EMBAIXADA DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE CELEBRA DIA DA ILHA DO PRÍNCIPE COM SESSÃO CULTURAL E PARTICIPATIVA

Lisboa, 17 de Janeiro de 2026 – A Embaixada da República Democrática de São Tomé e Príncipe em Portugal celebrou, no passado sábado, 17 de janeiro, o Dia da Ilha do Príncipe, com uma sessão evocativa e cultural que reuniu diplomatas, convidados e público em geral num momento de encontro, partilha e reflexão. A iniciativa destacou-se como um espaço de diálogo em torno da memória coletiva, da identidade cultural, da biodiversidade e do futuro da Ilha do Príncipe, promovendo o cruzamento entre cinema, literatura e cidadania ativa. A sessão contou com forte participação do público, num ambiente marcado pelo entusiasmo e pelo orgulho nas origens santomenses. Um dos momentos centrais do programa foi a apresentação da obra “A Praia das Tartarugas”, da autora Catarina Leonardo. Durante a sua intervenção, a escritora conduziu a audiência “numa viagem pela História de São Tomé e Príncipe”, contribuindo para uma melhor compreensão da composição social e cultural do arquipélago. A autora revelou que o livro nasceu das emoções vividas durante uma viagem de férias a São Tomé e Príncipe, sublinhando que o processo criativo foi marcado pelo rigor, pela escuta atenta e pela humildade de aprender com o povo santomense. No animado debate que se seguiu, Catarina Leonardo respondeu às inúmeras questões colocadas por uma audiência interessada e participativa, defendendo a importância de, ao conhecer o outro, se cultivar “um olhar empático e aberto à diferença”. Entre os pontos altos do processo de criação da obra, a autora destacou as pessoas que conheceu, a relação da família com os ciclos da natureza e o simbolismo das tartarugas, evocando o esforço do regresso constante ao local de desova como metáfora de resistência, pertença e continuidade. A programação incluiu ainda a exibição do filme “Lindo”, da realizadora Margarida Gramaxo, que foi acompanhada com grande atenção pelo público. O documentário revela as paisagens luxuriantes da Ilha do Príncipe, a sua fauna marinha e o quotidiano de uma comunidade de pescadores submarinos empenhada na preservação do ecossistema das tartarugas. O filme expõe, de forma sensível, o contraste entre as dificuldades de subsistência das comunidades locais e a necessidade de conservação da espécie, levantando questões como o impacto do lixo nos oceanos, a defesa da natureza como fonte de vida e a responsabilidade de proteger o ambiente para as próximas gerações. Com uma linguagem visual marcante e uma memória profundamente sentida, “Lindo” reforça a imagem do Príncipe como um espaço de cuidado, proteção e afetos, dando origem a um debate igualmente muito participado pela audiência. A sessão terminou com um momento de convívio, marcado por um brinde com LIPTXY, bebida tradicional da Ilha do Príncipe. O Embaixador de São Tomé e Príncipe, Esterline Gonçalves, com a sua cordialidade habitual, encerrou o evento explicando os ingredientes utilizados na produção da bebida e partilhando um momento de proximidade com os presentes, que tiveram oportunidade de conversar informalmente com o diplomata, num ambiente de grande afabilidade e celebração cultural. A história da Ilha do Príncipe, é marcada pela herança colonial, pela economia de plantação e por profundas transformações sociais, está intimamente ligada à forma como hoje se pensa a identidade, a memória e o futuro do território. Descoberta no século XV pelos navegadores portugueses em 1471, tendo sido inicialmente designada Santo Antão