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Editor: Celso Soares | Director : Paulo A. Monteiro

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MINISTRA REJEITA RELAÇÃO ENTRE IMIGRAÇÃO E CRIMINALIDADE E ALERTA PARA IMPACTO DO DISCURSO POLÍTICO

Lisboa, 16 de Abril de 2026 – A ministra portuguesa da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, afirmou que não existe evidência de correlação entre imigração e criminalidade em Portugal, alertando para o impacto que declarações públicas de responsáveis políticos podem ter no aumento de comportamentos hostis contra comunidades migrantes. A posição foi expressa durante uma audição parlamentar na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, onde a governante sublinhou que a generalização deste tipo de associação “não corresponde à realidade”. Durante a intervenção, Margarida Balseiro Lopes destacou a responsabilidade acrescida dos deputados na forma como comunicam temas sensíveis na esfera pública, lembrando que as suas palavras podem influenciar perceções sociais e comportamentos. “Fui deputada e as palavras dos parlamentares têm um peso enorme, sobretudo quando podem amplificar comportamentos que põem em causa pessoas que nada têm a ver com este tipo de generalizações”, afirmou. A ministra alertou ainda que a insistência em associar imigração a criminalidade pode contribuir para a criação de ambientes de hostilidade ou mesmo agressão contra comunidades migrantes, defendendo que o debate público deve assentar em dados objetivos e no respeito pelos direitos humanos. No mesmo contexto, reiterou que a proteção da dignidade e da segurança das pessoas — em particular das mulheres — deve constituir uma prioridade política, mas frisou que essa preocupação não pode ser sustentada por associações sem base factual. “Qualquer comportamento que ameace a dignidade, a segurança e a vida das mulheres é intolerável, mas isso não pode ser dito ligando a conversa à imigração, porque, objetivamente, não temos dados que sustentem esta correlação”, declarou. A governante reforçou, por fim, a importância de um discurso público responsável e baseado em evidência, sublinhando que a defesa da segurança deve caminhar lado a lado com a proteção dos direitos fundamentais e da coesão social.

