OS CIDADÃOS ESTRAGEIROS COM DOCUMENTOS CADUCADOS EM PROCESSO DE RENOVAÇÃO NÃO SÃO CONSIDERADOS IREGULARES

Lisboa, 17 de Abril de 2026 – de acordo com a Lusa a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) diz que não existe irregularidade “na permanência em território nacional para os cidadãos estrangeiros que tenham um processo de renovação ou de regularização em curso e a aguardar decisão”. Na passada sexta-feira a AIMA afastou qualquer risco de irregularidade para os imigrantes com documentos expirados, que estejam em processo de renovação ou regularização junto das autoridades portuguesas e a aguardar decisão final em processos de concessão. No dia 15 de abril, terminou o prazo da última prorrogação administrativa e os imigrantes que ainda não têm novos documentos podem utilizar um certificado online emitido pelo portal da AIMA para assegurar a sua situação regular, mesmo que o seu processo ainda não esteja concluído. Neste momento existem 130 mil pendentes AIMA atribuídos a mais 28 juízes. Desde março de 2020 que a validade dos títulos de residência era sucessivamente prorrogada “de forma automática e precária, através de decretos-lei, sem verificação efetiva das condições de renovação ou da presença efetiva em Portugal”, firmou a AIMA. “Este Governo decidiu intervir para repor o controlo do Estado e assegurar a monitorização efetiva de quem reside em Portugal”, esclareceu. Foi disponibilizado “um portal digital onde todos os interessados em renovar a sua autorização de residência se puderam inscrever” e, “desde junho de 2025, num universo de cerca de 100 mil processos de renovação neste âmbito, cerca de 90 mil processos já têm uma decisão final“. “Nos casos dos cidadãos abrangidos pelos regimes CPLP, Manifestação de Interesse (MI) ou Regime Transitório que tenham processos pendentes, é suficiente a demonstração da existência de um pedido em curso e a aguardar decisão final, nomeadamente através do Comprovativo de Estado de Processo e, quando aplicável, do Comprovativo de Deferimento, não resultando daí qualquer situação de irregularidade administrativa”, explica a AIMA. No entanto, segundo a AIMA, “os processos a aguardar conclusão correspondem a um número residual, quando comparados com mais de 700 mil atendimentos e processamentos administrativos realizados pela AIMA, relativos ao passivo herdado, desde setembro de 2024“.
SEIXAL CELEBRA DIVERSIDADE COM MAIS UMA EDIÇÃO DO «ENCONTRO INTERCULTURAL DE SABORES»

Seixal 20 Abril de 2026 – O concelho do Seixal voltou a afirmar-se como território de diversidade e encontro entre culturas com a realização de mais uma edição do Encontro Intercultural Saberes e Sabores, que decorreu entre 15 e 19 de abril, no Pavilhão Municipal do Alto do Moinho, reunindo tradições, gastronomia e expressões artísticas que refletem a identidade multicultural do concelho. A iniciativa foi organizada pela Câmara Municipal do Seixal, em parceria com a Junta de Freguesia de Corroios e o Centro Cultural e Recreativo do Alto do Moinho, proporcionando, ao longo de cinco dias, um programa diversificado que incluiu sessões de dança, música, teatro, poesia, desporto e espaços de debate, promovendo o diálogo intercultural entre comunidades. Um dos destaques do evento foi a componente gastronómica, com a presença de sabores provenientes de diferentes geografias, nomeadamente da gastronomia angolana, cabo-verdiana, são-tomense, brasileira e portuguesa, celebrando a riqueza culinária das comunidades residentes no concelho. O encontro integrou ainda uma feira de artesanato e produtos tradicionais de várias culturas presentes no Seixal, bem como momentos de música ao vivo com artistas locais e de inspiração internacional. O programa contou também com atuações de grupos corais e sessões de showcooking, onde chefes e cozinheiros partilharam receitas e tradições culinárias em tempo real com o público. Nesta edição, o tema central foi dedicado aos “50 anos da Constituição da República Portuguesa – Liberdade, igualdade e diversidade”, sublinhando a importância dos valores democráticos como base da convivência entre diferentes culturas. Mais uma vez, o «Saberes e Sabores» afirmou-se como um ponto de encontro aberto a toda a população, destacando o papel fundamental das comunidades imigrantes na vida cultural e social do concelho e reforçando a diversidade como uma das marcas identitárias do Seixal. Reporter de Imagem: Nelson Nunes
