das Cartas Credenciais representa um dos momentos mais relevantes da missão de um representante diplomático, conferindo-lhe o reconhecimento formal do Estado acreditador e permitindo o pleno exercício das suas funções junto das autoridades do país anfitrião. Com a oficialização da sua acreditação, o Embaixador Esterline Gonçalves Género inicia uma nova etapa da representação diplomática de São Tomé e Príncipe no Brasil, com a missão de aprofundar a cooperação bilateral em áreas estratégicas, promover os interesses nacionais e fortalecer os laços históricos que unem os dois países. Fotos: Embaixada da República Democrática de São Tomé e Príncipe
Jorge Jesus é o novo selecionador nacional e assume Portugal até 2030

OEIRAS, 10 de Julho de 2026 – O treinador português foi oficialmente apresentado pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF), na Cidade do Futebol, e assinou contrato até 2030, iniciando um novo ciclo à frente da equipa das quinas, com o objetivo de conduzir Portugal às principais competições internacionais dos próximos anos. Na cerimónia de apresentação, Jorge Jesus não escondeu o orgulho por assumir o comando da seleção nacional e garantiu que chega com uma ambição clara: vencer. “Quero agradecer ao presidente por me dar a oportunidade de treinar uma das melhores seleções do mundo. Sou convicto de tudo o que é ser português e tenho um orgulho enorme em ser português. Sou agora um treinador de 11 milhões. Eu e a minha equipa técnica viemos para vencer”, afirmou o novo selecionador. O treinador destacou ainda a qualidade do atual grupo de jogadores, considerando que Portugal reúne todas as condições para continuar a competir ao mais alto nível do futebol internacional. “A minha idade é apenas um número. Tenho 71 anos, mas sinto-me com 50. É um desafio difícil, mas estou convicto de que vamos vencer. Há muita qualidade nesta seleção e acredito em todos os jogadores. O mais importante é o presente”, sublinhou, afastando a ideia de uma renovação profunda do plantel, lembrando que a média de idades da equipa ronda os 28 anos. Pedro Proença anuncia uma nova era O presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, apresentou Jorge Jesus como o rosto de uma nova fase da seleção nacional, marcada pela ambição e pela cultura de vitória. “Hoje iniciamos uma nova era na FPF. A apresentação de Jorge Jesus marca o início de uma cultura de vitória bem definida, assumida como o nosso novo padrão de exigência”, afirmou. Segundo Pedro Proença, a escolha do treinador assentou em três pilares fundamentais: liderança, ambição e resultados. O dirigente destacou ainda que Jorge Jesus terá como principais desafios preparar Portugal para disputar a próxima Liga das Nações, o Campeonato da Europa de 2028 e o Mundial de 2030, competição que Portugal irá organizar em conjunto com Espanha e Marrocos. “Escolhemos um treinador habituado a jogar sempre para ganhar, com identidade e que partilha a nossa visão de fazer de Portugal a melhor seleção do mundo”, acrescentou. Uma carreira repleta de títulos Jorge Jesus chega à seleção nacional depois de uma das carreiras mais vitoriosas do futebol português e internacional. Iniciou o percurso como treinador no Amora FC e passou por clubes como FC Felgueiras, União da Madeira, Estrela da Amadora, Vitória de Setúbal, Vitória de Guimarães, Moreirense, União de Leiria, Belenenses, SC Braga, Benfica e Sporting. No estrangeiro, orientou Flamengo, Fenerbahçe, Al-Hilal e Al-Nassr, acumulando títulos e reconhecimento internacional. Ao longo da carreira conquistou três campeonatos portugueses, seis Taças da Liga, duas Supertaças Cândido de Oliveira, uma Taça de Portugal, um Campeonato Brasileiro, uma Supercopa do Brasil, uma Taça da Turquia, além de duas Ligas Sauditas, três Supertaças Sauditas e uma Taça da Arábia Saudita. O ponto mais alto do seu percurso internacional aconteceu em 2019, ao vencer a Copa Libertadores pelo Flamengo, triunfo que lhe abriu definitivamente as portas do reconhecimento mundial. No currículo constam ainda uma Taça Intertoto e uma Recopa Sul-Americana. Portugal inicia um novo ciclo Com contrato válido até 2030, Jorge Jesus assume a responsabilidade de liderar uma geração de jogadores considerada uma das mais talentosas da história do futebol português. A expectativa da Federação passa por consolidar uma identidade competitiva e manter Portugal entre as principais potências do futebol mundial. A apresentação do técnico marca assim o início de um novo ciclo para a Seleção Nacional, que pretende chegar aos próximos grandes torneios internacionais com a ambição assumida de lutar pela conquista de novos títulos. Foto: Federação Portuguesa de Futebol
CABO VERDE CELEBRA 51º ANIVERSÁRIO DA INDEPENDÊNCIA COM RENOVADA AMBIÇÃO PARA O FUTURO

