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Editor: Celso Soares | Director : Paulo A. Monteiro

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REWILDING PORTUGAL INICIA PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL INTER-GERACIONAL  

Vale do Côa, 17 de Fevereiro de 2026 – Com financiamento da Fundação Calouste Gulbenkian, a Rewilding Portugal, iniciou o seu primeiro programa de educação ambiental no território do Grande Vale do Côa, com a novidade de ser um programa dedicado em simultâneo aos mais novos e aos mais velhos e querendo juntá-los aliás na paisagem e na sua interpretação. Em Janeiro e Fevereiro foram levadas a cabo muitas sessões inseridas neste projeto dividido em três fases distintas, com a especificidade de unir operadores privados e parceiros na educação para a natureza e restauro ecológico. De acordo com a instituição, com o objetivo é aproximar as comunidades locais à natureza e ao restauro ecológico, a iniciativa vai passar por mais de uma dezena de escolas e lares do distrito da Guarda, tendo programado impactar diretamente mais de 350 alunos de várias faixas etárias e ainda mais de 170 seniores de diferentes instituições da região. O projeto abrange oito municípios, Almeida, Guarda, Figueira de Castelo Rodrigo, Mêda Penamacor, Pinhel, Sabugal e Vila Nova de Foz Côa. Numa primeira fase, a Rewilding Portugal, em conjunto com os seus parceiros guias de natureza, Fernando Romão (Wildlife Portugal), Samuel Ribeiro (Beir’aja) e Marco Ferraz (Ambieduca) percorreu escolas e lares para desconstruir e explicar os benefícios de uma estratégia de restauro ecológico, a importância da natureza no nosso dia-a-dia e para desse modo voltar a ligar diferentes gerações à volta da paisagem que as rodeia e interliga entre si. O objetivo claro é recuperar a ligação dos dois grupos etários ao património natural do qual ainda hoje muitos dependem diretamente. Existe ainda o objetivo de explicar a profissão de guia de natureza e as possibilidades profissionais que a mesma oferece a quem a quiser seguir ou tiver essa curiosidade, uma escolha profissional que pode vir a ser cada vez mais determinante e procurada no território.

EMBAIXADA DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE ATENTA AOS EFEITOS DA TEMPESTADE KRISTIN

A embaixada de São Tomé e Principe em Portugal publicou a seguinte Nota Informativa: «NOTA INFORMATIVA – ACOMPANHAMENTO DA SITUAÇÃO PÓS-TEMPESTADE Na sequência das tempestades recentemente registadas em várias regiões de Portugal, em particular na zona centro do país, a Embaixada da República Democrática de São Tomé e Príncipe em Lisboa tem acompanhado, com atenção, a situação dos cidadãos são-tomenses potencialmente afetados. Importa informar que não se registou qualquer vítima mortal de nacionalidade são-tomense, tendo-se tratado, em alguns casos, de situações de alarme que felizmente não se confirmaram. O Governo da República Democrática de São Tomé e Príncipe, através do Senhor Primeiro-Ministro e Chefe de Governo, manifestou oficialmente, no passado dia 30 de janeiro, junto das autoridades portuguesas, a sua profunda preocupação e solidariedade face aos impactos causados pelas intempéries. A Embaixada mantém-se em contacto com entidades locais, acompanhando eventuais situações de vulnerabilidade que venham a ser identificadas, e apela à serenidade, à partilha responsável de informação e ao espírito de solidariedade que sempre caracterizou a nossa diáspora. Qualquer cidadão são-tomense que necessite de apoio ou esclarecimentos poderá contactar a Embaixada pelos canais oficiais. Rua Laura Alves Nº 12, 3º andar 1050-138 Lisboa – Portugal, Telefone: +351 218 439 271 Email: embaixada.lisboa@mne.gov.st»