JORNADA FEMININA “DAS CINZAS AO SUCESSO” QUER TRANSFORMAR SONHOS EM REALIDADE E INSPIRAR MULHERES EM LISBOA

Lisboa 17 de Abril de 2026 – No próximo dia 23 de Maio de 2026, Lisboa será palco de um evento dedicado ao empoderamento feminino, à partilha de experiências e à valorização do talento das mulheres. A Jornada Feminina – Das Cinzas ao Sucesso nasce com a missão de alcançar vidas, fortalecer a autoestima e mostrar que é possível transformar sonhos em realidade, independentemente das adversidades. A iniciativa surge da convicção de que muitas mulheres, devido às dificuldades financeiras ou a percursos académicos menos favorecidos, acabam por acreditar que os seus sonhos não podem sair do papel. No entanto, a organização do evento pretende contrariar essa ideia e abrir novas perspetivas de futuro, mostrando que cada mulher pode reinventar a sua história e conquistar os seus objetivos. Segundo a promotora do encontro, esta jornada representa também um testemunho pessoal de persistência e superação. A proposta é clara: apoiar mulheres que sentem que já não há soluções possíveis e demonstrar que existe sempre um caminho a construir. Para isso, várias mulheres empreendedoras e inspiradoras aceitaram juntar-se a esta missão, contribuindo com os seus talentos e experiências. O programa inclui uma agenda diversificada e dinâmica, pensada para proporcionar momentos de inspiração, aprendizagem e convívio: Mais do que um evento, a Jornada Feminina pretende ser um espaço de encontro, partilha e valorização do potencial feminino, promovendo confiança, networking e novas oportunidades. A iniciativa terá lugar no prestigiado Tivoli Oriente, com início às 12h00 e encerramento previsto para as 19h30 do mesmo dia. A organização convida todas as mulheres interessadas a participar nesta experiência transformadora, marcada pela união, inspiração e celebração do talento feminino. Para inscrições e mais informações por favor contactar o nº Tel. 935 254 878 ou sandrasofiapereira2012@gmail.com
MINISTRA REJEITA RELAÇÃO ENTRE IMIGRAÇÃO E CRIMINALIDADE E ALERTA PARA IMPACTO DO DISCURSO POLÍTICO

Lisboa, 16 de Abril de 2026 – A ministra portuguesa da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, afirmou que não existe evidência de correlação entre imigração e criminalidade em Portugal, alertando para o impacto que declarações públicas de responsáveis políticos podem ter no aumento de comportamentos hostis contra comunidades migrantes. A posição foi expressa durante uma audição parlamentar na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, onde a governante sublinhou que a generalização deste tipo de associação “não corresponde à realidade”. Durante a intervenção, Margarida Balseiro Lopes destacou a responsabilidade acrescida dos deputados na forma como comunicam temas sensíveis na esfera pública, lembrando que as suas palavras podem influenciar perceções sociais e comportamentos. “Fui deputada e as palavras dos parlamentares têm um peso enorme, sobretudo quando podem amplificar comportamentos que põem em causa pessoas que nada têm a ver com este tipo de generalizações”, afirmou. A ministra alertou ainda que a insistência em associar imigração a criminalidade pode contribuir para a criação de ambientes de hostilidade ou mesmo agressão contra comunidades migrantes, defendendo que o debate público deve assentar em dados objetivos e no respeito pelos direitos humanos. No mesmo contexto, reiterou que a proteção da dignidade e da segurança das pessoas — em particular das mulheres — deve constituir uma prioridade política, mas frisou que essa preocupação não pode ser sustentada por associações sem base factual. “Qualquer comportamento que ameace a dignidade, a segurança e a vida das mulheres é intolerável, mas isso não pode ser dito ligando a conversa à imigração, porque, objetivamente, não temos dados que sustentem esta correlação”, declarou. A governante reforçou, por fim, a importância de um discurso público responsável e baseado em evidência, sublinhando que a defesa da segurança deve caminhar lado a lado com a proteção dos direitos fundamentais e da coesão social.