LISBOA ACOLHE I CONFERÊNCIA INTERNACIONAL LÍNGUA E MUNDO DEDICADA AO PAPEL SOCIOPOLÍTICO DAS LÍNGUAS

Lisboa, 15 de Abril de 2026 – A I Conferência Internacional Língua e Mundo, realizada entre 8 e 10 de Abril de 2026, afirmou-se como um espaço académico inovador de reflexão crítica sobre o papel das línguas nas relações humanas, políticas, culturais e sociais contemporâneas. Integrada na Cátedra Língua e Mundo da UAL a iniciativa reuniu investigadores nacionais e internacionais em torno das interligações entre estrutura linguística e fenómenos sociopolíticos num contexto global marcado por intensos fluxos migratórios, rápidas transformações tecnológicas e reconfigurações das dinâmicas de poder. A sessão de abertura contou com a intervenção da oradora convidada Ana Paula Laborinho, diretora-geral de Multilinguismo da Organização dos Estados Ibero Americanos – OEI, que destacou a centralidade estratégica do multilinguismo na cooperação internacional e nas políticas culturais contemporâneas. Ao longo de três dias, os trabalhos decorreram na Universidade Autónoma de Lisboa, no Instituto da Defesa Nacional e na Universidade Aberta, reunindo especialistas das áreas da sociolinguística, relações internacionais, defesa e políticas públicas. No primeiro dia, dedicado ao eixo Língua e Relações Internacionais, participaram investigadores como Francisco Leandro e Anabela Santiago, com uma abordagem multidisciplinar à geopolítica da língua portuguesa, bem como Li Guofeng, que analisou o papel da diplomacia linguística no contexto chinês. Seguiram-se intervenções de Daniel Neto sobre teoria dos discursos nas relações internacionais e de Maria João Ferro e Sandra Ribeiro acerca da proximidade linguística como fator estruturante das relações económicas internacionais. Ainda neste eixo, destacaram-se as comunicações de Jefferson Evaristo sobre a ação da CPLP na projeção internacional da língua portuguesa, de Davi Albuquerque sobre o papel do professor de português como diplomata cultural, e de Ana Isabel Sacavém sobre o fado enquanto instrumento de soft power linguístico-cultural. O painel Línguas no Mundo integrou intervenções de Carla Melo sobre os enquadramentos linguísticos do pedido de desculpa no Japão, de Rajendran Govender sobre a promoção de línguas indígenas na África do Sul e de María Ángeles De Simón acerca da educação plurilíngue intercultural na Argentina. No segundo dia, dedicado ao eixo Língua e Defesa, participaram investigadores como Rui Teixeira da Mota, que refletiu sobre o português como infraestrutura de governação global, e Maria João Guia, que abordou a construção linguística da ameaça migratória no quadro da crimigração e da securitização. Seguiram-se intervenções de Isabel Roboredo Seara sobre populismo e construção retórica do inimigo e de Carlos Cardoso acerca do francês como língua da República. Durante a tarde, destacaram-se as comunicações de Isabelle Simões Marques sobre securitização das migrações em França e Portugal, de Bruna Ferreira sobre desinformação como instrumento de poder linguístico, de Ana Sofia Souto sobre discursos de ódio nas redes sociais e de Daniela Moreira da Silva sobre desigualdades linguísticas na era da inteligência artificial. Este dia contou ainda com conferências convidadas de Pedro Emanuel Mendes e Raquel Freire, que reforçaram a centralidade da língua nos debates contemporâneos sobre segurança internacional e governação global. O terceiro dia, dedicado aos eixos Língua e Política e Língua e Sociedade, integrou intervenções de Beatriz Morais sobre a língua portuguesa como ponte de união, de Fátima Lamarca sobre translanguaging na globalização, e de Leandro Diniz e Jael Sânera Gonçalves sobre políticas linguísticas para naturalização no Brasil. O terceiro dia, dedicado aos eixos Língua e Política e Língua e Sociedade, integrou intervenções de Beatriz Morais sobre a língua portuguesa como ponte de união, de Fátima Lamarca sobre translanguaging na globalização, e de Leandro Diniz e Jael Sânera Gonçalves sobre políticas linguísticas para naturalização no Brasil. Seguiram-se intervenções de Bárbara António sobre cidadania linguística em territórios de baixa densidade, de Paulo Feytor Pinto sobre políticas linguísticas nos PALOP, de Alexandre Ferreira Martins sobre o exame Celpe-Bras e de Nélia Alexandre e Ana Espírito Santo sobre literacias desiguais entre migrantes lusófonos. Destacou-se ainda a comunicação de Ana Luiza de Souza sobre a introdução do português no ensino italiano. No painel Língua e Sociedade, intervieram Maria Helena Araújo e Sá e Susana Pinto sobre supervisão doutoral em contextos plurilingues, bem como João Caetano, Susana Alves-Jesus e Rui Rego acerca do português como língua de ciência e cultura. Participaram ainda Marinela Cerqueira e Sacha Rodrigues com a apresentação da Plataforma História Social de Angola, e Júlia Nunes com uma análise histórica sobre o papel sociopolítico da língua francesa na corte portuguesa. Integrada numa rede internacional de investigação associada à Cátedra Língua e Mundo, a conferência consolidou-se como um espaço interdisciplinar de debate estratégico sobre o papel das línguas na compreensão das transformações globais contemporâneas, reforçando a articulação entre sociolinguística, relações internacionais e estudos de defesa.