DOCUMENTÁRIO «CÔA MAIS SELVAGEM» PREMIADO NOS EMIRATOS ÁRABES UNIDOS

Sharjah, Emirados Árabes Unidos, 2 Fevereiro 2026 – O documentário da Rewilding Portugal e João Cosme venceu o 2º lugar na categoria de Melhor Documentário, dos Xposure Photography and Film Awards. Foram mais de 600 filmes de 60 países a candidatarem-se e existiram apenas 9 vencedores. É já o quinto prémio atribuído ao filme. Este documentário, que acompanha a emocionante viagem do rio Côa, que corre de sul para norte, dando a conhecer as suas paisagens sem fim, e a incrível a vida selvagem que o rodeia, e que está a regressar, mostra-nos o desenvolvimento da natureza neste grande corredor de vida selvagem ao longo dos últimos cinco anos. Realizado por João Cosme, o reconhecimento deste trabalho e da produção audiovisual tem sido objeto de reconhecimento internacional. Desta vez foi em Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, onde o filme venceu o 2º lugar na categoria de Melhor Documentário, dos Xposure Photography and Film Awards. Entre 600 filmes de 60 países a concurso houve 9 vencedores. E este é já o quinto prémio atribuído ao filme, depois de ter vencido a medalha de ouro em Documentários de Vida Selvagem no International Tourism Film Festival (África do Sul); Melhor Direção de Fotografia (DOP) no Fest5 International Film Festival (Índia); Melhor Cinema Verde no International Disaster Film Festival (Turquia); Prémio Especial do Júri no XIII Finisterra Alentejo Film Art & Tourism Festival (em Sines). O documentário “Côa Mais Selvagem”, lançado no final do ano de 2024, tem estado a passar por diversas salas a nível nacional e continua essa viagem não só no país como também no estrangeiro. Foi exibido em mais de 40 sessões e atingiu até ao momento 3.000 espectadores. O filme passou também já por duas vezes na SIC, em horário nobre com mais de um milhão de espectadores. “Côa Mais Selvagem”, um filme de 55 minutos realizado por João Cosme, especialista neste segmento, com produção da Rewilding Portugal e Fernando Teixeira como diretor de produção dá a conhecer o lado mais selvagem de Portugal na região do Grande Vale do Côa e o que está a ser feito para o restaurar e potenciar esse habitat. Durante 55 minutos podemos acompanhar uma viagem pelo rio Côa, conhecer espécies, comportamentos, coexistência, funcionalidade e os empreendedores que apoiam e alavancam este projeto.

SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE DISTINGUIDO COM PRÉMIO DE TURISMO SUSTENTÁVEL NA FITUR 2026, EM MADRID

Madrid, Espanha, 23 de Janeiro de 2026 – São Tomé e Príncipe marcou presença na FITUR – Feira Internacional de Turismo, que decorre em Madrid de 21 a 25 de janeiro, através do Ministério do Turismo, com um pavilhão que integra a Direção-Geral do Turismo e Hotelaria e os parceiros HBD e Prestige. A participação do país ficou assinalada por um importante reconhecimento internacional. No âmbito do evento, São Tomé e Príncipe foi distinguido com o Prémio de Turismo Sustentável 2025, uma iniciativa promovida pela ASICOTUR que reconhece projetos e destinos comprometidos com práticas de turismo responsável, inclusivo e sustentável. A cerimónia de entrega do prémio contou com a presença da Ministra do Turismo do Peru e do Presidente do Governo da Galiza, que entregaram a distinção ao Embaixador de São Tomé e Príncipe em Espanha, com residência em Portugal, Esterline Gonçalves Género. O momento destacou a importância da cooperação turística internacional e o papel do turismo como motor de desenvolvimento económico e social. Durante a cerimónia, o Embaixador sublinhou o firme compromisso de São Tomé e Príncipe com o turismo sustentável, realçando a relevância da cooperação internacional, em particular o projeto de Cooperação Triangular na Ilha de São Tomé, liderado pela SEGIB e financiado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua. A participação santomense na FITUR incluiu ainda momentos de promoção da identidade nacional no stand do país, onde foi realizado um brinde com licor de gengibre produzido localmente, simbolizando a riqueza cultural, a hospitalidade e os sabores de São Tomé e Príncipe. Com esta distinção, São Tomé e Príncipe afirma-se como um destino de futuro, onde natureza, cultura e sustentabilidade caminham lado a lado, reforçando a sua abertura a parcerias estratégicas, investimentos responsáveis e à descoberta de experiências turísticas autênticas.