LISBOA ACOLHE I CONFERÊNCIA INTERNACIONAL LÍNGUA E MUNDO DEDICADA AO PAPEL SOCIOPOLÍTICO DAS LÍNGUAS

Lisboa, 15 de Abril de 2026 – A I Conferência Internacional Língua e Mundo, realizada entre 8 e 10 de Abril de 2026, afirmou-se como um espaço académico inovador de reflexão crítica sobre o papel das línguas nas relações humanas, políticas, culturais e sociais contemporâneas. Integrada na Cátedra Língua e Mundo da UAL a iniciativa reuniu investigadores nacionais e internacionais em torno das interligações entre estrutura linguística e fenómenos sociopolíticos num contexto global marcado por intensos fluxos migratórios, rápidas transformações tecnológicas e reconfigurações das dinâmicas de poder. A sessão de abertura contou com a intervenção da oradora convidada Ana Paula Laborinho, diretora-geral de Multilinguismo da Organização dos Estados Ibero Americanos – OEI, que destacou a centralidade estratégica do multilinguismo na cooperação internacional e nas políticas culturais contemporâneas. Ao longo de três dias, os trabalhos decorreram na Universidade Autónoma de Lisboa, no Instituto da Defesa Nacional e na Universidade Aberta, reunindo especialistas das áreas da sociolinguística, relações internacionais, defesa e políticas públicas. No primeiro dia, dedicado ao eixo Língua e Relações Internacionais, participaram investigadores como Francisco Leandro e Anabela Santiago, com uma abordagem multidisciplinar à geopolítica da língua portuguesa, bem como Li Guofeng, que analisou o papel da diplomacia linguística no contexto chinês. Seguiram-se intervenções de Daniel Neto sobre teoria dos discursos nas relações internacionais e de Maria João Ferro e Sandra Ribeiro acerca da proximidade linguística como fator estruturante das relações económicas internacionais. Ainda neste eixo, destacaram-se as comunicações de Jefferson Evaristo sobre a ação da CPLP na projeção internacional da língua portuguesa, de Davi Albuquerque sobre o papel do professor de português como diplomata cultural, e de Ana Isabel Sacavém sobre o fado enquanto instrumento de soft power linguístico-cultural. O painel Línguas no Mundo integrou intervenções de Carla Melo sobre os enquadramentos linguísticos do pedido de desculpa no Japão, de Rajendran Govender sobre a promoção de línguas indígenas na África do Sul e de María Ángeles De Simón acerca da educação plurilíngue intercultural na Argentina. No segundo dia, dedicado ao eixo Língua e Defesa, participaram investigadores como Rui Teixeira da Mota, que refletiu sobre o português como infraestrutura de governação global, e Maria João Guia, que abordou a construção linguística da ameaça migratória no quadro da crimigração e da securitização. Seguiram-se intervenções de Isabel Roboredo Seara sobre populismo e construção retórica do inimigo e de Carlos Cardoso acerca do francês como língua da República. Durante a tarde, destacaram-se as comunicações de Isabelle Simões Marques sobre securitização das migrações em França e Portugal, de Bruna Ferreira sobre desinformação como instrumento de poder linguístico, de Ana Sofia Souto sobre discursos de ódio nas redes sociais e de Daniela Moreira da Silva sobre desigualdades linguísticas na era da inteligência artificial. Este dia contou ainda com conferências convidadas de Pedro Emanuel Mendes e Raquel Freire, que reforçaram a centralidade da língua nos debates contemporâneos sobre segurança internacional e governação global. O terceiro dia, dedicado aos eixos Língua e Política e Língua e Sociedade, integrou intervenções de Beatriz Morais sobre a língua portuguesa como ponte de união, de Fátima Lamarca sobre translanguaging na globalização, e de Leandro Diniz e Jael Sânera Gonçalves sobre políticas