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Editor: Celso Soares | Director : Paulo A. Monteiro

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SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE – ATUALIZAÇÃO OBRIGATÓRIA DO CADASTRO SOCIAL

S. Tomé, 6 de Abril de 2026 – A Direção da Proteção Social, Solidariedade e Família informou que todos os agregados familiares inscritos no programa do Cadastro Social Único (CSU) devem proceder, de forma obrigatória, à recertificação e atualização dos seus dados até ao próximo dia 10 de abril, sob pena de perderem definitivamente o acesso aos benefícios sociais. Segundo a instituição, o processo de atualização é obrigatório para todos os membros dos agregados familiares registados, sendo uma condição essencial para garantir a continuidade do apoio prestado no âmbito dos programas de proteção social em vigor no país. A Direção apela aos beneficiários para que se dirijam com a máxima urgência aos Centros de Atendimento da Proteção Social existentes nos respetivos distritos, a fim de regularizarem a sua situação dentro do prazo estabelecido. O Cadastro Social Único (CSU) constitui uma base de dados nacional gerida pela Direção de Proteção Social, cuja principal finalidade é identificar e classificar socioeconomicamente os agregados familiares, facilitando assim o acesso mais justo e organizado aos diferentes programas de apoio social disponíveis em São Tomé e Príncipe com os seguintes objetivos: As autoridades reforçam que a atualização atempada dos dados é fundamental para garantir que os benefícios sociais continuem a chegar às famílias que realmente necessitam, apelando à colaboração de todos os inscritos no programa. O sistema permite ao Governo saber quem precisa realmente de apoio, evitar duplicação de benefícios, melhorar o planeamento das políticas sociais, acompanhar a evolução das condições de vida das famílias registadas e direcionar programas como transferências monetárias e assistência social. Além disso, os dados recolhidos servem de base para o desenvolvimento de novos projetos sociais e estratégias nacionais de combate à pobreza. Dados recentes indicam que neste momento estão abrangidos cerca de 5.000 agregados familiares já beneficiam diretamente de programas ligados ao sistema. O objetivo do Governo é expandir a cobertura até cerca de 12.000 famílias em todo o território nacional. Este esforço é particularmente importante num país onde mais de 60% da população vive em situação de pobreza, segundo estimativas oficiais citadas pelas autoridades sociais. O funcionamento do Cadastro Social Único está enquadrado no Decreto-Lei n.º 03/2023, que regula oficialmente o sistema como instrumento estratégico da política nacional de proteção social e redução das desigualdades.

ESTADO PORTUGUÊS DEIXA DE PODER EXIGIR DOCUMENTOS QUE JÁ EXISTAM NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Lisboa 30 de Março de 2026 — Entraram em vigor na terça-feira, 24 de Março, novas regras que impedem os serviços públicos de exigirem aos cidadãos e às empresas documentos que já estejam na posse do Estado. A medida aplica-se de imediato e estende-se agora a organismos com forte impacto económico, com o objetivo de reduzir burocracia, acelerar procedimentos e diminuir custos administrativos. A partir da data da publicação do despacho, os serviços abrangidos deixam de poder solicitar novamente certidões, dados fiscais, registos ou outros documentos sempre que essa informação já exista noutro organismo da Administração Pública. A regra aplica-se tanto a cidadãos como a empresas e pretende simplificar a relação com o Estado, sobretudo em processos ligados a candidaturas e incentivos públicos. Mais entidades passam a estar abrangidas O despacho alarga expressamente o âmbito da medida a organismos com intervenção relevante na gestão de fundos e apoio ao investimento, tradicionalmente associados a procedimentos administrativos mais exigentes. Passam a estar incluídas entidades como: Estas entidades gerem incentivos, fundos europeus e instrumentos de apoio às empresas — áreas onde a redução da carga burocrática poderá ter impacto direto na execução de investimentos. Partilha obrigatória de informação entre serviços Os organismos abrangidos devem assegurar a partilha interna de dados e documentos necessários à correta instrução dos procedimentos administrativos sob a sua responsabilidade. Isto inclui, por exemplo, processos de candidatura a incentivos, fundos europeus ou programas públicos de financiamento. Sempre que um documento já exista num serviço público, deixa de ser necessário apresentá-lo novamente — desde que o titular autorize o acesso. O consentimento mantém-se como condição essencial, garantindo controlo sobre a utilização dos dados pessoais e empresariais. Menos burocracia e processos mais rápidos Na prática, a alteração poderá traduzir-se em: O impacto poderá ser particularmente relevante nos processos associados a fundos europeus, frequentemente criticados pela complexidade e exigência documental. Regra já prevista na lei ganha reforço prático A medida assenta no artigo 28.º-A do Decreto-Lei n.º 135/99, que estabelece que os serviços públicos devem organizar-se para não exigir aos cidadãos documentos que já existam na Administração. O novo despacho reforça agora a aplicação efetiva deste princípio, sobretudo em áreas com maior impacto económico e empresarial. Com esta alteração, o Governo pretende acelerar procedimentos administrativos e reduzir atrasos, promovendo uma Administração Pública mais simples, eficiente e orientada para o utilizador.

