São Tomé, 21 de Dezembro de 2025 – Dois momentos marcantes da história de S. Tomé e Príncipe foram celebrados a identidade nacional e a festa religiosa em honra de São Tomé Apóstolo, padroeiro do país, e a data tradicionalmente associada ao descobrimento da ilha pelos navegadores portugueses, no século XV, que deu origem ao nome ao território.
A celebração religiosa decorreu na cidade de São Tomé e reuniu fiéis, autoridades e representantes da sociedade civil, num ambiente de fé, reflexão e apelo à paz. A cerimónia destacou o significado espiritual do padroeiro para o povo santomense e a importância da fé em tempos de dificuldade.

Na homilia, o bispo da Igreja Católica em São Tomé e Príncipe, D. João de Ceita Nazaré, sublinhou a mensagem de esperança associada à figura de São Tomé Apóstolo. “Santo Tomé aponta-nos para Jesus e lembra-nos que, apesar das nossas fraquezas e limites, Deus nunca nos abandona. Celebrar São Tomé é acolher a fé mesmo nas dificuldades”, afirmou.
Para além da dimensão religiosa, a data evoca também um momento histórico fundamental: o descobrimento da ilha de São Tomé pelos navegadores portugueses João de Santarém e Pêro Escobar, tradicionalmente situado em 1470. Segundo as fontes históricas, a ilha foi identificada no dia dedicado a São Tomé Apóstolo, motivo pelo qual recebeu esse nome. À época, o território encontrava-se desabitado e viria mais tarde a tornar-se um ponto estratégico no Golfo da Guiné durante a expansão marítima portuguesa.
O primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Américo Ramos, destacou o duplo significado da comemoração. “Esta celebração tem uma componente religiosa e outra histórica. É uma oportunidade para transmitir mensagens de paz, reconciliação e tranquilidade ao povo santomense”, afirmou.
As comemorações reforçam a ligação entre a fé e a história, lembrando tanto as raízes espirituais do país como os acontecimentos que marcaram o início da sua trajetória histórica e a formação da identidade nacional santomense.