linguísticas para naturalização no Brasil. O terceiro dia, dedicado aos eixos Língua e Política e Língua e Sociedade, integrou intervenções de Beatriz Morais sobre a língua portuguesa como ponte de união, de Fátima Lamarca sobre translanguaging na globalização, e de Leandro Diniz e Jael Sânera Gonçalves sobre políticas linguísticas para naturalização no Brasil. Seguiram-se intervenções de Bárbara António sobre cidadania linguística em territórios de baixa densidade, de Paulo Feytor Pinto sobre políticas linguísticas nos PALOP, de Alexandre Ferreira Martins sobre o exame Celpe-Bras e de Nélia Alexandre e Ana Espírito Santo sobre literacias desiguais entre migrantes lusófonos. Destacou-se ainda a comunicação de Ana Luiza de Souza sobre a introdução do português no ensino italiano. No painel Língua e Sociedade, intervieram Maria Helena Araújo e Sá e Susana Pinto sobre supervisão doutoral em contextos plurilingues, bem como João Caetano, Susana Alves-Jesus e Rui Rego acerca do português como língua de ciência e cultura. Participaram ainda Marinela Cerqueira e Sacha Rodrigues com a apresentação da Plataforma História Social de Angola, e Júlia Nunes com uma análise histórica sobre o papel sociopolítico da língua francesa na corte portuguesa. Integrada numa rede internacional de investigação associada à Cátedra Língua e Mundo, a conferência consolidou-se como um espaço interdisciplinar de debate estratégico sobre o papel das línguas na compreensão das transformações globais contemporâneas, reforçando a articulação entre sociolinguística, relações internacionais e estudos de defesa.
IMIGRANTES NOTIFICADOS PARA ABANDONAR PORTUGAL ATINGE NÚMERO RECORDE

Lisboa, 6 de abril de 2026 – O número de imigrantes notificados para abandonar voluntariamente Portugal atingiu um valor recorde em 2025, com cerca de 23 mil notificações, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) 2025, documento aprovado pelo Conselho Superior de Segurança Interna e entregue à Assembleia da República. De acordo com o relatório, foram registadas 23.134 notificações para abandono voluntário do território nacional, um aumento muito significativo face a 2024, ano em que tinham sido contabilizadas apenas 444 notificações. O documento indica ainda que foram instaurados 298 processos de expulsão administrativa e proferidas 91 decisões nesse âmbito. Apesar do aumento expressivo das notificações, ainda não entrou em vigor a legislação destinada a acelerar o afastamento de imigrantes em situação irregular, atualmente em fase de tramitação parlamentar. Afastamentos efetivos do território nacional Segundo o RASI 2025, foram afastadas 252 pessoas do território nacional, distribuídas da seguinte forma: No controlo de fronteiras, o relatório refere que foram concedidos 3.152 vistos em postos de fronteira, menos 24,7% do que no ano anterior, e registadas 2.140 recusas de entrada no país, todas em postos fronteiriços aéreos. Entre as nacionalidades com maior número de recusas de entrada destacam-se: Ações de fiscalização e situações irregulares identificadas O documento revela ainda que, em 2025, foram realizadas 4.627 ações de inspeção e fiscalização relacionadas com cidadãos estrangeiros em diferentes setores de atividade económica, incluindo hotelaria, restauração, construção civil e agricultura. Durante estas operações, foram identificados 85.840 cidadãos, dos quais 1.006 estavam em situação ilegal em território nacional. Os dados agora divulgados constam do Relatório Anual de Segurança Interna relativo a 2025, documento oficial que reúne a informação estatística das forças e serviços de segurança e serve de base à definição de políticas públicas na área da segurança interna e da gestão migratória.