ATELETISMO PORTUGUÊS FAZ HISTÓRIA E SOBE AO 4º LUGAR DO RANKING MUNDIAL

Lisboa 23 de Março de 2026 – Portugal alcançou o melhor resultado de sempre no Campeonato do Mundo de Atletismo em Pista Coberta ao conquistar, pela primeira vez, três medalhas numa mesma edição — dois títulos mundiais no salto em comprimento, por Baldé e Agate de Sousa, e a prata de Isaac Nader nos 1.500 metros — desempenho que colocou o país no quarto lugar do Ranking Mundial, atrás apenas de potencias da modalidade como os Estados Unidos, Inglaterra e Itália o que  motivou uma receção oficial da equipa pelo Presidente da República, António José Seguro, que distinguiu os três medalhados com a condecoração de mérito no Palácio de Belém . A participação portuguesa na mais recente edição dos Mundial Atletismo em Pista Coberta ficará marcada como um dos momentos mais relevantes da história do desporto nacional. Com duas medalhas de ouro e uma de prata, Portugal alcançou o quarto lugar do quadro classificativo por países, posicionando-se imediatamente atrás das três maiores potências desta edição — Estados Unidos, Inglaterra e Itália — confirmando assim a crescente afirmação do atletismo português no panorama mundial. Os títulos mundiais de Gerson Baldé e de Agate de Sousa, ambos no salto em comprimento, evidenciaram a consistência da escola portuguesa na disciplina, enquanto Isaac Nader, com a medalha de prata nos 1.500 metros, reforçou a competitividade nacional nas provas de meio-fundo. O desempenho da seleção portuguesa mereceu reconhecimento institucional ao mais alto nível. A comitiva foi recebida esta segunda feira, em audiência oficial pelo Presidente da República, António José Seguro, no Palácio de Belém, numa cerimónia  de homenagem ao feito histórico alcançado pelos atletas e respetivas equipas técnicas. Na ocasião, o chefe de Estado destacou o significado do resultado para a projeção internacional do país e o impacto inspirador do sucesso dos atletas junto das novas gerações e condecorou os atletas medalhados. (Ouça aqui as declarações do Presidente da República António José Seguro) Tatjana Pinto, assinou uma das marcas de maior destaque da participação portuguesa ao igualar o recorde nacional dos 60 metros em pista curta, com o tempo de 7,17 segundos, obtido nas eliminatórias da competição, confirmando o seu regresso ao melhor nível internacional na velocidade curta. Na prova de estafetas 4 x 400 m a equipa feminina composta por Sofia Lavreshina, Fatoumata Diallo, Clara Martinha e Carina Vanessa registou um novo record nacional  com o tempo de 3:31.37 minutos ao bateram a marca que vinha de Glasgow’2024 (3:31.93). Os títulos mundiais no salto em comprimento foram conquistados por Baldé e Agate de Sousa, enquanto Isaac Nader garantiu a medalha de prata nos 1.500 metros, reforçando a consistência portuguesa também nas provas de meio-fundo. A prestação integrou uma participação globalmente histórica da seleção portuguesa, que alcançou o melhor resultado de sempre num Campeonato do Mundo de Atletismo em pista coberta. Pela primeira vez, Portugal conquistou três medalhas numa única edição da competição. Agate de Sousa, atleta portuguesa com raizes santomenses, ao conquistar a medalha de ouro no salto em comprimento nos Campeonatos do Mundo de Atletismo 2026 em pista coberta, disputados em Toruń, na Polónia, reeditou 18 anos depois o feito de Naíde Gomes. A vitória confirmou a maturidade competitiva da atleta e reforçou a relevância do salto em comprimento feminino na história recente do atletismo português Recordamos que para além do sucesso competitivo internacional conseguido neste mundial, Agate de Sousa foi recentemente homenageada pelo seu empenho e contributo para o desporto nacional durante a 3.ª edição do evento Awards “Charme & Prestígio: Migrantes e Afrodescendentes”, realizada a 7 de Março de 2026 no Evidência Belverde Atitude Hotel. A iniciativa organizada pela Culturface, com o patrocínio da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) e da RTP África, distingue cidadãs e cidadãos afrodescendentes ou migrantes que, ao longo das suas trajetórias, contribuem de forma relevante para o desenvolvimento do país de acolhimento sublinhou o reconhecimento institucional e social do percurso da atleta. Por seu lado, a Embaixada de São Tomé e Príncipe, em Lisboa, na página oficial, felicitou calorosamente  Agate De Sousa, por esta conquista extraordinária e deseja-lhe contínuos sucessos afirmando que «este feito notável projeta, a nível internacional, o talento, a determinação e a excelência de uma atleta com raízes são-tomenses, constituindo motivo de grande orgulho para São Tomé e Príncipe e para toda a sua diáspora».