e integrada durante séculos nos circuitos atlânticos do açúcar, do café e do cacau, a ilha transporta uma memória coletiva feita de resistência, adaptação e relação intensa com a natureza. Com o declínio das roças e o isolamento progressivo ao longo do século XX, o Príncipe preservou uma biodiversidade única, que viria a ser reconhecida internacionalmente em 2012, com a classificação como Reserva Mundial da Biosfera pela UNESCO. Este percurso histórico ajuda a compreender a centralidade da natureza, da comunidade e dos afetos na construção da identidade príncipeense contemporânea. Foi precisamente este diálogo entre passado, presente e futuro que esteve no centro da sessão evocativa do Dia da Ilha do Príncipe, celebrada a 17 de Janeiro pela Embaixada de São Tomé e Príncipe em Portugal. A literatura, através da obra A Praia das Tartarugas, e o cinema, com o filme Lindo, deram voz a histórias humanas, à relação profunda com o meio natural e à responsabilidade coletiva de preservar a ilha para as próximas gerações, reforçando o Príncipe como um espaço de memória viva, cuidado e esperança. Fotos: Nelson Nunes
ILHA DO PRÍNCIPE CELEBRA A SUA IDENTIDADE COM CINEMA, LITERATURA E DIÁLOGO CULTURAL EM LISBOA

Lisboa 14 de Janeiro de 2026 – Pequena em dimensão, mas imensa em riqueza natural e cultural, a Ilha do Príncipe é um dos territórios mais singulares do Golfo da Guiné. Integrada na Região Autónoma do Príncipe, em São Tomé e Príncipe, a ilha é reconhecida internacionalmente pela sua biodiversidade excecional, paisagens preservadas e forte identidade histórica, tendo sido classificada como Reserva Mundial da Biosfera pela UNESCO. É neste contexto de valorização da memória, da cultura e do futuro sustentável que se assinala, a 17 de Janeiro, o Dia da Ilha do Príncipe. No âmbito desta celebração, a Embaixada da República Democrática de São Tomé e Príncipe em Portugal promove uma sessão evocativa e cultural dedicada à comunidade são-tomense e à diáspora, criando um espaço de encontro que honra o passado, reforça os laços identitários e incentiva a reflexão coletiva sobre os caminhos a seguir. A iniciativa propõe um diálogo entre diferentes expressões artísticas e cívicas, reunindo cinema, literatura e cidadania ativa. O programa inclui a exibição do filme LINDO, da realizadora Margarida Gramaxo, e a apresentação do livro A Praia das Tartarugas, da escritora portuguesa Catarina Leonardo. Estas obras convergem em temas como o sentimento de pertença, a proteção da biodiversidade e as narrativas partilhadas entre territórios, comunidades e gerações. Mais do que uma comemoração simbólica, o evento pretende valorizar a memória coletiva, dignificar a presença da diáspora são-tomense em Portugal e estimular o debate sobre identidade, sustentabilidade e futuro, num ambiente de escuta e partilha cultural. A celebração do Dia da Ilha do Príncipe afirma, assim, a relevância deste território não apenas como património natural, mas como espaço vivo de cultura, histórias e relações que ultrapassam fronteiras.
NATACHA KAZATCHKINE É A NOVA SECRETÁRIA GERAL DO FÓRUM CÍVICO EUROPEU