V JORNADAS DE COMUNICAÇÃO DO SANTUÁRIO DE FÁTIMA

Fátima, 06 de Abril de 2026 – O V Jornadas de Comunicação do Santuário de Fátima decorrem no próximo dia 17 de Abril, no Centro Pastoral de Paulo VI, sob o tema “A comunicação como instrumento para a paz”, reunindo jornalistas, investigadores, estudantes e profissionais da área para refletir sobre o papel da comunicação num mundo marcado por conflitos e desinformação. Num contexto internacional caracterizado por dezenas de conflitos armados ativos e por um crescente clima de polarização e radicalização nos discursos públicos, a iniciativa pretende sublinhar a importância da comunicação como ferramenta essencial para promover o diálogo, a verdade e o respeito entre povos e culturas. Promovidas pelo Santuário de Fátima, estas jornadas assumem-se como um espaço de reflexão interdisciplinar sobre a responsabilidade social dos comunicadores e sobre a capacidade da comunicação em contribuir para soluções pacíficas, tanto ao nível da diplomacia internacional como no quotidiano das comunidades. O programa inclui conferências, testemunhos e oficinas práticas, abordando diferentes dimensões do tema, desde os desafios da comunicação em contextos de conflito até ao combate à desinformação e à promoção de uma cultura de encontro e reconciliação. A organização destaca que o evento pretende reforçar a consciência do papel estratégico dos profissionais da comunicação na construção de sociedades mais justas e pacíficas. As jornadas tem início às 9h30 com a intervenção de boas-vindas do reitor do Santuário de Fátima, Carlos Cabecinhas, seguindo-se a crónica “Um dia no mundo”, apresentada pelo jornalista Francisco Sena Santos. Um dos momentos centrais da manhã será a conferência “Diplomacia da paz num mundo em conflito: da urgência à utopia?”, que contará com as intervenções de: Andrés Carrascosa, João Vale de Almeida, Angelo Romano, com moderação da jornalista Rosário Lira. Comunicação para a paz no quotidiano Durante a manhã, especialistas abordarão o papel da comunicação como instrumento de paz em diferentes contextos do dia a dia: Oficinas práticas com foco em competências atuais Da parte da tarde, os participantes poderão integrar oficinas práticas orientadas para o desenvolvimento de competências comunicacionais atuais e estratégicas: O programa inclui ainda a apresentação do podcast “Política em estado de graça”, antes da sessão de encerramento prevista para as 17h30. Espaço de reflexão sobre um desafio global Segundo a organização, a realização destas jornadas no Santuário de Fátima constitui uma expressão coerente da sua missão espiritual e pastoral, num local onde diariamente se rezam intenções pela paz e pela reconciliação entre os povos, reforçando o compromisso com a promoção de uma cultura de diálogo num dos temas mais urgentes do mundo contemporâneo. A iniciativa está aberta à participação de jornalistas, assessores de comunicação, académicos, investigadores, estudantes e público interessado, mediante inscrição prévia. Mais informações em https://www.fatima.pt/pt/pages/jornadas-de-comunicacao-2026
SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE – ATUALIZAÇÃO OBRIGATÓRIA DO CADASTRO SOCIAL

S. Tomé, 6 de Abril de 2026 – A Direção da Proteção Social, Solidariedade e Família informou que todos os agregados familiares inscritos no programa do Cadastro Social Único (CSU) devem proceder, de forma obrigatória, à recertificação e atualização dos seus dados até ao próximo dia 10 de abril, sob pena de perderem definitivamente o acesso aos benefícios sociais. Segundo a instituição, o processo de atualização é obrigatório para todos os membros dos agregados familiares registados, sendo uma condição essencial para garantir a continuidade do apoio prestado no âmbito dos programas de proteção social em vigor no país. A Direção apela aos beneficiários para que se dirijam com a máxima urgência aos Centros de Atendimento da Proteção Social existentes nos respetivos distritos, a fim de regularizarem a sua situação dentro do prazo estabelecido. O Cadastro Social Único (CSU) constitui uma base de dados nacional gerida pela Direção de Proteção Social, cuja principal finalidade é identificar e classificar socioeconomicamente os agregados familiares, facilitando assim o acesso mais justo e organizado aos diferentes programas de apoio social disponíveis em São Tomé e Príncipe com os seguintes objetivos: As autoridades reforçam que a atualização atempada dos dados é fundamental para garantir que os benefícios sociais continuem a chegar às famílias que realmente necessitam, apelando à colaboração de todos os inscritos no programa. O sistema permite ao Governo saber quem precisa realmente de apoio, evitar duplicação de benefícios, melhorar o planeamento das políticas sociais, acompanhar a evolução das condições de vida das famílias registadas e direcionar programas como transferências monetárias e assistência social. Além disso, os dados recolhidos servem de base para o desenvolvimento de novos projetos sociais e estratégias nacionais de combate à pobreza. Dados recentes indicam que neste momento estão abrangidos cerca de 5.000 agregados familiares já beneficiam diretamente de programas ligados ao sistema. O objetivo do Governo é expandir a cobertura até cerca de 12.000 famílias em todo o território nacional. Este esforço é particularmente importante num país onde mais de 60% da população vive em situação de pobreza, segundo estimativas oficiais citadas pelas autoridades sociais. O funcionamento do Cadastro Social Único está enquadrado no Decreto-Lei n.º 03/2023, que regula oficialmente o sistema como instrumento estratégico da política nacional de proteção social e redução das desigualdades.