GOVERNO APRESENTA REFORMAS ESTRUTURAIS NA HABITAÇÃO, IMIGRAÇÃO E TRABAHO

Lisboa 20 de Março de 2026 – No debate realizado a 18 Março, o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro apresentou na Assembleia da República as principais linhas de ação do Governo em três áreas consideradas estratégicas: legislação laboral, imigração e habitação. As medidas, segundo o chefe do Executivo, visam modernizar o país, reforçar a coesão social e responder a desafios acumulados nos últimos anos. No domínio da legislação laboral, o Governo pretende continuar a privilegiar o diálogo social com parceiros económicos e sindicais. De acordo com o primeiro-ministro, já foram realizadas dezenas de reuniões, das quais resultaram diversos entendimentos. A intenção passa por avançar com um enquadramento mais flexível, sem comprometer direitos fundamentais dos trabalhadores. “É possível ter uma legislação mais flexível sem prejudicar os direitos essenciais”, sublinhou, defendendo um equilíbrio entre competitividade económica e proteção laboral. No que diz respeito à imigração, Luís Montenegro destacou a resolução de cerca de 400 mil processos pendentes, apontando este número como um sinal de eficiência administrativa. Entre as novas medidas, salientou o fim da chamada manifestação de interesse, a criação da Unidade Nacional para Estrangeiros e Fronteiras e a implementação de um novo quadro legislativo. O objetivo, afirmou, é garantir maior controlo, rapidez e transparência nos processos migratórios. Já na área da habitação, o Governo português prepara-se para aprovar, em Conselho de Ministros na próxima semana, um conjunto de reformas destinadas a aumentar a oferta no mercado. Entre as iniciativas previstas estão alterações ao regime do arrendamento e à lei das sucessões, com especial enfoque na facilitação da venda de heranças indivisas. A medida pretende desbloquear imóveis devolutos há décadas e contribuir para mitigar a atual crise habitacional. As propostas apresentadas refletem, segundo o Executivo, uma estratégia integrada para enfrentar alguns dos principais desafios estruturais do país, num momento em que o acesso à habitação, a gestão dos fluxos migratórios e a adaptação do mercado de trabalho continuam no centro do debate público.