ANTÓNIO JOSÉ SEGURO VENCE PRIMEIRA VOLTA DAS PRESIDENCIAIS

Lisboa, Janeiro de 2026 — António José Seguro foi o candidato mais votado na primeira volta das Eleições Presidenciais de 2026, ao reunir 31,11% dos votos, correspondentes a 1.754.904 eleitores, num escrutínio marcado por elevada fragmentação do voto e por uma abstenção de 47,65%. Apesar da vitória, o resultado fica aquém da maioria absoluta necessária para a eleição direta, levando a disputa para uma segunda volta, na qual Seguro enfrentará André Ventura, segundo candidato mais votado, com 23,52% (1.326.648 votos). Um centro fragmentado e uma direita dividida Os resultados revelam um eleitorado disperso, sobretudo no espaço do centro e da direita. João Cotrim de Figueiredo surge em terceiro lugar, com 16,00% (902.571 votos), confirmando uma expressão eleitoral relevante, mas insuficiente para chegar à segunda volta. Logo a seguir, destaca-se o Almirante Henrique Gouveia e Melo, com 12,32% (695.091 votos), um resultado significativo para uma candidatura de perfil independente, mas que não conseguiu capitalizar plenamente a notoriedade pública adquirida nos últimos anos. Luís Marques Mendes, com 11,30% (637.394 votos), fecha o grupo dos candidatos com votação de dois dígitos, reforçando a ideia de um eleitorado moderado dividido entre várias opções, o que acabou por beneficiar os dois candidatos mais polarizadores da corrida. Resultados modestos à esquerda e candidaturas residuais À esquerda, os resultados foram globalmente modestos. Catarina Martins obteve 2,06% (116.303 votos), enquanto António Filipe ficou pelos 1,64% (92.589 votos), números que refletem dificuldades de mobilização e uma possível transferência de eleitores para candidaturas mais centristas ou abstencionistas. As restantes candidaturas tiveram expressão residual, com Manuel João Vieira (1,08%), Jorge Pinto (0,68%) e outros candidatos abaixo de 0,2%, confirmando um impacto político limitado no resultado final. Abstenção elevada e voto de protesto A abstenção de 47,65%, correspondente a 5.250.145 eleitores, volta a ser um dos dados mais marcantes do ato eleitoral, sinalizando desinteresse, cansaço político ou falta de identificação com as candidaturas. Os votos nulos (1,13%) e brancos (1,06%), num total de mais de 126 mil boletins, reforçam também a leitura de algum voto de protesto ou rejeição da oferta política apresentada. Segunda volta em aberto A segunda volta deverá centrar-se na capacidade de António José Seguro alargar a sua base eleitoral ao centro-direita moderado, enquanto André Ventura procurará mobilizar o eleitorado descontente e captar votos dos candidatos eliminados, sobretudo à direita. Com um eleitorado dividido e uma abstenção elevada, o desfecho permanece em aberto, antecipando-se uma campanha intensa e polarizada nas próximas semanas.

EMBAIXADA DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE CELEBRA DIA DA ILHA DO PRÍNCIPE COM SESSÃO CULTURAL E PARTICIPATIVA