ESTADO PORTUGUÊS DEIXA DE PODER EXIGIR DOCUMENTOS QUE JÁ EXISTAM NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Lisboa 30 de Março de 2026 — Entraram em vigor na terça-feira, 24 de Março, novas regras que impedem os serviços públicos de exigirem aos cidadãos e às empresas documentos que já estejam na posse do Estado. A medida aplica-se de imediato e estende-se agora a organismos com forte impacto económico, com o objetivo de reduzir burocracia, acelerar procedimentos e diminuir custos administrativos. A partir da data da publicação do despacho, os serviços abrangidos deixam de poder solicitar novamente certidões, dados fiscais, registos ou outros documentos sempre que essa informação já exista noutro organismo da Administração Pública. A regra aplica-se tanto a cidadãos como a empresas e pretende simplificar a relação com o Estado, sobretudo em processos ligados a candidaturas e incentivos públicos. Mais entidades passam a estar abrangidas O despacho alarga expressamente o âmbito da medida a organismos com intervenção relevante na gestão de fundos e apoio ao investimento, tradicionalmente associados a procedimentos administrativos mais exigentes. Passam a estar incluídas entidades como: Estas entidades gerem incentivos, fundos europeus e instrumentos de apoio às empresas — áreas onde a redução da carga burocrática poderá ter impacto direto na execução de investimentos. Partilha obrigatória de informação entre serviços Os organismos abrangidos devem assegurar a partilha interna de dados e documentos necessários à correta instrução dos procedimentos administrativos sob a sua responsabilidade. Isto inclui, por exemplo, processos de candidatura a incentivos, fundos europeus ou programas públicos de financiamento. Sempre que um documento já exista num serviço público, deixa de ser necessário apresentá-lo novamente — desde que o titular autorize o acesso. O consentimento mantém-se como condição essencial, garantindo controlo sobre a utilização dos dados pessoais e empresariais. Menos burocracia e processos mais rápidos Na prática, a alteração poderá traduzir-se em: O impacto poderá ser particularmente relevante nos processos associados a fundos europeus, frequentemente criticados pela complexidade e exigência documental. Regra já prevista na lei ganha reforço prático A medida assenta no artigo 28.º-A do Decreto-Lei n.º 135/99, que estabelece que os serviços públicos devem organizar-se para não exigir aos cidadãos documentos que já existam na Administração. O novo despacho reforça agora a aplicação efetiva deste princípio, sobretudo em áreas com maior impacto económico e empresarial. Com esta alteração, o Governo pretende acelerar procedimentos administrativos e reduzir atrasos, promovendo uma Administração Pública mais simples, eficiente e orientada para o utilizador.