AVISO IMPORTANTE – ENSINO SUPERIOR EM PORTUGAL (Ano Letivo 2026/2027)

A Embaixada STP – Portugal emitiu um comunicado a informar todos os potenciais candidatos, pais e encarregados de educação que, «no âmbito do Despacho n.º 14616-D/2025, de 9 de dezembro, foram definidos os limites de vagas para acesso ao ensino superior público português, através dos regimes especiais. Para o ano letivo 2026/2027, o número máximo de candidaturas a submeter por São Tomé e Príncipe é de 343 vagas (correspondentes a 14% do total atribuído no âmbito dos PALOP e Timor-Leste). Chamamos a atenção para o facto de o número de vagas ser limitado, pelo que se recomenda aos interessados: (1) Prepararem atempadamente toda a documentação necessária; (2) Acompanharem as informações oficiais e prazos de candidatura; e, (3) Submeterem candidaturas completas e dentro dos prazos estabelecidos. A Embaixada STP – Portugal continuará a disponibilizar informações atualizadas sobre o processo».

CABO VERDE ACOLHE O PRIMEIRO WEB SUMMIT EM ÁFRICA EM DEZEMBRO 2026

Cabo Verde, Cidade da Praia, 19 Março 2026 – Pela primeira vez, a marca Web Summit vai realizar um evento no continente africano. O anúncio oficial confirma que Cabo Verde será o palco do “Web Summit Spotlight”, marcado para Dezembro de 2026, num passo considerado histórico para a afirmação do país como polo tecnológico internacional. O primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, destacou a importância estratégica desta conquista: trata-se de “um passo decisivo na afirmação de Cabo Verde como uma nação digital e um hub de inovação no Atlântico”. A escolha do arquipélago surge também como reconhecimento do percurso recente do país na transformação digital. Numa publicação oficial, o Governo sublinhou que a decisão reflete “o potencial enquanto plataforma de ligação entre África, Europa e as Américas”. O evento será organizado pela própria Web Summit, contando com o Parque Tecnológico Arquipélago Digital de Cabo Verde como parceiro principal. Inaugurado em 2025, o Tech Park tem sido um dos pilares da estratégia digital cabo-verdiana, atraindo startups, investimento e talento tecnológico. Para Paddy Cosgrave, a escolha de Cabo Verde não é casual. O fundador do evento destaca a “visão clara para o futuro digital” que o país tem vindo a demonstrar ao longo dos últimos anos. O caminho até este momento começou ainda em 2019, quando Cabo Verde se tornou a primeira nação africana com um stand próprio no Web Summit. No ano seguinte, o Governo convidou Paddy Cosgrave a visitar o país, reforçando os laços institucionais. A relação intensificou-se em 2023, quando Ulisses Correia e Silva subiu ao palco do Web Summit no Rio de Janeiro, tornando-se o primeiro líder africano a discursar no evento. Já em 2025, Cabo Verde marcou presença em Lisboa com a sua maior delegação de sempre: cerca de 200 participantes e mais de 20 startups. A realização do “Web Summit Spotlight” em Cabo Verde representa, assim, a consolidação de uma estratégia de longo prazo que posiciona o país como uma nova porta de entrada para a inovação tecnológica em África.