Lisboa, 17 de Janeiro de 2026 – A Embaixada da República Democrática de São Tomé e Príncipe em Portugal celebrou, no passado sábado, 17 de janeiro, o Dia da Ilha do Príncipe, com uma sessão evocativa e cultural que reuniu diplomatas, convidados e público em geral num momento de encontro, partilha e reflexão. A iniciativa destacou-se como um espaço de diálogo em torno da memória coletiva, da identidade cultural, da biodiversidade e do futuro da Ilha do Príncipe, promovendo o cruzamento entre cinema, literatura e cidadania ativa. A sessão contou com forte participação do público, num ambiente marcado pelo entusiasmo e pelo orgulho nas origens santomenses. Um dos momentos centrais do programa foi a apresentação da obra “A Praia das Tartarugas”, da autora Catarina Leonardo. Durante a sua intervenção, a escritora conduziu a audiência “numa viagem pela História de São Tomé e Príncipe”, contribuindo para uma melhor compreensão da composição social e cultural do arquipélago. A autora revelou que o livro nasceu das emoções vividas durante uma viagem de férias a São Tomé e Príncipe, sublinhando que o processo criativo foi marcado pelo rigor, pela escuta atenta e pela humildade de aprender com o povo santomense. No animado debate que se seguiu, Catarina Leonardo respondeu às inúmeras questões colocadas por uma audiência interessada e participativa, defendendo a importância de, ao conhecer o outro, se cultivar “um olhar empático e aberto à diferença”. Entre os pontos altos do processo de criação da obra, a autora destacou as pessoas que conheceu, a relação da família com os ciclos da natureza e o simbolismo das tartarugas, evocando o esforço do regresso constante ao local de desova como metáfora de resistência, pertença e continuidade. A programação incluiu ainda a exibição do filme “Lindo”, da realizadora Margarida Gramaxo, que foi acompanhada com grande atenção pelo público. O documentário revela as paisagens luxuriantes da Ilha do Príncipe, a sua fauna marinha e o quotidiano de uma comunidade de pescadores submarinos empenhada na preservação do ecossistema das tartarugas. O filme expõe, de forma sensível, o contraste entre as dificuldades de subsistência das comunidades locais e a necessidade de conservação da espécie, levantando questões como o impacto do lixo nos oceanos, a defesa da natureza como fonte de vida e a responsabilidade de proteger o ambiente para as próximas gerações. Com uma linguagem visual marcante e uma memória profundamente sentida, “Lindo” reforça a imagem do Príncipe como um espaço de cuidado, proteção e afetos, dando origem a um debate igualmente muito participado pela audiência. A sessão terminou com um momento de convívio, marcado por um brinde com LIPTXY, bebida tradicional da Ilha do Príncipe. O Embaixador de São Tomé e Príncipe, Esterline Gonçalves, com a sua cordialidade habitual, encerrou o evento explicando os ingredientes utilizados na produção da bebida e partilhando um momento de proximidade com os presentes, que tiveram oportunidade de conversar informalmente com o diplomata, num ambiente de grande afabilidade e celebração cultural. A história da Ilha do Príncipe, é marcada pela herança colonial, pela economia de plantação e por profundas transformações sociais, está intimamente ligada à forma como hoje se pensa a identidade, a memória e o futuro do território. Descoberta no século XV pelos navegadores portugueses em 1471, tendo sido inicialmente designada Santo Antão e integrada durante séculos nos circuitos atlânticos do açúcar, do café e do cacau, a ilha transporta uma memória coletiva feita de resistência, adaptação e relação intensa com a natureza. Com o declínio das roças e o isolamento progressivo ao longo do século XX, o Príncipe preservou uma biodiversidade única, que viria a ser reconhecida internacionalmente em 2012, com a classificação como Reserva Mundial da Biosfera pela UNESCO. Este percurso histórico ajuda a compreender a centralidade da natureza, da comunidade e dos afetos na construção da identidade príncipeense contemporânea. Foi precisamente este diálogo entre passado, presente e futuro que esteve no centro da sessão evocativa do Dia da Ilha do Príncipe, celebrada a 17 de Janeiro pela Embaixada de São Tomé e Príncipe em Portugal. A literatura, através da obra A Praia das Tartarugas, e o cinema, com o filme Lindo, deram voz a histórias humanas, à relação profunda com o meio natural e à responsabilidade coletiva de preservar a ilha para as próximas gerações, reforçando o Príncipe como um espaço de memória viva, cuidado e esperança.

ILHA DO PRÍNCIPE CELEBRA A SUA IDENTIDADE COM CINEMA, LITERATURA E DIÁLOGO CULTURAL EM LISBOA

Lisboa 14 de Janeiro de 2026 – Pequena em dimensão, mas imensa em riqueza natural e cultural, a Ilha do Príncipe é um dos territórios mais singulares do Golfo da Guiné. Integrada na Região Autónoma do Príncipe, em São Tomé e Príncipe, a ilha é reconhecida internacionalmente pela sua biodiversidade excecional, paisagens preservadas e forte identidade histórica, tendo sido classificada como Reserva Mundial da Biosfera pela UNESCO. É neste contexto de valorização da memória, da cultura e do futuro sustentável que se assinala, a 17 de Janeiro, o Dia da Ilha do Príncipe. No âmbito desta celebração, a Embaixada da República Democrática de São Tomé e Príncipe em Portugal promove uma sessão evocativa e cultural dedicada à comunidade são-tomense e à diáspora, criando um espaço de encontro que honra o passado, reforça os laços identitários e incentiva a reflexão coletiva sobre os caminhos a seguir. A iniciativa propõe um diálogo entre diferentes expressões artísticas e cívicas, reunindo cinema, literatura e cidadania ativa. O programa inclui a exibição do filme LINDO, da realizadora Margarida Gramaxo, e a apresentação do livro A Praia das Tartarugas, da escritora portuguesa Catarina Leonardo. Estas obras convergem em temas como o sentimento de pertença, a proteção da biodiversidade e as narrativas partilhadas entre territórios, comunidades e gerações. Mais do que uma comemoração simbólica, o evento pretende valorizar a memória coletiva, dignificar a presença da diáspora são-tomense em Portugal e estimular o debate sobre identidade, sustentabilidade e futuro, num ambiente de escuta e partilha cultural. A celebração do Dia da Ilha do Príncipe afirma, assim, a relevância deste território não apenas como património natural, mas como espaço vivo de cultura, histórias e relações que ultrapassam fronteiras.

