Produtor de Café Quer Conquistar o Mercado São-tomense

Venâncio Santos de 67 anos, conhecido como Joãozinho, produtor de café em S. Tomé e Principe, há cerca de 20 anos, quer modernizar o seu negócio e adquirir nova maquinaria com o objetivo de aumentar a produção que atualmente se situa nos 100 quilos diários. Joãozinho criou na sua residência, em Ké Morabeza, uma empresa familiar de produção de café onde trabalham a esposa e o filho e quando o trabalho aperta tem mais uma pessoa que os vem ajudar. Num campo em Água Casada, mantem a maior parte das suas plantações de café e agora quer modernizar a sua fábrica com máquinas mais modernas e construir secadores para conseguir aumentar a produção, para atingir esse objetivo gostava de contar com o eventual apoio do Estado são-tomense. Fonte: RSTP
Nigéria, Costa do Marfim, Angola e Qatar sobem no Ranking da FIFA.

A FIFA atualizou de ranking de seleções do ano. Terminada a Taça Asiática e o CAN, Nigéria, Costa do Marfim, Angola e Catar são os que mais sobem. A Nigéria, finalista do CAN, treinada por José Peseiro, sobe 14 lugares para o 28.º posto; o Qatar, que venceu a Taça Asiática, sobe 21 lugares para 37.º; a Costa do Marfim, vencedora do CAN, sobe 10 para 39.º; a Jordânia, finalista da Taça da Ásia, subiu 17 degraus para o lugar 70; Angola, que foi eliminada nos quartos de final, teve a maior subida e entra no top-100 ao subir 24 lugares para o 93.º lugar. O Top-10 não sofreu alterações, Portugal mantem-se no 7.º lugar
A Nova Era da Imigração em Portugal: Histórias de Sucesso e Oportunidades

O fórum sobre o tema “A Nova Era da Imigração em Portugal: Histórias de Sucesso e Oportunidades”, promovido pela H & N Assessoria da Imigração realizou-se no passado dia 27 de Janeiro, na Associação Cabo-verdiana de Lisboa. Segundo a organização, a iniciativa pretende levar ao conhecimento “histórias de sucesso e oportunidades vivenciadas pelos imigrantes e filhos dos PALOP e da CPLP que, apesar dos desafios enfrentados inerentes à legalização e integração na sociedade portuguesa conseguiram atingir os seus objetivos” O Fórum Nova Era da Imigração em Portugal encerrou com um jantar à moda cabo-verdiana: a boa “catchupada” tendo ficado prometido uma próxima edição.
5º Congresso dos Jornalistas Aprova Moção a Favor da Diversidade Étnica nas Redações Portuguesas

Nos dias 18 a 21 de Janeiro passado, decorreu no Cinema S. Jorge, em Lisboa, o 5º Congresso de Jornalistas. Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República Portuguesa, marcou presença e discursou na cerimónia de abertura. Entre os vários temas foram discutidos: a ética do jornalismo para a democracia, a auto-censura, novas formas, velhos hábitos, formação e ensino do jornalismo, como encontrar financiamento para reportagens e projetos jornalísticos. O 5º Congresso de Jornalistas, ficou também marcado por várias comunicações sobre a actual situação do jornalismo em Portugal. João Rosário, jornalista da RTP/África e também uma referência na Magazine Santomensidade, apresentou o tema: “A lente com que vemos o “outro”. “Nas histórias que contamos e na representação do que é ser português não cabem os ciganos, os afrodescendentes, os asiodescendentes os descendentes de outras origens de migração. Todos são retratados como imigrantes, confundindo a sua experiência de portugueses com a experiência dos seus ascendentes” afirmou. O jornalista acrescentou que, “o mesmo processo de isolamento da comunidade idealizada faz-me pensar que é por isso que não há especialistas, comentadores ou analistas nos órgãos de comunicação que representem a diversidade que o país acomoda atualmente. E isso é uma perda para todos nós”, concluiu. Foi também apresentado o livro «Noticiar a Liberdade» com testemunhos de jornalistas que estiveram na cobertura dos acontecimentos ocorridos a 25 de Abril de 1974, o dia em que a ditadura terminou e Portugal regressou à Democracia. O Congresso dos Jornalistas foi promovido pelo Sindicato dos Jornalistas, pela Casa da Imprensa e pelo Clube dos Jornalistas. Fotos: Paulo António Monteiro
Carlos Vila Nova e Patrice Trovoada juntos na Praia de Fernão Dias