AIMA ESCLARECE ATUALIZAÇÃO DE TARIFAS E NEGA AUMENTO EXTRAORDINÁRIO

Lisboa 17 Março de 2026 – A Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) veio a público esclarecer as recentes alterações nos valores cobrados pelos seus serviços, após surgirem dúvidas sobre um eventual aumento de tarifas. Em comunicado, a entidade garante “que não implementou qualquer aumento de tarifas”, sublinhando que a atualização de preços que entrou em vigor no passado dia 1 de março de 2026 resulta exclusivamente do cumprimento da lei. Segundo a AIMA, foi apenas aplicada “a atualização anual prevista na Portaria n.º 307/2023, de 13 de outubro”, um mecanismo já definido e obrigatório no enquadramento legal em vigor. A agência reforça que esta revisão de valores constitui uma “atualização técnica e obrigatória”, afastando a ideia de qualquer decisão autónoma ou discricionária por parte da instituição. “Não corresponde a uma decisão da AIMA nem a qualquer aumento extraordinário”, destaca ainda o organismo. A clarificação surge num contexto de crescente atenção pública sobre os custos associados a processos administrativos ligados à imigração e regularização de cidadãos estrangeiros em Portugal. Com esta posição, a AIMA procura assegurar transparência e reforçar que os novos valores decorrem apenas da aplicação automática das regras legais estabelecidas. Portaria n.º 307/2023, de 13 de outubro A Portaria n.º 307/2023, de 13 de outubro, é um diploma português que aprova a tabela de taxas e outros encargos devidos pelos procedimentos administrativos da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), que sucedeu ao antigo SEF. Define quanto se paga por pedidos, emissões de documentos e outros atos relacionados com migrações e asilo. Principais pontos Objeto: Aprovar/atualizar a tabela de taxas e encargos administrativos da AIMA. Âmbito: Procedimentos de migração, residência, asilo e atos conexos. Beneficiário das taxas: AIMA, enquanto serviço público com competências em migrações e asilo. Revogação/atualização: Vem substituir/atualizar portarias anteriores de taxas do antigo SEF. Conteúdo essencial A portaria estabelece, em anexo, uma tabela de taxas que discrimina, para cada tipo de ato ou procedimento (por exemplo, emissão de títulos de residência, prorrogações, autorizações, certos certificados ou atos instrutórios), o valor a pagar pelo particular. Esses valores são normalmente fixados em euros, podendo distinguir-se entre diferentes categorias de requerentes ou situações específicas. Finalidade e contexto O objetivo é uniformizar e dar transparência aos custos dos serviços prestados pela AIMA, enquadrando-os no regime geral de taxas administrativas e ajustando-os à nova orgânica criada com a extinção do SEF. Funciona, na prática, como o “regulamento português de taxas administrativas” aplicável aos procedimentos que correm neste organismo. Importância prática Na prática, esta portaria é o referencial jurídico para saber quanto deve ser cobrado ao cidadão ou entidade que apresenta um pedido junto da AIMA. É relevante para: Principais taxas da AIMA (valores típicos) Os valores podem sofrer ligeiras atualizações anuais (como aconteceu em março de 2026), mas estes são os intervalos mais comuns. Autorizações de residência Caso 1: Uma pessoa- (autorização de residência normal) Etapas e custos: Total inicial: ~ €250 Caso 2: Família de 3 pessoas – (1 titular + 2 familiares por reagrupamento) Titular: Familiares (cada um): €240 por pessoa Total família: Total geral família 3 pessoas: ~ €730 Renovação da família Total acumulado (com renovação): ~ €1.200 Custos extra (muito comuns) Além das taxas principais, há despesas adicionais frequentes: Estes extras podem facilmente acrescentar + €100 a €300 ao total. Como reduzir custos A AIMA permite poupanças: Um processo de €250 pode baixar para cerca de €190–€200. Conclusão prática Com extras: pode ultrapassar €1.500 Mesmo sem “aumentos extraordinários”, como a AIMA explica, o impacto financeiro é significativo — sobretudo para famílias ou processos mais complexos. Um processo completo pode facilmente ultrapassar €250–€300. Vistos e permanência Documentos e serviços adicionais Reagrupamento familiar Para uma família, os custos acumulam rapidamente. Regime especial Ex: Autorização de residência para investimento (“vistos gold”) Estes são os valores mais elevados da tabela. Descontos e formas de poupança A portaria prevê reduções importantes: Na prática, usar plataformas digitais pode representar uma poupança relevante. Podemos concluir que as taxas da AIMA são definidas legalmente pela portaria, sendo a atualização de 2026 automática e não um aumento político. Os custos variam muito conforme o tipo de processo e a digitalização pode ajudar a reduzir despesas. No entanto, mesmo sem “aumentos extraordinários”, como a AIMA explica, o impacto financeiro é significativo — sobretudo para famílias ou processos mais complexos.