IMIGRANTES NOTIFICADOS PARA ABANDONAR PORTUGAL ATINGE NÚMERO RECORDE

Lisboa, 6 de abril de 2026 – O número de imigrantes notificados para abandonar voluntariamente Portugal atingiu um valor recorde em 2025, com cerca de 23 mil notificações, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) 2025, documento aprovado pelo Conselho Superior de Segurança Interna e entregue à Assembleia da República. De acordo com o relatório, foram registadas 23.134 notificações para abandono voluntário do território nacional, um aumento muito significativo face a 2024, ano em que tinham sido contabilizadas apenas 444 notificações. O documento indica ainda que foram instaurados 298 processos de expulsão administrativa e proferidas 91 decisões nesse âmbito. Apesar do aumento expressivo das notificações, ainda não entrou em vigor a legislação destinada a acelerar o afastamento de imigrantes em situação irregular, atualmente em fase de tramitação parlamentar. Afastamentos efetivos do território nacional Segundo o RASI 2025, foram afastadas 252 pessoas do território nacional, distribuídas da seguinte forma: No controlo de fronteiras, o relatório refere que foram concedidos 3.152 vistos em postos de fronteira, menos 24,7% do que no ano anterior, e registadas 2.140 recusas de entrada no país, todas em postos fronteiriços aéreos. Entre as nacionalidades com maior número de recusas de entrada destacam-se: Ações de fiscalização e situações irregulares identificadas O documento revela ainda que, em 2025, foram realizadas 4.627 ações de inspeção e fiscalização relacionadas com cidadãos estrangeiros em diferentes setores de atividade económica, incluindo hotelaria, restauração, construção civil e agricultura. Durante estas operações, foram identificados 85.840 cidadãos, dos quais 1.006 estavam em situação ilegal em território nacional. Os dados agora divulgados constam do Relatório Anual de Segurança Interna relativo a 2025, documento oficial que reúne a informação estatística das forças e serviços de segurança e serve de base à definição de políticas públicas na área da segurança interna e da gestão migratória.

V JORNADAS DE COMUNICAÇÃO DO SANTUÁRIO DE FÁTIMA

Fátima, 06 de Abril de 2026 – O V Jornadas de Comunicação do Santuário de Fátima decorrem no próximo dia 17 de Abril, no Centro Pastoral de Paulo VI, sob o tema “A comunicação como instrumento para a paz”, reunindo jornalistas, investigadores, estudantes e profissionais da área para refletir sobre o papel da comunicação num mundo marcado por conflitos e desinformação. Num contexto internacional caracterizado por dezenas de conflitos armados ativos e por um crescente clima de polarização e radicalização nos discursos públicos, a iniciativa pretende sublinhar a importância da comunicação como ferramenta essencial para promover o diálogo, a verdade e o respeito entre povos e culturas. Promovidas pelo Santuário de Fátima, estas jornadas assumem-se como um espaço de reflexão interdisciplinar sobre a responsabilidade social dos comunicadores e sobre a capacidade da comunicação em contribuir para soluções pacíficas, tanto ao nível da diplomacia internacional como no quotidiano das comunidades. O programa inclui conferências, testemunhos e oficinas práticas, abordando diferentes dimensões do tema, desde os desafios da comunicação em contextos de conflito até ao combate à desinformação e à promoção de uma cultura de encontro e reconciliação. A organização destaca que o evento pretende reforçar a consciência do papel estratégico dos profissionais da comunicação na construção de sociedades mais justas e pacíficas. As jornadas tem início às 9h30 com a intervenção de boas-vindas do reitor do Santuário de Fátima, Carlos Cabecinhas, seguindo-se a crónica “Um dia no mundo”, apresentada pelo jornalista Francisco Sena Santos. Um dos momentos centrais da manhã será a conferência “Diplomacia da paz num mundo em conflito: da urgência à utopia?”, que contará com as intervenções de: Andrés Carrascosa, João Vale de Almeida, Angelo Romano, com moderação da jornalista Rosário Lira. Comunicação para a paz no quotidiano Durante a manhã, especialistas abordarão o papel da comunicação como instrumento de paz em diferentes contextos do dia a dia: Oficinas práticas com foco em competências atuais Da parte da tarde, os participantes poderão integrar oficinas práticas orientadas para o desenvolvimento de competências comunicacionais atuais e estratégicas: O programa inclui ainda a apresentação do podcast “Política em estado de graça”, antes da sessão de encerramento prevista para as 17h30. Espaço de reflexão sobre um desafio global Segundo a organização, a realização destas jornadas no Santuário de Fátima constitui uma expressão coerente da sua missão espiritual e pastoral, num local onde diariamente se rezam intenções pela paz e pela reconciliação entre os povos, reforçando o compromisso com a promoção de uma cultura de diálogo num dos temas mais urgentes do mundo contemporâneo. A iniciativa está aberta à participação de jornalistas, assessores de comunicação, académicos, investigadores, estudantes e público interessado, mediante inscrição prévia. Mais informações em https://www.fatima.pt/pt/pages/jornadas-de-comunicacao-2026

SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE – ATUALIZAÇÃO OBRIGATÓRIA DO CADASTRO SOCIAL

S. Tomé, 6 de Abril de 2026 – A Direção da Proteção Social, Solidariedade e Família informou que todos os agregados familiares inscritos no programa do Cadastro Social Único (CSU) devem proceder, de forma obrigatória, à recertificação e atualização dos seus dados até ao próximo dia 10 de abril, sob pena de perderem definitivamente o acesso aos benefícios sociais. Segundo a instituição, o processo de atualização é obrigatório para todos os membros dos agregados familiares registados, sendo uma condição essencial para garantir a continuidade do apoio prestado no âmbito dos programas de proteção social em vigor no país. A Direção apela aos beneficiários para que se dirijam com a máxima urgência aos Centros de Atendimento da Proteção Social existentes nos respetivos distritos, a fim de regularizarem a sua situação dentro do prazo estabelecido. O Cadastro Social Único (CSU) constitui uma base de dados nacional gerida pela Direção de Proteção Social, cuja principal finalidade é identificar e classificar socioeconomicamente os agregados familiares, facilitando assim o acesso mais justo e organizado aos diferentes programas de apoio social disponíveis em São Tomé e Príncipe com os seguintes objetivos: As autoridades reforçam que a atualização atempada dos dados é fundamental para garantir que os benefícios sociais continuem a chegar às famílias que realmente necessitam, apelando à colaboração de todos os inscritos no programa. O sistema permite ao Governo saber quem precisa realmente de apoio, evitar duplicação de benefícios, melhorar o planeamento das políticas sociais, acompanhar a evolução das condições de vida das famílias registadas e direcionar programas como transferências monetárias e assistência social. Além disso, os dados recolhidos servem de base para o desenvolvimento de novos projetos sociais e estratégias nacionais de combate à pobreza. Dados recentes indicam que neste momento estão abrangidos cerca de 5.000 agregados familiares já beneficiam diretamente de programas ligados ao sistema. O objetivo do Governo é expandir a cobertura até cerca de 12.000 famílias em todo o território nacional. Este esforço é particularmente importante num país onde mais de 60% da população vive em situação de pobreza, segundo estimativas oficiais citadas pelas autoridades sociais. O funcionamento do Cadastro Social Único está enquadrado no Decreto-Lei n.º 03/2023, que regula oficialmente o sistema como instrumento estratégico da política nacional de proteção social e redução das desigualdades.

