Lisboa 23 de Abril de 2026 – O Dia Mundial do Livro, celebrado a 23 de Abril, é uma data dedicada à valorização da leitura, dos autores e do papel essencial que os livros desempenham na formação cultural e intelectual das sociedades. Esta comemoração foi instituída pela UNESCO em 1995, escolhendo-se esta data por estar associada à morte de grandes nomes da literatura, como William Shakespeare e Miguel de Cervantes, símbolos universais da criação literária.
A história do livro é longa e fascinante. Antes da invenção do livro como o conhecemos hoje, os textos eram registados em tábuas de argila, papiros e pergaminhos. Durante a Idade Média, os livros eram copiados manualmente por monges copistas, tornando-se objetos raros e valiosos. Um dos momentos mais marcantes da história do livro ocorreu no século XV com a invenção da imprensa por Johannes Gutenberg, que permitiu a reprodução rápida de textos. A publicação da Bíblia de Gutenberg marcou o início de uma nova era, tornando o conhecimento mais acessível a um maior número de pessoas.
Ao longo dos séculos, os livros tornaram-se instrumentos fundamentais de educação, preservação da memória e transmissão de ideias. Atualmente, coexistem em formatos impressos e digitais, adaptando-se às transformações tecnológicas e aos novos hábitos de leitura.
Celebrar o Dia Mundial do Livro é, por isso, reconhecer não apenas a importância da leitura no presente, mas também o percurso histórico que tornou possível o acesso ao conhecimento. Num mundo em constante mudança, os livros continuam a ser pontes entre culturas, gerações e saberes, incentivando a imaginação, o pensamento crítico e o gosto pela aprendizagem ao longo da vida.
Ao celebrar o Dia Mundial do Livro, é também importante destacar autores que escrevem em língua portuguesa e que contribuíram de forma decisiva para a literatura mundial. Entre eles, destaca-se Luís de Camões, autor de Os Lusíadas, uma das obras mais importantes da literatura portuguesa. Outro nome incontornável é Fernando Pessoa, reconhecido pela originalidade da sua escrita e pelos seus heterónimos. Na literatura contemporânea, merece especial referência José Saramago, distinguido com o Prémio Nobel da Literatura em 1998. Também autores como Machado de Assis, Sophia de Mello Breyner Andresen e Mia Couto entre outros contribuíram de forma marcante para a riqueza e diversidade da literatura em língua portuguesa.