ATELETISMO PORTUGUÊS FAZ HISTÓRIA E SOBE AO 4º LUGAR DO RANKING MUNDIAL

Lisboa 23 de Março de 2026 – Portugal alcançou o melhor resultado de sempre no Campeonato do Mundo de Atletismo em Pista Coberta ao conquistar, pela primeira vez, três medalhas numa mesma edição — dois títulos mundiais no salto em comprimento, por Baldé e Agate de Sousa, e a prata de Isaac Nader nos 1.500 metros — desempenho que colocou o país no quarto lugar do Ranking Mundial, atrás apenas de potencias da modalidade como os Estados Unidos, Inglaterra e Itália o que motivou uma receção oficial da equipa pelo Presidente da República, António José Seguro, que distinguiu os três medalhados com a condecoração de mérito no Palácio de Belém . A participação portuguesa na mais recente edição dos Mundial Atletismo em Pista Coberta ficará marcada como um dos momentos mais relevantes da história do desporto nacional. Com duas medalhas de ouro e uma de prata, Portugal alcançou o quarto lugar do quadro classificativo por países, posicionando-se imediatamente atrás das três maiores potências desta edição — Estados Unidos, Inglaterra e Itália — confirmando assim a crescente afirmação do atletismo português no panorama mundial. Os títulos mundiais de Gerson Baldé e de Agate de Sousa, ambos no salto em comprimento, evidenciaram a consistência da escola portuguesa na disciplina, enquanto Isaac Nader, com a medalha de prata nos 1.500 metros, reforçou a competitividade nacional nas provas de meio-fundo. O desempenho da seleção portuguesa mereceu reconhecimento institucional ao mais alto nível. A comitiva foi recebida esta segunda feira, em audiência oficial pelo Presidente da República, António José Seguro, no Palácio de Belém, numa cerimónia de homenagem ao feito histórico alcançado pelos atletas e respetivas equipas técnicas. Na ocasião, o chefe de Estado destacou o significado do resultado para a projeção internacional do país e o impacto inspirador do sucesso dos atletas junto das novas gerações e condecorou os atletas medalhados. (Ouça aqui as declarações do Presidente da República António José Seguro) Tatjana Pinto, assinou uma das marcas de maior destaque da participação portuguesa ao igualar o recorde nacional dos 60 metros em pista curta, com o tempo de 7,17 segundos, obtido nas eliminatórias da competição, confirmando o seu regresso ao melhor nível internacional na velocidade curta. Na prova de estafetas 4 x 400 m a equipa feminina composta por Sofia Lavreshina, Fatoumata Diallo, Clara Martinha e Carina Vanessa registou um novo record nacional com o tempo de 3:31.37 minutos ao bateram a marca que vinha de Glasgow’2024 (3:31.93). Os títulos mundiais no salto em comprimento foram conquistados por Baldé e Agate de Sousa, enquanto Isaac Nader garantiu a medalha de prata nos 1.500 metros, reforçando a consistência portuguesa também nas provas de meio-fundo. A prestação integrou uma participação globalmente histórica da seleção portuguesa, que alcançou o melhor resultado de sempre num Campeonato do Mundo de Atletismo em pista coberta. Pela primeira vez, Portugal conquistou três medalhas numa única edição da competição. Agate de Sousa, atleta portuguesa com raizes santomenses, ao conquistar a medalha de ouro no salto em comprimento nos Campeonatos do Mundo de Atletismo 2026 em pista coberta, disputados em Toruń, na Polónia, reeditou 18 anos depois o feito de Naíde Gomes. A vitória confirmou a maturidade competitiva da atleta e reforçou a relevância do salto em comprimento feminino na história recente do atletismo português Recordamos que para além do sucesso competitivo internacional conseguido neste mundial, Agate de Sousa foi recentemente homenageada pelo seu empenho e contributo para o desporto nacional durante a 3.ª edição do evento Awards “Charme & Prestígio: Migrantes e Afrodescendentes”, realizada a 7 de Março de 2026 no Evidência Belverde Atitude Hotel. A iniciativa organizada pela Culturface, com o patrocínio da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) e da RTP África, distingue cidadãs e cidadãos afrodescendentes ou migrantes que, ao longo das suas trajetórias, contribuem de forma relevante para o desenvolvimento do país de acolhimento sublinhou o reconhecimento institucional e social do percurso da atleta. Por seu lado, a Embaixada de São Tomé e Príncipe, em Lisboa, na página oficial, felicitou calorosamente Agate De Sousa, por esta conquista extraordinária e deseja-lhe contínuos sucessos afirmando que «este feito notável projeta, a nível internacional, o talento, a determinação e a excelência de uma atleta com raízes são-tomenses, constituindo motivo de grande orgulho para São Tomé e Príncipe e para toda a sua diáspora».