S. Tomé, 14 Maio de 2026 – Num esforço conjunto para preservar o património histórico e impulsionar o turismo sustentável, São Tomé e Príncipe pretende recuperar as emblemáticas roças coloniais com o auxílio de Portugal. A cooperação entre os dois países foi formalizada através de um plano de ação para o período 2026-2028, assinado em São Tomé pelo secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços de Portugal, Pedro Machado.
Durante a cerimónia, Pedro Machado destacou a importância da valorização do património arquitetónico santomense como motor de desenvolvimento económico e turístico. “Vamos recuperar alguns dos imóveis históricos de São Tomé, nomeadamente as roças, transformando-as em sítios não só de visitação turística, mas não só. Também poderemos criar, nomeadamente, novos hotéis”, afirmou o governante português.
Entre os projetos prioritários está a recuperação da histórica Roça Diogo Vaz, que poderá tornar-se a primeira infraestrutura a beneficiar da parceria público-privada estabelecida entre São Tomé e Príncipe e Portugal. A intervenção pretende transformar a antiga roça num polo turístico e cultural, preservando a sua memória histórica e criando novas oportunidades de investimento e emprego.
A ministra do Ambiente, Juventude e Turismo Sustentável de São Tomé e Príncipe, Nilda da Mata, saudou a cooperação com Portugal e demonstrou confiança na concretização das iniciativas previstas. “O momento é de agir, de realizar. Já tivemos, já temos muitos documentos orientadores, estratégias, planos de ação, mas eu sinceramente acredito que este será diferente”, declarou.
As autoridades dos dois países defendem que a recuperação das roças poderá reforçar a atratividade turística do arquipélago e promover o desenvolvimento sustentável. São Tomé e Príncipe tem vindo a afirmar-se internacionalmente pela qualidade dos seus produtos e experiências culturais, desde o café ao chocolate, passando pelo óleo de palma e pela riqueza da gastronomia local.
Com esta parceria, São Tomé e Príncipe procura não apenas preservar parte importante da sua história colonial, mas também transformar esse património num fator de crescimento económico e valorização cultural para as próximas gerações.