ESTADO PORTUGUÊS DEIXA DE PODER EXIGIR DOCUMENTOS QUE JÁ EXISTAM NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Lisboa 30 de Março de 2026 — Entraram em vigor na terça-feira, 24 de Março, novas regras que impedem os serviços públicos de exigirem aos cidadãos e às empresas documentos que já estejam na posse do Estado. A medida aplica-se de imediato e estende-se agora a organismos com forte impacto económico, com o objetivo de reduzir burocracia, acelerar procedimentos e diminuir custos administrativos. A partir da data da publicação do despacho, os serviços abrangidos deixam de poder solicitar novamente certidões, dados fiscais, registos ou outros documentos sempre que essa informação já exista noutro organismo da Administração Pública. A regra aplica-se tanto a cidadãos como a empresas e pretende simplificar a relação com o Estado, sobretudo em processos ligados a candidaturas e incentivos públicos. Mais entidades passam a estar abrangidas O despacho alarga expressamente o âmbito da medida a organismos com intervenção relevante na gestão de fundos e apoio ao investimento, tradicionalmente associados a procedimentos administrativos mais exigentes. Passam a estar incluídas entidades como: Estas entidades gerem incentivos, fundos europeus e instrumentos de apoio às empresas — áreas onde a redução da carga burocrática poderá ter impacto direto na execução de investimentos. Partilha obrigatória de informação entre serviços Os organismos abrangidos devem assegurar a partilha interna de dados e documentos necessários à correta instrução dos procedimentos administrativos sob a sua responsabilidade. Isto inclui, por exemplo, processos de candidatura a incentivos, fundos europeus ou programas públicos de financiamento. Sempre que um documento já exista num serviço público, deixa de ser necessário apresentá-lo novamente — desde que o titular autorize o acesso. O consentimento mantém-se como condição essencial, garantindo controlo sobre a utilização dos dados pessoais e empresariais. Menos burocracia e processos mais rápidos Na prática, a alteração poderá traduzir-se em: O impacto poderá ser particularmente relevante nos processos associados a fundos europeus, frequentemente criticados pela complexidade e exigência documental. Regra já prevista na lei ganha reforço prático A medida assenta no artigo 28.º-A do Decreto-Lei n.º 135/99, que estabelece que os serviços públicos devem organizar-se para não exigir aos cidadãos documentos que já existam na Administração. O novo despacho reforça agora a aplicação efetiva deste princípio, sobretudo em áreas com maior impacto económico e empresarial. Com esta alteração, o Governo pretende acelerar procedimentos administrativos e reduzir atrasos, promovendo uma Administração Pública mais simples, eficiente e orientada para o utilizador.