Bruxelas, 12 de Janeiro de 2026 — O Fórum Cívico Europeu (ECF) anunciou a nomeação de Natacha Kazatchkine como a sua nova secretária-geral. A dirigente assumiu oficialmente funções no passado dia 7 de janeiro, iniciando um novo ciclo de liderança na organização. Com um percurso sólido na defesa dos direitos fundamentais e no fortalecimento da sociedade civil, Natacha Kazatchkine traz para o cargo uma vasta experiência adquirida ao longo de vários anos, nomeadamente no seu trabalho na Open Society Foundations (OSF) e na Amnistia Internacional. Reconhecida pela sua profunda especialização em direitos humanos e assuntos da União Europeia, a nova secretária-geral é vista como uma figura-chave para liderar o ECF num contexto de crescentes desafios ao espaço cívico europeu. Em reação à sua nomeação, Natacha Kazatchkine sublinhou a relevância do momento atual para a organização: “Estou entusiasmada por me juntar ao Fórum Cívico Europeu numa altura em que o seu trabalho nunca foi tão importante. O espaço cívico aberto é a força mais poderosa e fiável para a democracia e o melhor antídoto contra o autoritarismo.” Acrescentou ainda assumir o cargo “com gratidão, paixão e compromisso com a essência da missão do ECF: a mobilização pacífica pela liberdade e justiça, o envolvimento cívico para o bem comum e a solidariedade além-fronteiras”. Natacha Kazatchkine sucede a Alexandrina Najmowicz, que liderou o Fórum Cívico Europeu entre 2008 e outubro de 2025. Durante o seu mandato, Najmowicz teve um papel determinante na consolidação da presença da sociedade civil na agenda política da União Europeia. No período de transição, a organização contou com a liderança interina de Giada Negri e João Labrincha, que asseguraram a continuidade e a estabilidade institucional. Ambos permanecem agora na estrutura do ECF: Giada Negri assume as funções de vice-secretária-geral e diretora de advocacia e gestão de programas, enquanto João Labrincha passa a diretor de administração e desenvolvimento de redes. Com esta nova equipa de liderança, o Fórum Cívico Europeu entra em 2026 numa posição reforçada, reafirmando o seu compromisso com a promoção da igualdade, da solidariedade e da democracia em toda a Europa.
EXPOSIÇÃO “DESENHAR O LUGAR – PERCURSOS DE PERMANÊNCIA E TRÂNSITO” NO INSTITUTO CAMÕES

Lisboa 13 de Janeiro de 2026 – O Instituto Camões, I.P., em Lisboa, acolhe a partir de 15 de janeiro a exposição “Desenhar o Lugar – Percursos de Permanência e Trânsito”, do artista são-tomense Emerson Quinda, uma das vozes mais promissoras da nova geração das artes plásticas de São Tomé e Príncipe. A mostra estará patente até 27 de fevereiro de 2026, com entrada livre, de segunda a sexta-feira, das 9h30 às 13h30 e das 14h30 às 18h30. A inauguração acontece no dia 15 de janeiro, às 18 horas, no espaço do Instituto Camões, situado na Avenida da Liberdade, nº 270, em Lisboa. Com apenas 26 anos, Emerson Quinda tem vindo a afirmar-se no panorama artístico contemporâneo através de uma linguagem visual marcada pela criação de um universo mítico, onde o real e o imaginário se cruzam. O seu trabalho reflete sobre territórios físicos e simbólicos, explorando ideias de permanência, deslocação e identidade, temas que dialogam diretamente com experiências de trânsito cultural e geográfico. Quinda iniciou os seus estudos artísticos em 2018 e, desde então, participou em diversas exposições coletivas, tanto em São Tomé e Príncipe como no exterior, destacando-se a sua participação numa residência artística em Lisboa, experiência que contribuiu para o amadurecimento da sua prática artística. A exposição conta com curadoria de João Serrão e Ricardo Barbosa Vicente, que propõem um percurso expositivo atento às tensões entre lugar, memória e movimento, convidando o público a uma leitura sensível e contemporânea da obra do jovem artista. “Desenhar o Lugar – Percursos de Permanência e Trânsito” afirma-se, assim, como uma oportunidade única para conhecer o trabalho de um artista emergente da lusofonia, num diálogo aberto entre culturas, territórios e imaginários.
