São Tomé e Príncipe 13 de Outubro de 2026 – O Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP) venceu as eleições legislativas realizadas a 27 de Setembro, ao conquistar 24 dos 55 lugares da Assembleia Nacional, ficando a quatro deputados da maioria absoluta. Os resultados oficiais, confirmados pelo Tribunal Constitucional (TC), em conformidade com a projeção da Comissão Eleitoral Nacional, indicam que nenhuma força política alcançou, isoladamente, a maioria absoluta. O MLSTP obteve ligeiramente mais votos do que a Ação Democrática Independente (ADI), enquanto a coligação Movimento de Cidadãos Independentes–Partido Socialista/Partido de Unidade Nacional (MCI-PS/PUN) superou o Movimento Basta.
ADI e MCI-PS/PUN assinam acordo parlamentar
No dia 6 de Outubro, a ADI e a coligação MCI-PS/PUN assinaram um acordo parlamentar para apoiar a formação de um Governo liderado pelo atual primeiro-ministro são-tomense, Américo Ramos. O entendimento assegura à ADI o apoio de 29 deputados na Assembleia Nacional, alterando o cenário político após a vitória eleitoral do MLSTP.
Após a assinatura do documento, o presidente da coligação MCI-PS/PUN, Domingos Monteiro, justificou a decisão com a necessidade de garantir estabilidade governativa.
“Decidimos dar sustentabilidade parlamentar ao ADI para proporcionar uma maioria confortável de 29 votos no parlamento, o necessário para Governar com estabilidade”, declarou.
A coligação elegeu seis dos 55 deputados da Assembleia Nacional, tornando-se determinante para a concretização do acordo. No entanto, Domingos Monteiro esclareceu que o entendimento não implica a participação do MCI-PS/PUN no próximo Executivo.
“Quero que fique bem claro que o MCI-PS/PUN não fará parte do próximo Governo. O nosso partido tem identidade própria e manterá a sua independência política”, sublinhou, acrescentando que o compromisso visa exclusivamente assegurar a sustentação parlamentar e a estabilidade governativa.
Domingos Monteiro aponta dificuldades durante o processo eleitoral
O dirigente revelou que manteve conversações com os dois partidos mais votados, a ADI e o MLSTP, antes de formalizar o acordo com a primeira. Segundo afirmou, ambas as forças políticas prejudicaram a coligação durante o processo eleitoral.
Monteiro referiu ainda que o MCI-PS/PUN foi impedido pelo Tribunal Constitucional de concorrer em cinco dos oito círculos eleitorais, uma situação que condicionou a participação da coligação nas eleições.
Com o acordo de 6 de Outubro, a ADI passa a dispor de apoio parlamentar para sustentar o Governo de Américo Ramos, enquanto o MLSTP, apesar de ter vencido as legislativas, não fica automaticamente na posição de liderar o Executivo. A coligação MCI-PS/PUN, por sua vez, mantém-se fora do Governo, mas assume um papel relevante na nova configuração política da Assembleia Nacional.