UNIÃO EUROPEIA REFORÇA REGRAS SOBRE CARTAS DE CONDUÇÃO E INFRAÇÕES RODOVIÁRIAS

A União Europeia deu mais um passo na harmonização das regras de segurança rodoviária com a aprovação de um novo pacote legislativo centrado nas cartas de condução e na cooperação entre Estados-Membros. Entre as medidas mais relevantes destaca-se a Diretiva (UE) 2025/2206, que cria um mecanismo de comunicação destinado a tornar mais eficaz a aplicação de sanções por infrações graves. O novo sistema foi concebido sobretudo para lidar com situações consideradas particularmente perigosas no contexto da segurança rodoviária. Até agora, muitas infrações cometidas fora do país de origem do condutor tinham consequências limitadas ao território onde ocorreram. Com esta legislação, esse cenário muda significativamente. De acordo com as novas regras, decisões de inibição de conduzir aplicadas num Estado-Membro poderão passar a produzir efeitos também no país que emitiu a carta de condução. Na prática, isto significa que certas infrações graves deixam de ficar circunscritas ao local onde foram cometidas e passam a ter impacto em toda a União Europeia. Por exemplo, se um condutor português cometer uma infração grave noutro país da UE e for proibido de conduzir nesse território, essa decisão poderá ser comunicada às autoridades nacionais. Como consequência, a sanção poderá igualmente ser aplicada em Portugal, levando à suspensão ou mesmo à retirada da carta de condução, ainda que a infração tenha ocorrido no estrangeiro. Entre as infrações abrangidas por este mecanismo estão comportamentos de elevado risco, como não manter distância de segurança, realizar ultrapassagens perigosas, conduzir em sentido contrário ou abandonar o local após um acidente. Estes casos passam a ser alvo de uma cooperação mais estreita entre os Estados-Membros. Apesar do reforço das medidas, a legislação prevê alguma flexibilidade. O país de origem do condutor poderá optar por não executar a decisão recebida, tendo em conta as circunstâncias específicas da infração e as regras definidas no diploma europeu. A implementação deste mecanismo será faseada. O calendário europeu estabelece que os Estados-Membros têm até 26 de novembro de 2028 para adaptar as suas legislações nacionais às novas normas. Só após esse período o sistema deverá estar plenamente operacional em toda a União. Com este pacote legislativo, Bruxelas pretende aumentar a segurança nas estradas europeias e garantir que comportamentos perigosos ao volante tenham consequências efetivas, independentemente das fronteiras.