A Marcha da Liberdade que envolveu a participação em massa da população juvenil santomense e contou a participação de Carlos Vila Nova e Patrice Trovoada, respectivamente, Presidente da República e o Primeiro-Ministro de São Tomé e Príncipe, culminou com o Ato Central no dia 3 de Fevereiro, alusivo ao Massacre de Batepá, em 1953, em São Tomé e Príncipe. A iniciativa assinala os 71 anos de história de massacres no Arquipélago, permitiu a especial atenção de dois dos 6 sobreviventes do fatídico Massacre de 1953, onde muitos filhos são-tomenses perderam a vida através de tortura em consequência do trabalho forçado e da escravatura. Durante a intervenção de Carlos Vila Nova, o Presidente da República disse que “3 de Fevereiro foi o culminar de um conjunto de ações trouxeram o sofrimento, é parte da nossa história e não podemos renegá-la e nós não podemos renega-la” O Massacre de Batepá, é uma história que não tem registo exacto do número de mortes. Mas, estima-se nas centenas os são-tomenses que sucumbiram por causa da tortura executada pelo regime colonial durante o mês de Fevereiro de 1953. Os forros (nativos), principalmente os residentes na antiga Vila da Trindade e nos arredores do Distrito de Mé-Zochi, foram os que mais resistiram à pressão orquestrada pelo Governador Carlos Gorgulho, para trabalharem como contratados nas roças de cacau e café, ou então nas obras públicas. Segundo os relatos da época, o Massacre de Batepá deveu-se á Carta dos naturais de STP enviada a 30 de Setembro de 1950 para o Ministro do Ultramar, dando conta de injustiças praticadas por Carlos de Sousa Gorgulho contra a população nativa, o que enfureceu fortemente o então Governador. Além do descontentamento e tensão provocada na população forra pela entrevista ao jornal Voz de S. Tomé dada pelo Inspector da Curadoria Geral dos Serviçais, Franco Rodrigues, dada em 8 de Janeiro, numa tentativa de promover o equilíbrio social colocando no mesmo patamar forros os, angolares, minuiês e serviçais contratados das roças, prenunciando o advento do contrato para todos. De recordar que perante o cidadão forro, a designação “contratado” tem o carácter bastante pejorativo. Considerando história como o elemento interpretativo da dinâmica do passado, do presente e do futuro, fica o registo de memória que motivou o Ato Central na Praia de Fernão Dias, onde está situado o Monumento que simboliza os mártires do Massacre de 1953 em São Tomé e Príncipe. Na iniciativa presidida por Carlos Vila Nova, participaram também o Patrice Trovoada, Primeiro-Ministro entre os Membros do Governo, Corpo Diplomático acreditado em São Tomé e Príncipe, Chefias Militares e demais Órgãos de Soberania do País.
“Guela di Gingant” ganhou prémio no Festival D’AGBEY

A cineasta são-tomense Katya Aragão venceu o prémio de melhor curta-metragem com “Guela di Gingant” no Festival de D’AGBEY realizado em dezembro de 2023, em Lomé, Togo. “Guela di Gingant” (A Guerra de Gigantes), é o título da produção cinematográfica premiada que relata histórias e factos sobre as espécies de búzios existentes em São Tomé e Príncipe, nomeadamente o búzio vermelho e o búzio d’obô. Segundo a produtora Tela Digital Media Group “um búzio d´obô, luta pela sobrevivência contra o invasor Kwame (búzio gigante da África Ocidental). Será que Manu conseguirá proteger o seu território e garantir a sobrevivência da sua espécie, ou será que Kwame triunfará sobre ele?” O Festival D’AGBEY, é um evento internacional promovida pela Associação WOTIK que celebram as línguas maternas através do acolhimento de filmes feitos em crioulos ou dialetos para incentivar produções cinematográficas nas línguas nacionais dos países participantes. Nessa edição, estiveram representados países como Togo, Argélia, Tunísia, Senegal, Quênia, Costa do Marfim, São Tomé e Príncipe, Haiti e Gana. O tema de 2023 foi “Afirmação da identidade cultural, arma poderosa para o crescimento económico e desenvolvimento sustentável”, de acordo com a página do evento. De acordo com Afebia, que cita os organizadores, o Festival D’AGBEY “ é uma poderosa arma cultural para afirmar a identidade e promover o desenvolvimento. Os filmes em língua local são vistos como veículos essenciais para transmitir mensagens autênticas, cativando o público através das barreiras linguísticas.” e o Kankoué Martial FOLLY-KOUEVI(togolês) é o promotor do referido festival. Na edição do ano 2023, participaram 21 filmes provenientes de diversos países e São Tomé e Príncipe situa-se entre os vencedores, como se segue. Longa-metragem de ficção CAURIS, atribuído ao filme Heroes of Africa, Gana Curta-Metragem de ficção, foi atribuído ao filme Half Soul, Tunísia Curta-metragem documental, ao filme A Batalha dos Gigantes, São Tomé e Príncipe Cauris Favorito do Juri, vai para o filme Where The River Devides, Quénia Cauris Nacional, foi atribuído ao filme Mea Culpa, Togo Kátia Aragão nasceu em 1986 em São Tomé e Príncipe, é cineasta, produtora, jornalista e curadora do TEDx São Tomé. É licenciada em Ciências da Comunicação e da Cultura pela Universidade Lusófona, Portugal. Do seu histórico filmográfico constam, entre vários outros, “Muncanha”, “ Um Dia na Terra”, “A Antologia Wê” e “Mina Kiá”, com o qual se estreou na direção.
Novo Bispo São Tomense Apresenta-se à Comunidade em Portugal