NATACHA KAZATCHKINE É A NOVA SECRETÁRIA GERAL DO FÓRUM CÍVICO EUROPEU

Bruxelas, 12 de Janeiro de 2026 — O Fórum Cívico Europeu (ECF) anunciou a nomeação de Natacha Kazatchkine como a sua nova secretária-geral. A dirigente assumiu oficialmente funções no passado dia 7 de janeiro, iniciando um novo ciclo de liderança na organização. Com um percurso sólido na defesa dos direitos fundamentais e no fortalecimento da sociedade civil, Natacha Kazatchkine traz para o cargo uma vasta experiência adquirida ao longo de vários anos, nomeadamente no seu trabalho na Open Society Foundations (OSF) e na Amnistia Internacional. Reconhecida pela sua profunda especialização em direitos humanos e assuntos da União Europeia, a nova secretária-geral é vista como uma figura-chave para liderar o ECF num contexto de crescentes desafios ao espaço cívico europeu. Em reação à sua nomeação, Natacha Kazatchkine sublinhou a relevância do momento atual para a organização: “Estou entusiasmada por me juntar ao Fórum Cívico Europeu numa altura em que o seu trabalho nunca foi tão importante. O espaço cívico aberto é a força mais poderosa e fiável para a democracia e o melhor antídoto contra o autoritarismo.” Acrescentou ainda assumir o cargo “com gratidão, paixão e compromisso com a essência da missão do ECF: a mobilização pacífica pela liberdade e justiça, o envolvimento cívico para o bem comum e a solidariedade além-fronteiras”. Natacha Kazatchkine sucede a Alexandrina Najmowicz, que liderou o Fórum Cívico Europeu entre 2008 e outubro de 2025. Durante o seu mandato, Najmowicz teve um papel determinante na consolidação da presença da sociedade civil na agenda política da União Europeia. No período de transição, a organização contou com a liderança interina de Giada Negri e João Labrincha, que asseguraram a continuidade e a estabilidade institucional. Ambos permanecem agora na estrutura do ECF: Giada Negri assume as funções de vice-secretária-geral e diretora de advocacia e gestão de programas, enquanto João Labrincha passa a diretor de administração e desenvolvimento de redes. Com esta nova equipa de liderança, o Fórum Cívico Europeu entra em 2026 numa posição reforçada, reafirmando o seu compromisso com a promoção da igualdade, da solidariedade e da democracia em toda a Europa.

EXPOSIÇÃO “DESENHAR O LUGAR – PERCURSOS DE PERMANÊNCIA E TRÂNSITO” NO INSTITUTO CAMÕES

Lisboa 13 de Janeiro de 2026 – O Instituto Camões, I.P., em Lisboa, acolhe a partir de 15 de janeiro a exposição “Desenhar o Lugar – Percursos de Permanência e Trânsito”, do artista são-tomense Emerson Quinda, uma das vozes mais promissoras da nova geração das artes plásticas de São Tomé e Príncipe. A mostra estará patente até 27 de fevereiro de 2026, com entrada livre, de segunda a sexta-feira, das 9h30 às 13h30 e das 14h30 às 18h30. A inauguração acontece no dia 15 de janeiro, às 18 horas, no espaço do Instituto Camões, situado na Avenida da Liberdade, nº 270, em Lisboa. Com apenas 26 anos, Emerson Quinda tem vindo a afirmar-se no panorama artístico contemporâneo através de uma linguagem visual marcada pela criação de um universo mítico, onde o real e o imaginário se cruzam. O seu trabalho reflete sobre territórios físicos e simbólicos, explorando ideias de permanência, deslocação e identidade, temas que dialogam diretamente com experiências de trânsito cultural e geográfico. Quinda iniciou os seus estudos artísticos em 2018 e, desde então, participou em diversas exposições coletivas, tanto em São Tomé e Príncipe como no exterior, destacando-se a sua participação numa residência artística em Lisboa, experiência que contribuiu para o amadurecimento da sua prática artística. A exposição conta com curadoria de João Serrão e Ricardo Barbosa Vicente, que propõem um percurso expositivo atento às tensões entre lugar, memória e movimento, convidando o público a uma leitura sensível e contemporânea da obra do jovem artista. “Desenhar o Lugar – Percursos de Permanência e Trânsito” afirma-se, assim, como uma oportunidade única para conhecer o trabalho de um artista emergente da lusofonia, num diálogo aberto entre culturas, territórios e imaginários.