PRÉMIOS “CHARME & PRESTÍGIO” CELEBRAM O MÉRITO DE MIGRANTES E AFRODESCENDENTES

Lisboa 9 de Março de 2026 – A valorização do talento e do contributo cívico das comunidades migrantes voltou a ganhar palco no passado dia 7 de Março de 2026, com a realização da 3ª edição do Awards “Charme & Prestígio: Migrantes e Afrodescendentes” desta feita com palco no Evidência Belverde Atitude Hotel localizado no Seixal. A iniciativa reconhece cidadãs e cidadãos afrodescendentes ou migrantes que, ao longo das suas trajetórias, têm contribuído de forma relevante para o desenvolvimento do país de acolhimento. Promovido pela Culturface – Associação Cultural Para o Desenvolvimento, o evento consolida-se como uma plataforma de visibilidade e celebração da excelência nas mais diversas áreas profissionais e sociais. Segundo a organização, a iniciativa procura não apenas premiar percursos de sucesso, mas também reforçar valores de inclusão, representatividade e cidadania ativa. A expectativa de uma casa cheia cumpriu-se numa tarde repleta de glamour e emoção animadas pelos artistas convidados e homenageados. Esterline Gonçalves Género, Embaixador de São Tomé e Príncipe em Lisboa que abriu a cerimonia. Associaram-se ao evento o presidente da Câmara deo Seixal Paulo Silva, Miguel Feio vareador da sustentabilidade e património. A Câmara Municipal de Oeiras fez-se representar Emerson Mota adjunto do presidente, Carla Adão Diretora de programas da RTP Africa e Vera Monica Barracho vogal do conselho diretivo da AIMA. A Gala contou a atuação especial de Mister Jack, Sandra Cordeiro e Big Carlos e Kládio Hhoshai e Azomé Pinto que reforçaram a componente cultural e de celebração da lusofonia que caracteriza o evento. A edição de 2026 distinguiu personalidades que se destacaram em diferentes setores da sociedade. Foram galardoados: Entretenimento: Azomé Pinto Média: Flávia Brito Música: Kládio Hhoshai Restauração e Turismo: Carolina Brito Responsabilidade Social: Ermenegildo Carvalho Moda: Thais Dias Integração e Desenvolvimento: Neuza Monteiro Advocacia e Cidadania: Dr. Adriano Malane Saúde: Dr. Augusto Mansona Política: Armando Soares Associativismo e Liderança: Saydatina Dias Performance: Walket Bungué Desporto: Agáte Sousa Carreira: António Pedro Monteiro Sousa A organização contou com o apoio institucional de entidades como a AIMA, RDP África, parcerias que sublinham a relevância crescente da iniciativa no panorama associativo e cultural. Ao realizar a sua terceira edição, o Awards “Charme & Prestígio” afirmou-se como um espaço de reconhecimento público do mérito das comunidades migrantes e afrodescendentes, promovendo exemplos inspiradores de integração, liderança e impacto social em Portugal. Fotos: Nelson Nunes

TEATRO COMO INSTRUMENTO DE MUDANÇA SOCIAL EM SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE

Lisboa 10 de Março de 2026 – Em São Tomé e Príncipe, o teatro tem assumido um papel que vai além da expressão artística, funcionando como meio de educação informal e de comunicação direta com as comunidades. Esta é a visão citada pela luso.eu jornal das comunidades, do professor universitário e dramaturgo Pedro Sequeira de Carvalho, presidente da companhia teatral DEMOS, que utiliza a dramaturgia como forma de intervenção cívica e reflexão sobre problemas sociais. Segundo o autor, o teatro possui grande aceitação entre a população são-tomense e é frequentemente utilizado por instituições públicas e organizações não governamentais para transmitir mensagens de sensibilização. A capacidade de alcançar diferentes públicos ao mesmo tempo torna a arte cénica, na sua perspetiva, uma ferramenta eficaz de consciencialização coletiva e de promoção de mudanças sociais. Ao longo do seu percurso, Pedro Sequeira de Carvalho tem desenvolvido peças que abordam temas como desigualdade, violência doméstica, pobreza, alcoolismo, gravidez na adolescência e igualdade de género. O dramaturgo afirma que esses temas surgem da própria realidade social do país e representam uma forma de exercício de cidadania ativa, através da escrita e da representação teatral. O trabalho da companhia DEMOS tem conquistado maior adesão do público, com iniciativas como apresentações regulares de teatro que atraem famílias e novos espectadores. O autor destaca também o impacto das peças junto das comunidades, relatado por espectadores que afirmam ter alterado comportamentos após assistirem aos espetáculos. Apesar dos avanços, o dramaturgo alerta para a fragilidade estrutural do setor cultural no país. As artes cénicas enfrentam falta de financiamento, ausência de políticas públicas consistentes, escassez de espaços de apresentação e poucos incentivos à produção artística. Ainda assim, Pedro Sequeira de Carvalho mantém a convicção de que o teatro pode tornar-se uma poderosa ferramenta de transformação social, capaz de estimular pensamento crítico e contribuir para a construção de uma sociedade mais consciente.

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