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Editor: Celso Soares | Director : Paulo A. Monteiro

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LISBOA ACOLHE I CONFERÊNCIA INTERNACIONAL LÍNGUA E MUNDO DEDICADA AO PAPEL SOCIOPOLÍTICO DAS LÍNGUAS

Lisboa, 15 de Abril de 2026 – A I Conferência Internacional Língua e Mundo, realizada entre 8 e 10 de Abril de 2026, afirmou-se como um espaço académico inovador de reflexão crítica sobre o papel das línguas nas relações humanas, políticas, culturais e sociais contemporâneas. Integrada na Cátedra Língua e Mundo da UAL a iniciativa reuniu investigadores nacionais e internacionais em torno das interligações entre estrutura linguística e fenómenos sociopolíticos num contexto global marcado por intensos fluxos migratórios, rápidas transformações tecnológicas e reconfigurações das dinâmicas de poder.

A sessão de abertura contou com a intervenção da oradora convidada Ana Paula Laborinho, diretora-geral de Multilinguismo da Organização dos Estados Ibero Americanos – OEI, que destacou a centralidade estratégica do multilinguismo na cooperação internacional e nas políticas culturais contemporâneas.

Ao longo de três dias, os trabalhos decorreram na Universidade Autónoma de Lisboa, no Instituto da Defesa Nacional e na Universidade Aberta, reunindo especialistas das áreas da sociolinguística, relações internacionais, defesa e políticas públicas.

No primeiro dia, dedicado ao eixo Língua e Relações Internacionais, participaram investigadores como Francisco Leandro e Anabela Santiago, com uma abordagem multidisciplinar à geopolítica da língua portuguesa, bem como Li Guofeng, que analisou o papel da diplomacia linguística no contexto chinês. Seguiram-se intervenções de Daniel Neto sobre teoria dos discursos nas relações internacionais e de Maria João Ferro e Sandra Ribeiro acerca da proximidade linguística como fator estruturante das relações económicas internacionais.

Ainda neste eixo, destacaram-se as comunicações de Jefferson Evaristo sobre a ação da CPLP na projeção internacional da língua portuguesa, de Davi Albuquerque sobre o papel do professor de português como diplomata cultural, e de Ana Isabel Sacavém sobre o fado enquanto instrumento de soft power linguístico-cultural.

O painel Línguas no Mundo integrou intervenções de Carla Melo sobre os enquadramentos linguísticos do pedido de desculpa no Japão, de Rajendran Govender sobre a promoção de línguas indígenas na África do Sul e de María Ángeles De Simón acerca da educação plurilíngue intercultural na Argentina.

No segundo dia, dedicado ao eixo Língua e Defesa, participaram investigadores como Rui Teixeira da Mota, que refletiu sobre o português como infraestrutura de governação global, e Maria João Guia, que abordou a construção linguística da ameaça migratória no quadro da crimigração e da securitização. Seguiram-se intervenções de Isabel Roboredo Seara sobre populismo e construção retórica do inimigo e de Carlos Cardoso acerca do francês como língua da República.

Durante a tarde, destacaram-se as comunicações de Isabelle Simões Marques sobre securitização das migrações em França e Portugal, de Bruna Ferreira sobre desinformação como instrumento de poder linguístico, de Ana Sofia Souto sobre discursos de ódio nas redes sociais e de Daniela Moreira da Silva sobre desigualdades linguísticas na era da inteligência artificial.

Este dia contou ainda com conferências convidadas de Pedro Emanuel Mendes e Raquel Freire, que reforçaram a centralidade da língua nos debates contemporâneos sobre segurança internacional e governação global.

O terceiro dia, dedicado aos eixos Língua e Política e Língua e Sociedade, integrou intervenções de Beatriz Morais sobre a língua portuguesa como ponte de união, de Fátima Lamarca sobre translanguaging na globalização, e de Leandro Diniz e Jael Sânera Gonçalves sobre políticas linguísticas para naturalização no Brasil.

O terceiro dia, dedicado aos eixos Língua e Política e Língua e Sociedade, integrou intervenções de Beatriz Morais sobre a língua portuguesa como ponte de união, de Fátima Lamarca sobre translanguaging na globalização, e de Leandro Diniz e Jael Sânera Gonçalves sobre políticas linguísticas para naturalização no Brasil.

Seguiram-se intervenções de Bárbara António sobre cidadania linguística em territórios de baixa densidade, de Paulo Feytor Pinto sobre políticas linguísticas nos PALOP, de Alexandre Ferreira Martins sobre o exame Celpe-Bras e de Nélia Alexandre e Ana Espírito Santo sobre literacias desiguais entre migrantes lusófonos. Destacou-se ainda a comunicação de Ana Luiza de Souza sobre a introdução do português no ensino italiano.

No painel Língua e Sociedade, intervieram Maria Helena Araújo e Sá e Susana Pinto sobre supervisão doutoral em contextos plurilingues, bem como João Caetano, Susana Alves-Jesus e Rui Rego acerca do português como língua de ciência e cultura. Participaram ainda Marinela Cerqueira e Sacha Rodrigues com a apresentação da Plataforma História Social de Angola, e Júlia Nunes com uma análise histórica sobre o papel sociopolítico da língua francesa na corte portuguesa. Integrada numa rede internacional de investigação associada à Cátedra Língua e Mundo, a conferência consolidou-se como um espaço interdisciplinar de debate estratégico sobre o papel das línguas na compreensão das transformações globais contemporâneas, reforçando a articulação entre sociolinguística, relações internacionais e estudos de defesa.

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