Praia, 5 de Julho de 2026 – Cabo Verde assinalou, no domingo, 5 de Julho, o 51.º aniversário da sua Independência Nacional com um conjunto de cerimónias oficiais marcadas por mensagens de confiança, unidade e compromisso com o desenvolvimento do país. As comemorações iniciaram-se com uma homenagem ao fundador da nacionalidade cabo-verdiana, Amílcar Cabral, figura incontornável da luta pela independência, seguindo-se a sessão solene comemorativa realizada na Assembleia Nacional, onde estiveram presentes representantes dos órgãos de soberania, membros do Governo, autoridades civis e militares, bem como diversas personalidades da sociedade cabo-verdiana. Na ocasião, o Primeiro-Ministro, Francisco Carvalho, reafirmou o compromisso do Governo com o desenvolvimento sustentável de Cabo Verde, colocando a dignidade dos cidadãos no centro da ação governativa. O Chefe do Executivo destacou que a prioridade passa pela erradicação da pobreza e pela melhoria das condições de vida de todos os cabo-verdianos, através de políticas públicas capazes de garantir oportunidades e inclusão social. Durante a sua intervenção, o governante considerou uma “coincidência extraordinária” o facto de o país celebrar os 51 anos da Independência no mesmo dia em que a Seleção Nacional de Futebol regressou ao arquipélago, após a sua histórica participação no Campeonato do Mundo. “É, de facto, uma coincidência extraordinária, num momento extraordinário para Cabo Verde. Hoje celebramos 51 anos da Independência e recebemos os Tubarões Azuis depois de um feito histórico. É um sinal de esperança e de confiança no futuro do nosso país”, afirmou. Francisco Carvalho sublinhou ainda que o Executivo assume uma nova ambição nacional, centrada na erradicação da pobreza e na garantia do acesso universal aos direitos fundamentais. Entre as prioridades destacadas estão o acesso à saúde, à educação, ao emprego, à habitação e às restantes condições essenciais para assegurar uma vida digna a todos os cidadãos. Um percurso de mais de cinco décadas de soberania Celebrada anualmente a 5 de Julho, a Independência de Cabo Verde representa um marco histórico alcançado em 1975, resultado de uma longa luta pela autodeterminação dos povos africanos e da visão política de Amílcar Cabral, cuja liderança foi determinante no processo de emancipação nacional. Ao longo dos últimos 51 anos, Cabo Verde consolidou-se como uma das democracias mais estáveis do continente africano, destacando-se pelos progressos alcançados nas áreas da governação, educação, saúde, estabilidade política e desenvolvimento humano. Apesar dos desafios inerentes à condição insular e à escassez de recursos naturais, o país continua a apostar na valorização do capital humano, na inovação, na economia azul, no turismo sustentável e na boa governação como pilares do seu crescimento. Breve história de Cabo Verde O arquipélago de Cabo Verde, localizado no Oceano Atlântico, ao largo da costa ocidental africana, terá sido descoberto por navegadores portugueses e italianos por volta de 1460. A ilha de Santiago revelou-se a mais favorável para a ocupação, tendo sido aí iniciado o povoamento em 1462. Durante séculos, Cabo Verde desempenhou um papel estratégico nas rotas comerciais do Atlântico, tornando-se um importante entreposto marítimo entre a Europa, África e as Américas. A sua história ficou profundamente marcada pelo comércio transatlântico de escravos, bem como pelos sucessivos períodos de seca e escassez que moldaram a identidade e a resiliência do povo cabo-verdiano. Após conquistar a independência de Portugal, a 5 de Julho de 1975, o país iniciou um percurso de construção do Estado soberano, reforçando gradualmente as suas instituições democráticas e promovendo políticas de desenvolvimento económico e social. Cinquenta e um anos depois, Cabo Verde celebra a sua independência reafirmando os valores da liberdade, da democracia, da paz e da unidade nacional, olhando para o futuro com renovada esperança e determinação em construir um país cada vez mais próspero, inclusivo e justo para todos os seus cidadãos. Foto e Vídeo: Página Oficial do Governto de Cabo Verde
ALERTA DE CALOR EXTREMO COLOCA VÁRIOS DISTRITOS DE PORTUGAL SOBRE AVISO LARANJA

Lisboa, 1 de julho de 2026 – Portugal enfrenta um episódio de calor intenso que levou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) a emitir avisos meteorológicos para grande parte do território continental, prevendo-se um agravamento das temperaturas nos próximos dias. Os distritos de Beja, Évora, Portalegre e Castelo Branco passam a estar sob aviso laranja, o segundo nível mais grave da escala de alertas meteorológicos, devido à persistência de temperaturas extremamente elevadas. O agravamento do estado do tempo entra em vigor à meia-noite de 1 de julho, refletindo o aumento do risco associado à onda de calor. Antes da atualização dos avisos, vários distritos já se encontravam sob aviso amarelo, nomeadamente Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Bragança, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora, Beja e Setúbal, devido à previsão de valores elevados da temperatura máxima. De acordo com o IPMA, o aviso laranja será alargado a outras regiões do país. Nos distritos de Setúbal, Santarém, Lisboa, Leiria e Faro, o aviso permanecerá em vigor, pelo menos, até às 10h00 do dia 3 de Julho. Também os distritos de Braga, Coimbra, Aveiro, Viana do Castelo, Vila Real, Guarda, Porto, Viseu e Bragança estarão sob aviso laranja entre as 00h00 de 1 de Julho e as 10h00 de 3 de Julho. As autoridades alertam para os potenciais impactos das temperaturas extremas na saúde da população, recomendando especial atenção aos grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças e pessoas com doenças crónicas. Entre as principais medidas de prevenção destacam-se a hidratação frequente, a permanência em locais frescos durante as horas de maior calor e a redução da exposição direta ao sol. Face ao agravamento das condições meteorológicas, a Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou, na passada segunda-feira, um guia com recomendações destinadas à proteção dos trabalhadores expostos a altas temperaturas. O documento reúne orientações dirigidas a empregadores e trabalhadores, promovendo medidas como a adaptação dos horários de trabalho, a realização de pausas regulares, o acesso permanente a água potável e a utilização de equipamentos de proteção adequados para minimizar os riscos associados ao calor extremo. As autoridades acompanham a evolução da situação e apelam à população para que siga as recomendações oficiais, tendo em conta que as temperaturas elevadas deverão manter-se ao longo dos próximos dias.