BAILARINO SANTOMENSE ABDULAY BRAGANÇA DIAS REALIZA ESTÁGIO ARTÍSTICO EM PORTUGAL

Lisboa 13 Janeiro de 2026 – O bailarino e coreógrafo santomense Abdulay Bragança Dias encontra-se em Portugal para um importante período de formação e intercâmbio artístico. Natural de São Tomé e Príncipe, o artista vai permanecer em Lisboa durante sete meses, entre Fevereiro e Julho, para integrar o PACAP 9 – Programa Avançado de Criação em Artes Performativas, promovido pelo Fórum Dança, com curadoria do coreógrafo brasileiro Marcelo Evelin. A vinda e permanência de Abdulay em Portugal conta com o apoio da BODYBUILDERS, dirigida pelo coreógrafo português Rafael Alvarez, da Fundação Calouste Gulbenkian, da associação Ilhéu Portátil, liderada por Isabel Mota, também natural de São Tomé e Príncipe e com a apoio adicional em acolhimento por parte da Largo Residências/Jardins do Bombarda e da Companhia Olga Roriz. Estes apoios tornaram possível uma oportunidade considerada única, tendo em conta a escassez de estruturas e de formação especializada em dança contemporânea no arquipélago africano. Antes mesmo do início do curso, Abdulay Bragança Dias irá colaborar como assistente no espetáculo “MONO-NO-AWARE”, da BODYBUILDERS, nas duas últimas apresentações da obra, em Faro e Lisboa, com apoio adicional da Largo Residências / Jardins do Bombarda. Durante a sua estadia, o artista participará ainda em diversas atividades da BODYBUILDERS, orientando aulas e partilhando as suas experiências e linguagens de dança com diferentes públicos. A ligação entre Rafael Alvarez e São Tomé e Príncipe remonta aos anos de 2014 e 2015, período em que o coreógrafo português iniciou um trabalho profundo de intercâmbio artístico com a ilha, culminando na fundação da ANKA | Companhia de Dança Inclusiva de São Tomé e Príncipe. Foi nesse contexto que nasceu uma relação de amizade, partilha e visão artística comum com Isabel Mota, hoje responsável pela associação Ilhéu Portátil, que desempenhou um papel central na viabilização da candidatura de Abdulay ao PACAP. O Fórum Dança atribuiu ao artista uma bolsa destinada a criadores dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), reconhecendo o valor do seu percurso e o impacto social da sua prática artística. Nascido em 1992, Abdulay Bragança Dias é bailarino e artista performativo com mais de uma década de atuação nas áreas da dança urbana e contemporânea. Destaca-se pelo seu forte compromisso comunitário, social e coletivo, sendo atualmente coreógrafo da ANKA, a única estrutura em São Tomé próxima da dança contemporânea, que trabalha com bailarinos com deficiência. O artista acredita profundamente na dança como ferramenta de transformação cultural e desconstrução de preconceitos. Ao longo da sua carreira, participou em residências artísticas internacionais, projetos audiovisuais — como o videoclipe “Dia Xi Má Kua Buaru”, dos Calema —, festivais internacionais e iniciativas sociais de dança voltadas para jovens em situação de vulnerabilidade. Foi vencedor da Competição de Dança Moche Dance, em 2016, e atua também como professor de danças tradicionais, urbanas e contemporâneas. Apesar de possuir formação académica em Engenharia de Telecomunicações e Informática, Abdulay tem investido fortemente na sua formação artística, com residências, cursos intensivos e experiências multidisciplinares que reforçam o seu perfil híbrido entre arte, tecnologia e intervenção social. Este período de residência e formação em Lisboa representa um marco decisivo no percurso do artista. Segundo Abdulay, o PACAP surge como uma oportunidade para aprofundar a sua pesquisa coreográfica, dialogar com novas práticas e discursos artísticos e fortalecer os seus métodos de criação e ensino. “Sonho, um dia, formar uma companhia de dança contemporânea em São Tomé e Príncipe, um país onde os apoios estatais à cultura ainda são escassos e onde a dança permanece à margem. Acredito que esta experiência será um ponto de partida para levar novas aprendizagens e contactos de volta ao meu país, com o compromisso de fazer crescer a dança e a cultura junto de todas as pessoas”, afirma o artista. A experiência em Portugal reforça não apenas o percurso individual de Abdulay Bragança Dias, mas também o potencial transformador da cooperação artística internacional, abrindo caminhos para o fortalecimento da dança contemporânea e inclusiva em São Tomé e Príncipe.