ATELETISMO PORTUGUÊS FAZ HISTÓRIA E SOBE AO 4º LUGAR DO RANKING MUNDIAL

Lisboa 23 de Março de 2026 – Portugal alcançou o melhor resultado de sempre no Campeonato do Mundo de Atletismo em Pista Coberta ao conquistar, pela primeira vez, três medalhas numa mesma edição — dois títulos mundiais no salto em comprimento, por Baldé e Agate de Sousa, e a prata de Isaac Nader nos 1.500 metros — desempenho que colocou o país no quarto lugar do Ranking Mundial, atrás apenas de potencias da modalidade como os Estados Unidos, Inglaterra e Itália o que  motivou uma receção oficial da equipa pelo Presidente da República, António José Seguro, que distinguiu os três medalhados com a condecoração de mérito no Palácio de Belém . A participação portuguesa na mais recente edição dos Mundial Atletismo em Pista Coberta ficará marcada como um dos momentos mais relevantes da história do desporto nacional. Com duas medalhas de ouro e uma de prata, Portugal alcançou o quarto lugar do quadro classificativo por países, posicionando-se imediatamente atrás das três maiores potências desta edição — Estados Unidos, Inglaterra e Itália — confirmando assim a crescente afirmação do atletismo português no panorama mundial. Os títulos mundiais de Gerson Baldé e de Agate de Sousa, ambos no salto em comprimento, evidenciaram a consistência da escola portuguesa na disciplina, enquanto Isaac Nader, com a medalha de prata nos 1.500 metros, reforçou a competitividade nacional nas provas de meio-fundo. O desempenho da seleção portuguesa mereceu reconhecimento institucional ao mais alto nível. A comitiva foi recebida esta segunda feira, em audiência oficial pelo Presidente da República, António José Seguro, no Palácio de Belém, numa cerimónia  de homenagem ao feito histórico alcançado pelos atletas e respetivas equipas técnicas. Na ocasião, o chefe de Estado destacou o significado do resultado para a projeção internacional do país e o impacto inspirador do sucesso dos atletas junto das novas gerações e condecorou os atletas medalhados. (Ouça aqui as declarações do Presidente da República António José Seguro) Tatjana Pinto, assinou uma das marcas de maior destaque da participação portuguesa ao igualar o recorde nacional dos 60 metros em pista curta, com o tempo de 7,17 segundos, obtido nas eliminatórias da competição, confirmando o seu regresso ao melhor nível internacional na velocidade curta. Na prova de estafetas 4 x 400 m a equipa feminina composta por Sofia Lavreshina, Fatoumata Diallo, Clara Martinha e Carina Vanessa registou um novo record nacional  com o tempo de 3:31.37 minutos ao bateram a marca que vinha de Glasgow’2024 (3:31.93). Os títulos mundiais no salto em comprimento foram conquistados por Baldé e Agate de Sousa, enquanto Isaac Nader garantiu a medalha de prata nos 1.500 metros, reforçando a consistência portuguesa também nas provas de meio-fundo. A prestação integrou uma participação globalmente histórica da seleção portuguesa, que alcançou o melhor resultado de sempre num Campeonato do Mundo de Atletismo em pista coberta. Pela primeira vez, Portugal conquistou três medalhas numa única edição da competição. Agate de Sousa, atleta portuguesa com raizes santomenses, ao conquistar a medalha de ouro no salto em comprimento nos Campeonatos do Mundo de Atletismo 2026 em pista coberta, disputados em Toruń, na Polónia, reeditou 18 anos depois o feito de Naíde Gomes. A vitória confirmou a maturidade competitiva da atleta e reforçou a relevância do salto em comprimento feminino na história recente do atletismo português Recordamos que para além do sucesso competitivo internacional conseguido neste mundial, Agate de Sousa foi recentemente homenageada pelo seu empenho e contributo para o desporto nacional durante a 3.ª edição do evento Awards “Charme & Prestígio: Migrantes e Afrodescendentes”, realizada a 7 de Março de 2026 no Evidência Belverde Atitude Hotel. A iniciativa organizada pela Culturface, com o patrocínio da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) e da RTP África, distingue cidadãs e cidadãos afrodescendentes ou migrantes que, ao longo das suas trajetórias, contribuem de forma relevante para o desenvolvimento do país de acolhimento sublinhou o reconhecimento institucional e social do percurso da atleta. Por seu lado, a Embaixada de São Tomé e Príncipe, em Lisboa, na página oficial, felicitou calorosamente  Agate De Sousa, por esta conquista extraordinária e deseja-lhe contínuos sucessos afirmando que «este feito notável projeta, a nível internacional, o talento, a determinação e a excelência de uma atleta com raízes são-tomenses, constituindo motivo de grande orgulho para São Tomé e Príncipe e para toda a sua diáspora».

GOVERNO APRESENTA REFORMAS ESTRUTURAIS NA HABITAÇÃO, IMIGRAÇÃO E TRABAHO

Lisboa 20 de Março de 2026 – No debate realizado a 18 Março, o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro apresentou na Assembleia da República as principais linhas de ação do Governo em três áreas consideradas estratégicas: legislação laboral, imigração e habitação. As medidas, segundo o chefe do Executivo, visam modernizar o país, reforçar a coesão social e responder a desafios acumulados nos últimos anos. No domínio da legislação laboral, o Governo pretende continuar a privilegiar o diálogo social com parceiros económicos e sindicais. De acordo com o primeiro-ministro, já foram realizadas dezenas de reuniões, das quais resultaram diversos entendimentos. A intenção passa por avançar com um enquadramento mais flexível, sem comprometer direitos fundamentais dos trabalhadores. “É possível ter uma legislação mais flexível sem prejudicar os direitos essenciais”, sublinhou, defendendo um equilíbrio entre competitividade económica e proteção laboral. No que diz respeito à imigração, Luís Montenegro destacou a resolução de cerca de 400 mil processos pendentes, apontando este número como um sinal de eficiência administrativa. Entre as novas medidas, salientou o fim da chamada manifestação de interesse, a criação da Unidade Nacional para Estrangeiros e Fronteiras e a implementação de um novo quadro legislativo. O objetivo, afirmou, é garantir maior controlo, rapidez e transparência nos processos migratórios. Já na área da habitação, o Governo português prepara-se para aprovar, em Conselho de Ministros na próxima semana, um conjunto de reformas destinadas a aumentar a oferta no mercado. Entre as iniciativas previstas estão alterações ao regime do arrendamento e à lei das sucessões, com especial enfoque na facilitação da venda de heranças indivisas. A medida pretende desbloquear imóveis devolutos há décadas e contribuir para mitigar a atual crise habitacional. As propostas apresentadas refletem, segundo o Executivo, uma estratégia integrada para enfrentar alguns dos principais desafios estruturais do país, num momento em que o acesso à habitação, a gestão dos fluxos migratórios e a adaptação do mercado de trabalho continuam no centro do debate público.