BAILARINO SANTOMENSE ABDULAY BRAGANÇA DIAS REALIZA ESTÁGIO ARTÍSTICO EM PORTUGAL

Lisboa 13 Janeiro de 2026 – O bailarino e coreógrafo santomense Abdulay Bragança Dias encontra-se em Portugal para um importante período de formação e intercâmbio artístico. Natural de São Tomé e Príncipe, o artista vai permanecer em Lisboa durante sete meses, entre Fevereiro e Julho, para integrar o PACAP 9 – Programa Avançado de Criação em Artes Performativas, promovido pelo Fórum Dança, com curadoria do coreógrafo brasileiro Marcelo Evelin. A vinda e permanência de Abdulay em Portugal conta com o apoio da BODYBUILDERS, dirigida pelo coreógrafo português Rafael Alvarez, da Fundação Calouste Gulbenkian, da associação Ilhéu Portátil, liderada por Isabel Mota, também natural de São Tomé e Príncipe e com a apoio adicional em acolhimento por parte da Largo Residências/Jardins do Bombarda e da Companhia Olga Roriz. Estes apoios tornaram possível uma oportunidade considerada única, tendo em conta a escassez de estruturas e de formação especializada em dança contemporânea no arquipélago africano. Antes mesmo do início do curso, Abdulay Bragança Dias irá colaborar como assistente no espetáculo “MONO-NO-AWARE”, da BODYBUILDERS, nas duas últimas apresentações da obra, em Faro e Lisboa, com apoio adicional da Largo Residências / Jardins do Bombarda. Durante a sua estadia, o artista participará ainda em diversas atividades da BODYBUILDERS, orientando aulas e partilhando as suas experiências e linguagens de dança com diferentes públicos. A ligação entre Rafael Alvarez e São Tomé e Príncipe remonta aos anos de 2014 e 2015, período em que o coreógrafo português iniciou um trabalho profundo de intercâmbio artístico com a ilha, culminando na fundação da ANKA | Companhia de Dança Inclusiva de São Tomé e Príncipe. Foi nesse contexto que nasceu uma relação de amizade, partilha e visão artística comum com Isabel Mota, hoje responsável pela associação Ilhéu Portátil, que desempenhou um papel central na viabilização da candidatura de Abdulay ao PACAP. O Fórum Dança atribuiu ao artista uma bolsa destinada a criadores dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), reconhecendo o valor do seu percurso e o impacto social da sua prática artística. Nascido em 1992, Abdulay Bragança Dias é bailarino e artista performativo com mais de uma década de atuação nas áreas da dança urbana e contemporânea. Destaca-se pelo seu forte compromisso comunitário, social e coletivo, sendo atualmente coreógrafo da ANKA, a única estrutura em São Tomé próxima da dança contemporânea, que trabalha com bailarinos com deficiência. O artista acredita profundamente na dança como ferramenta de transformação cultural e desconstrução de preconceitos. Ao longo da sua carreira, participou em residências artísticas internacionais, projetos audiovisuais — como o videoclipe “Dia Xi Má Kua Buaru”, dos Calema —, festivais internacionais e iniciativas sociais de dança voltadas para jovens em situação de vulnerabilidade. Foi vencedor da Competição de Dança Moche Dance, em 2016, e atua também como professor de danças tradicionais, urbanas e contemporâneas. Apesar de possuir formação académica em Engenharia de Telecomunicações e Informática, Abdulay tem investido fortemente na sua formação artística, com residências, cursos intensivos e experiências multidisciplinares que reforçam o seu perfil híbrido entre arte, tecnologia e intervenção social. Este período de residência e formação em Lisboa representa um marco decisivo no percurso do artista. Segundo Abdulay, o PACAP surge como uma oportunidade para aprofundar a sua pesquisa coreográfica, dialogar com novas práticas e discursos artísticos e fortalecer os seus métodos de criação e ensino. “Sonho, um dia, formar uma companhia de dança contemporânea em São Tomé e Príncipe, um país onde os apoios estatais à cultura ainda são escassos e onde a dança permanece à margem. Acredito que esta experiência será um ponto de partida para levar novas aprendizagens e contactos de volta ao meu país, com o compromisso de fazer crescer a dança e a cultura junto de todas as pessoas”, afirma o artista. A experiência em Portugal reforça não apenas o percurso individual de Abdulay Bragança Dias, mas também o potencial transformador da cooperação artística internacional, abrindo caminhos para o fortalecimento da dança contemporânea e inclusiva em São Tomé e Príncipe.

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