AIMA DEFINE NOVAS REGRAS PARA ESTUDANTES ESTRANGEIROS QUE PRETENDEM FICAR A TRABALHAR EM PORTUGAL

Lisboa 11 de Janeiro de 2026 – A Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) anunciou novas regras para a renovação dos títulos de residência de imigrantes em Portugal, com impacto direto nos estudantes que entraram no país com vistos de estudo e que, entretanto, passaram a exercer atividade profissional. Nos últimos anos, o aumento do número de estudantes internacionais — sobretudo oriundos do Brasil, dos países africanos de língua portuguesa e de várias regiões da Ásia — levou muitos destes cidadãos a permanecer em território nacional após a conclusão dos seus estudos, integrando o mercado de trabalho português. Neste contexto, a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) anunciou, na passada quarta-feira, 7 de Janeiro, a implementação de novas regras para a renovação dos títulos de residência de imigrantes que entraram em Portugal com vistos de estudo e que atualmente exercem atividade profissional. De acordo com o comunicado divulgado pela agência, os estudantes do ensino superior, do ensino profissional e do ensino secundário que pretendam continuar a residir em Portugal para trabalhar deverão obrigatoriamente requerer a alteração da tipologia da autorização de residência inicialmente concedida. A renovação deixará de ser feita pelo mesmo canal utilizado para estudantes. A AIMA informa que será disponibilizado um canal específico para atualização de dados e submissão do pedido de nova autorização de residência, o qual deverá ser efetuado através do Formulário de Contacto disponível no site oficial da instituição (https://contactenos.aima.gov.pt/contact-form). Enquanto o processo não estiver concluído, os estudantes e investigadores deverão fazer-se acompanhar do título de residência caducado, bem como do comprovativo do pedido — agendamento, notificação de agendamento ou recibo de receção — como forma de demonstrar a regularidade da sua permanência em território nacional. A agência alerta ainda que os imigrantes que não procedam ao pagamento das taxas devidas para a regularização da sua situação terão os pedidos de residência anulados. Paralelamente, a AIMA anunciou que já se encontra aberto o processo de renovação dos títulos de residência com validade a expirar durante os meses de janeiro e fevereiro de 2026, reforçando a necessidade de atenção aos prazos e ao cumprimento dos novos procedimentos estabelecidos. As alterações surgem num momento de reorganização do sistema migratório português, após a extinção do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e a criação da AIMA, procurando responder ao aumento da procura por serviços, reduzir pendências e garantir maior adequação entre os títulos de residência e a realidade profissional dos imigrantes em Portugal.
AIMA CONVOCA IMIGRANTES PARA REGULALIZAR TAXAS PENDENTES

Lisboa 4 de Janeiro de 2026 – A Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) está a convocar imigrantes com processos de concessão ou renovação de autorização de residência para regularizarem o pagamento de taxas em falta. A entidade alerta que a falta de acerto de contas levará à extinção dos respetivos processos. Segundo a AIMA, todas as pessoas que não pagaram “a totalidade das taxas para a concessão ou renovação de qualquer autorização de residência tramitada pela Estrutura de Missão” já foram notificadas para proceder ao pagamento do valor em dívida. A agência avisa que, caso o pagamento não seja efetuado, “não será dado seguimento ao atendimento nem à análise do processo”, que acabará por ser extinto, sem direito à devolução de qualquer valor já pago. Os imigrantes que não tenham recebido a notificação, mas que suspeitem ter taxas pendentes, devem dirigir-se presencialmente para regularizar a situação. Em Lisboa, o atendimento é feito na loja situada na Rua Álvaro Coutinho, n.º 14. No Porto, o pagamento pode ser realizado no posto de atendimento que funciona nas instalações da Associação SEIVA, na Rua Calouste Gulbenkian, n.º 176. Para efetuar o pagamento, é obrigatório apresentar o passaporte ou um documento equivalente. A AIMA esclarece ainda que o pagamento das taxas só pode ser feito através de cartão bancário de débito ou crédito, não sendo aceite dinheiro em numerário. A agência deixa também indicações para os casos em que os imigrantes já tenham regularizado os pagamentos, mas, ainda assim, tenham recebido notificações de valores em falta. Nestas situações, devem deslocar-se aos mesmos endereços, munidos dos comprovativos de pagamento, para que os seus processos possam prosseguir. A AIMA reforça a importância de regularizar atempadamente as taxas devidas, de forma a evitar a extinção dos pedidos de concessão ou renovação de autorização de residência.
