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Editor: Celso Soares | Director : Paulo A. Monteiro

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SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE: O PRIMEIRO PAÍS AFRICANO DE LÍNGUA PORTUGUESA A ADOTAR O RECENCEAMENTO AUTOMÁTICO

São Tomé, 6 de Maio de 2026 – São Tomé e Príncipe tornou-se o primeiro país africano de língua portuguesa a adotar um sistema de recenseamento eleitoral automático, marcando um avanço significativo na modernização dos seus processos democráticos.

A iniciativa foi concretizada no âmbito do projeto PRESE, que inaugurou oficialmente o novo modelo de recenseamento automático e permanente. O sistema utiliza técnicas inovadoras baseadas nos dados do registo civil, permitindo a inscrição automática dos eleitores, eliminando a necessidade de campanhas periódicas de recenseamento.

O projeto, financiado pela União Europeia com um investimento de 500 mil euros, foi implementado pela Cooperação Portuguesa através do Camões, Instituto da Cooperação e da Língua. Segundo Luís Leandro da Silva, Embaixador de Portugal, “o projeto alcançou o seu principal objetivo: a criação de um mecanismo de recenseamento automático e permanente dos eleitores, que será já aplicado nas próximas eleições gerais, previstas para julho e setembro deste ano”.

Além da modernização administrativa, a medida permitirá ao Estado santomense uma poupança estimada de cerca de dois milhões de euros, anteriormente gastos em recenseamentos eleitorais periódicos.

Para Paula Medina, Representante da Delegação da União Europeia no país, “estes avanços representam passos concretos no sentido de processos eleitorais mais fiáveis”. A responsável destacou ainda o impacto positivo da digitalização e da automatização na transparência eleitoral.

Também a Ministra da Justiça, Assuntos Parlamentares e Direitos da Mulher, Vera Cravid, sublinhou os benefícios da reforma: “a diminuição de custos, a automatização do recenseamento e a simplificação dos procedimentos em todo o processo eleitoral são conquistas significativas”.

Já a Ministra dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades, Ilsa Amado Vaz, destacou o esforço coletivo por trás da iniciativa: “devemos acreditar que é possível quando há vontade política, trabalho de equipa e foco no objetivo final”.

Com esta transformação, São Tomé e Príncipe posiciona-se na vanguarda da inovação eleitoral no espaço lusófono africano, reforçando a confiança nas instituições democráticas e abrindo caminho para processos eleitorais mais eficientes, transparentes e inclusivos.

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