AVISO IMPORTANTE – ENSINO SUPERIOR EM PORTUGAL (Ano Letivo 2026/2027)

A Embaixada STP – Portugal emitiu um comunicado a informar todos os potenciais candidatos, pais e encarregados de educação que, «no âmbito do Despacho n.º 14616-D/2025, de 9 de dezembro, foram definidos os limites de vagas para acesso ao ensino superior público português, através dos regimes especiais. Para o ano letivo 2026/2027, o número máximo de candidaturas a submeter por São Tomé e Príncipe é de 343 vagas (correspondentes a 14% do total atribuído no âmbito dos PALOP e Timor-Leste). Chamamos a atenção para o facto de o número de vagas ser limitado, pelo que se recomenda aos interessados: (1) Prepararem atempadamente toda a documentação necessária; (2) Acompanharem as informações oficiais e prazos de candidatura; e, (3) Submeterem candidaturas completas e dentro dos prazos estabelecidos. A Embaixada STP – Portugal continuará a disponibilizar informações atualizadas sobre o processo».

CABO VERDE ACOLHE O PRIMEIRO WEB SUMMIT EM ÁFRICA EM DEZEMBRO 2026

Cabo Verde, Cidade da Praia, 19 Março 2026 – Pela primeira vez, a marca Web Summit vai realizar um evento no continente africano. O anúncio oficial confirma que Cabo Verde será o palco do “Web Summit Spotlight”, marcado para Dezembro de 2026, num passo considerado histórico para a afirmação do país como polo tecnológico internacional. O primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, destacou a importância estratégica desta conquista: trata-se de “um passo decisivo na afirmação de Cabo Verde como uma nação digital e um hub de inovação no Atlântico”. A escolha do arquipélago surge também como reconhecimento do percurso recente do país na transformação digital. Numa publicação oficial, o Governo sublinhou que a decisão reflete “o potencial enquanto plataforma de ligação entre África, Europa e as Américas”. O evento será organizado pela própria Web Summit, contando com o Parque Tecnológico Arquipélago Digital de Cabo Verde como parceiro principal. Inaugurado em 2025, o Tech Park tem sido um dos pilares da estratégia digital cabo-verdiana, atraindo startups, investimento e talento tecnológico. Para Paddy Cosgrave, a escolha de Cabo Verde não é casual. O fundador do evento destaca a “visão clara para o futuro digital” que o país tem vindo a demonstrar ao longo dos últimos anos. O caminho até este momento começou ainda em 2019, quando Cabo Verde se tornou a primeira nação africana com um stand próprio no Web Summit. No ano seguinte, o Governo convidou Paddy Cosgrave a visitar o país, reforçando os laços institucionais. A relação intensificou-se em 2023, quando Ulisses Correia e Silva subiu ao palco do Web Summit no Rio de Janeiro, tornando-se o primeiro líder africano a discursar no evento. Já em 2025, Cabo Verde marcou presença em Lisboa com a sua maior delegação de sempre: cerca de 200 participantes e mais de 20 startups. A realização do “Web Summit Spotlight” em Cabo Verde representa, assim, a consolidação de uma estratégia de longo prazo que posiciona o país como uma nova porta de entrada para a inovação tecnológica em África.

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