A comunidade são-tomense reúniu-se no domingo, 28 de Janeiro, na Igreja de Nossa Senhora da Boa Água, Paróquia da Quinta do Conde, com o objetivo de conhecer o seu novo bispo, D. João de Ceita Nazaré, de 50 anos. O Bispo de São Tomé e Príncipe, nomeado pelo Papa Francisco, tem a sua ordenação episcopal e tomada de posse agendada para dia 17 de Março. O prelado membro do clero desta diocese lusófona desempenhava, até agora, funções de vigário-geral e pároco da Catedral de Nossa Senhora das Graças, em São Tomé. “Fica marcado na história da Igreja de São Tomé e Príncipe como primeiro bispo nativo a conduzir os destinos da Diocese, depois de cinco séculos da presença do cristianismo”, refere uma nota divulgada pela diocese de São Tomé e Príncipe. D. João de Ceita Nazaré, nasceu a 22 de Agosto de 1973, em Trindade (São Tomé), tendo frequentado o Seminário Maior em Lisboa. Licenciou-se-se em Teologia na Universidade Católica Portuguesa e em Literatura Portuguesa, no Instituto Politécnico de Bragança. Foi ordenado padre a 4 de Agosto de 2006, em São Tomé. A Diocese de São Tomé e Príncipe encontrava-se vacante desde Julho de 2022, quando o Papa aceitou a renúncia de D. Manuel António dos Santos, religioso português que tinha sido nomeado para esta missão em 2007. D. António Pedro Bengui, bispo auxiliar de Luanda, Angola, tem desempenhado desde então as funções de administrador apostólico. Fotos gentilmente cedidas por Alcibiades Foto Fonte: Agência ECCLESIA
XVIIIº Governo de São Tomé e Príncipe remodelado

Na sequência da promulgação do decreto-lei na segunda-feira, o presidente Vila Nova procedeu à remodelação do XVIII governo constitucional de São Tomé e Príncipe sob a proposta de Patrice Trovoada, Primeiro-ministro são-tomense. Com a entrada de cinco ministros novos, a nova estrutura governamental de São Tomé e Príncipe passou a ser constituída por 13 ministérios. Os novos membros do governo são Lúcio Daniel Lima Magalhães, na Presidência do Conselho de Ministros, dos Assuntos Parlamentares e da Coordenação do Desenvolvimento Sustentável; Ângela José da Costa que exercia o cargo de embaixadora na Guiné-Equatorial passa a ser a nova Ministra da Saúde e dos Direitos da Mulher; Disney Leite Ramos na Economia; Nilda Borges da Mata para o Ministério do Ambiente; e José do Nascimento de Rio nas Infraestruturas e Recursos Naturais. Foram reconduzidos os antigos ministros Ilza Amado Vaz, na Justiça, Administração Pública e Direitos Humanos, e Gareth Guadalupe, transferido do Ministério da Presidência do Conselho de Ministros e Assuntos Parlamentares para os Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades, que assumia cumulativamente desde Julho de 2023. Com os ajustes da nova estrutura governamental, empossada no dia 9 de Janeiro de 2024, espera-se do novo elenco dinâmicas que vão de encontro aos interesses da Nação santomense, inclusive das suas Comunidades e Diáspora espalhadas pelo Mundo.
Árbitro Assistente “Miro Reis” está na CAN’24

Abelmiro dos Reis Monte Negro (Miro Reis) é o único árbitro-assistente santomense que integra a lista composta por 68 árbitros seleccionados para a Taça das Nações Africanas – CAN’24, a decorrer até o próximo dia 11 de Fevereiro do ano em curso na Costa do Marfim. Nessa lista de arbitragem, o Egito e Marrocos lideram com 7 árbitros cada. Enquanto São Tomé e Príncipe e Moçambique são representados por 1 árbitro, cada. Embora São Tomé e Príncipe não se tenha qualificado para participar no maior evento desportivo a nível de África, organizado pela Confederação Africana de Futebol (CAF), Abelmiro Monte Negro, transporta o nome do País até Abjan, Capital da Costa de Marfim com o espírito de “missão”. De recordar que a experiencia do árbitro assistente são-tomense “Miro Reis”, passa por iniciativas como CHAN 2023, Mundial U20, CAN U-17 e CAN U-23 em 2019 para além de jogos das competições africanas de clubes e seleções em 2023, nomeadamente de Argélia vs Etiópia, e Níger vs Camarões. Compôs a equipa de arbitragem que dirigiu o desafio de atribuição da medalha de bronze como 2º árbitro assistente. Fonte: Jornal de Angola,