SÃO TOMÉ ASSINALA FESTA DO PADROEIRO E RECORDA O DESCOBRIMENTO DA ILHA PELOS PORTUGUESES

São Tomé, 21 de Dezembro de 2025 – Dois momentos marcantes da história de S. Tomé e Príncipe foram celebrados a identidade nacional e a festa religiosa em honra de São Tomé Apóstolo, padroeiro do país, e a data tradicionalmente associada ao descobrimento da ilha pelos navegadores portugueses, no século XV, que deu origem ao nome ao território. A celebração religiosa decorreu na cidade de São Tomé e reuniu fiéis, autoridades e representantes da sociedade civil, num ambiente de fé, reflexão e apelo à paz. A cerimónia destacou o significado espiritual do padroeiro para o povo santomense e a importância da fé em tempos de dificuldade. Na homilia, o bispo da Igreja Católica em São Tomé e Príncipe, D. João de Ceita Nazaré, sublinhou a mensagem de esperança associada à figura de São Tomé Apóstolo. “Santo Tomé aponta-nos para Jesus e lembra-nos que, apesar das nossas fraquezas e limites, Deus nunca nos abandona. Celebrar São Tomé é acolher a fé mesmo nas dificuldades”, afirmou. Para além da dimensão religiosa, a data evoca também um momento histórico fundamental: o descobrimento da ilha de São Tomé pelos navegadores portugueses João de Santarém e Pêro Escobar, tradicionalmente situado em 1470. Segundo as fontes históricas, a ilha foi identificada no dia dedicado a São Tomé Apóstolo, motivo pelo qual recebeu esse nome. À época, o território encontrava-se desabitado e viria mais tarde a tornar-se um ponto estratégico no Golfo da Guiné durante a expansão marítima portuguesa. O primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Américo Ramos, destacou o duplo significado da comemoração. “Esta celebração tem uma componente religiosa e outra histórica. É uma oportunidade para transmitir mensagens de paz, reconciliação e tranquilidade ao povo santomense”, afirmou. As comemorações reforçam a ligação entre a fé e a história, lembrando tanto as raízes espirituais do país como os acontecimentos que marcaram o início da sua trajetória histórica e a formação da identidade nacional santomense.
AIMA RESOLVE CENTENAS DE MILHARES DE PROCESSOS PENDENTES E REGISTA 34 DETENÇÕES E POSTOS DE ATENDIMENTO

Lisboa, 4 de Janeiro de 2026 — A Missão para a Recuperação de Processos Pendentes da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) fez, em 15 meses de atividade, quase 940 mil notificações e realizou mais de 753 mil atendimentos, que resultaram na emissão de cerca de 311 mil documentos. O balanço financeiro da operação é positivo, com um saldo de 62 milhões de euros, e registou 34 detenções nos postos de atendimento. Quando a missão iniciou funções, existiam cerca de 450 mil processos de manifestação de interesse pendentes. A este número juntavam-se muitos outros pedidos por resolver, totalizando cerca de um milhão de processos acumulados. Entre eles estavam mais de 215 mil pedidos de autorização de residência para cidadãos da CPLP, cerca de 80 mil processos do Regime Transitório de Manifestação de Interesse, 375 mil renovações de autorizações de residência e 25 mil pedidos de reagrupamento familiar. Segundo o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, o problema ia muito além dos números. “A situação do ponto de partida não era só aquele número. Por trás daquele milhão estavam tantos milhares de pessoas com vidas paradas. A falta de documentos colocava-as numa situação de indignidade”, afirmou. De acordo com o coordenador da Estrutura de Missão, Luís Goes Pinheiro, dos mais de um milhão de processos pendentes, foram feitas quase 940 mil notificações. Deste total, cerca de 387 mil processos foram decididos: 327.597 tiveram decisão favorável e 59.194 foram indeferidos. Ao longo do processo, foram ainda realizados mais de 895 mil pagamentos e extintos mais de 165 mil pedidos por falta de pagamento. A operação gerou 101 milhões de euros em receitas, superando em 62 milhões de euros o investimento realizado, que foi de 39 milhões de euros. “Conseguimos juntos. E conseguimos fazer a maior operação de resolução de atrasos e processos pendentes, trazendo maior segurança a todos, portugueses e estrangeiros”, sublinhou António Leitão Amaro. No âmbito da análise dos pedidos, foram verificados mais de 454 mil registos criminais relacionados com manifestações de interesse e renovações de autorizações de residência, sobretudo de cidadãos oriundos de países da CPLP. Dessa verificação resultaram 34 detenções efetuadas nos postos de atendimento da AIMA. Tanto o coordenador da Estrutura de Missão como o ministro da Presidência classificaram este número de detenções como “residual”, tendo em conta a dimensão da operação e o elevado volume de processos analisados.
MAIORIA DOS ESTRANGEIROS RESIDENTES EM PORTUGAL ESTÁ EMPREGADA

Lisboa 4 de Janeiro de 2026 – Oito em cada dez estrangeiros a residir em Portugal estão empregados, mas uma parte significativa enfrenta situações de pobreza ou exclusão social, revela a Pordata com base em dados referentes ao final de 2024. Apesar da elevada participação no mercado de trabalho, as condições económicas dos imigrantes continuam a ser mais frágeis do que as da população de nacionalidade portuguesa, com desigualdades mais acentuadas entre homens e mulheres. Segundo a base de dados estatísticos, 76,5% dos estrangeiros com idades entre os 25 e os 64 anos tinham emprego em Portugal. Embora este valor seja elevado, fica abaixo da taxa de emprego registada entre os portugueses do mesmo grupo etário, que era de 81,9%. Já a taxa de desemprego entre os residentes estrangeiros situava-se nos 11,5%, mais do dobro da verificada entre os nacionais, que era de 5%. No total, “88,2% dos estrangeiros com idades entre os 25 e os 64 anos residentes em Portugal encontram-se no mercado de trabalho (76,5% empregados e 11,5% à procura de emprego)”, indica a Pordata, sublinhando a forte inserção laboral desta população. Apesar disso, o risco de pobreza ou exclusão social permanece elevado. Mais de um em cada quatro estrangeiros (28,9%) vive nesta situação, quase dez pontos percentuais acima da taxa registada entre a população de nacionalidade portuguesa (19,2%). Ainda assim, Portugal apresenta um cenário mais favorável do que a média da União Europeia, onde cerca de 40% dos estrangeiros se encontram em risco de pobreza ou exclusão social — uma diferença de mais de 19 pontos percentuais face aos nacionais. Os dados evidenciam também desigualdades de género mais marcadas entre a população estrangeira. “Entre os estrangeiros, a taxa de emprego é de 86,4% nos homens e 68,5% nas mulheres, uma diferença de 17,9 pontos percentuais”, refere a Pordata. Este contraste é significativamente superior ao observado entre os portugueses, onde a taxa de emprego é de 84,7% nos homens e 79,3% nas mulheres, uma diferença de apenas 5,4 pontos percentuais. É sobretudo entre as mulheres que se notam as maiores disparidades entre residentes estrangeiras e nacionais. A taxa de desemprego das estrangeiras é 9,3 pontos percentuais superior à das mulheres portuguesas, enquanto a taxa de emprego é 11 pontos percentuais inferior. Os números mostram que, embora a maioria dos imigrantes esteja integrada no mercado de trabalho português, persistem desafios significativos ao nível da estabilidade económica e da igualdade de oportunidades, particularmente para as mulheres e para aqueles que, apesar de empregados, continuam em situação de vulnerabilidade social.